A globalização da brutalidade

Demagia,  xenofobia,  ditadura, corrupção, mentira, estupidez – eis as marcas dos políticos que tomaram ou se preparam para tomar o poder. Como é que chegámos até aqui? É um fenómeno a ter lugar em todos os países, até naqueles que, historicamente, estão ligados à liberdade, pelo que não se trata de uma particularidade dali ou dacolá, deste ou daquele líder. Tem um cariz global – a globalização da brutalidade, seja esta física ou intelectual.

É clara a decadência dos valores tradicionais na sociedade. Algumas pessoas não se sentem inibidas quando publicamente  se desmascara o que são e outras toleram  o comportamento das primeiras. Novos valores, mais centrados no indivíduo,  estão a substituir os velhos valores, com inevitável choque – poderá acontecer é que não nos revejamos nesta mudança.

Conselheira de Trump diz que Obama espiou-o através do microondas

É possível.

Nepotismo americano

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Podia ser uma grande produção hollywoodesca mas não é. Está mesmo a acontecer. O discurso incendiário, o muro, a confrontação, o insano do Bannon, a sucessão de tweets, o Putin, o fecho selectivo de fronteiras, o inimigo árabe, com o devido regime excepcional para a Arábia Saudita, o Brexit, a Le Pen. De um momento para o outro, o mundo está virado de pernas para o ar. Em Bucareste há quem tente liberalizar a corrupção. Em Moscovo legaliza-se a violência doméstica. Vale tudo. Até arrancar olhos.

Na nova América de Trump, há algo de José Eduardo dos Santos no ar. O genro de Donald, Jared Kushner de seu nome, é um tipo que pelos vistos faz bons negócios e casou com a filha do homem mais poderoso do mundo, era ele ainda apenas um dos homens mais poderosos do mundo. Agora é conselheiro da administração norte-americana. Só pode ter sido por mérito. [Read more…]