Freeport – Lopes da Mota pede exoneração

O magistrado Lopes da Mota, presidente do Eurojust e que foi denunciado (uns delatores) pelos dois magistrados que titulam (titulavam?) o processo Freeport, foi castigado com 30 dias de férias forçadas.

Fica, assim, provado que aquele magistrado, que já havia estado envolvido numas manigâncias com a Fatinha de Felgueiras, tentou pressionar os seus dois colegas para arquivarem rapidamente o processo, “porque estavam a falar sozinhos…”

Como foi, amplamente divulgado, Lopes da Mota, foi colega de José Sócrates num dos governos de António Guterres e é muito próximo, se não militante, do PS.

O Ministro da Justiça já se apressou a dizer que será proposto brevemente, um substituto para presidente do Eurojust, o que comprova que Lopes da Mota foi para Bruxelas pela mão do governo socialista.

Interesante é saber que Lopes da Mota, por vontade própria, colocou em risco a posição já periclitante do seu camarada primeiro ministro, num processo tão sensível.

Sim, ninguem acredita que alguem lhe pediu para fazer o favorzinho…

Primeiro tiro: Lopes da Mota

Afinal parece que o sempre houve pressões. Claro que ainda falta uma decisão, e os recursos, e patati patatá. Mas alguma coisa no caso Freeport funcionou.

A última missão de Vítor Santos Silva antes de se jubilar está concluída: o inspector já entregou o relatório do processo disciplinar a Lopes da Mota, presidente da Eurojust acusado de tentar pressionar os titulares do processo Freeport. O inspector terá mantido a proposta de aplicar uma suspensão ao magistrado, à semelhança do que tinha sugerido após o inquérito inicial, mas a decisão caberá à secção disciplinar do Conselho Superior do Ministério Público, que se reúne na próxima quarta-feira.

Os senhores e senhoras que defenderam com unhas dentes e outros órgãos Lopes da Mota, vociferando que se estava a pôr em causa o bom nome da pátria, e que tudo não passara de um almoço, agora digam lá: enganei-me. Não vão dizer nada, aposto. Os camaradas têm sempre razão, não é?