Primeiro tiro: Lopes da Mota

Afinal parece que o sempre houve pressões. Claro que ainda falta uma decisão, e os recursos, e patati patatá. Mas alguma coisa no caso Freeport funcionou.

A última missão de Vítor Santos Silva antes de se jubilar está concluída: o inspector já entregou o relatório do processo disciplinar a Lopes da Mota, presidente da Eurojust acusado de tentar pressionar os titulares do processo Freeport. O inspector terá mantido a proposta de aplicar uma suspensão ao magistrado, à semelhança do que tinha sugerido após o inquérito inicial, mas a decisão caberá à secção disciplinar do Conselho Superior do Ministério Público, que se reúne na próxima quarta-feira.

Os senhores e senhoras que defenderam com unhas dentes e outros órgãos Lopes da Mota, vociferando que se estava a pôr em causa o bom nome da pátria, e que tudo não passara de um almoço, agora digam lá: enganei-me. Não vão dizer nada, aposto. Os camaradas têm sempre razão, não é?

Comments

  1. Luis Moreira says:

    Este caso pode ser giro. Se é inocente os dois magistrados que se queixaram são mentirosos; se é culpado temos um magistrado socialista que se dá ao papel de “go-betweene”, que já fez com a Faitnha de Felgueiras…