O Papa pedófilo


Dir-me-ão que não é a mesma coisa – ser pedófilo ou ser cúmplice de pedófilos. No fundo, vai dar ao mesmo. É tão ladrão o que rouba como o que fica à porta. É tão pedófilo o que viola crianças como o que sabe e fecha os olhos.
Nada de novo, afinal, na história da Igreja Católica. Se olharmos para trás, veremos o exemplo do Papa Júlio II, sodomita «coberto de úlceras vergonhosas» e com vários filhos ilegítimos; Paulo III, um dos mais promíscuos de toda a história do Vaticano e pai de 4 filhos ilegítimos; João X, amante de uma mulher e da sua filha, Marózia, que planeou a sua morte (ela própria amante também do Papa Sérgio III); João XII, que transformou a Basílica de S. João de Latrão num bordel e que se dedicou durante o seu pontificado à prostituição e ao incesto; Vítor III, violador e assassino; Bento IX, que patrocionou e participou em orgias; Alexandre VI, pai de Lucrécia Bórgia e outros 9 filhos ilegítimos e amante de Giulia Farnese, irmã do papa Paulo III; Paulo II, que morreu durante o acto sexual com um pajem de tenra idade; Júlio III, que foi amante e nomeou Cardeal Innocenzo Ciocchi del Monte, um rapaz de rua de 17 anos; Sisto IV, que trocava benefícios aos seus favoritos por prazeres sexuais; e muitos outros que seria fastidioso enumerar.
Dir-me-ão que saber de casos de pedofilia na Igreja e nada ter feito é muito diferente dos casos que citei como exemplos. Pois é. Atendendo a que estamos no séc. XXI, é muito mais grave.

Nota: Na Wikipedia, encontra-se uma referência a Bento XVI, que “deleitou-se em imoralidade” e que era “um demónio do inferno sob o disfarce de um padre”. Trata-se provavelmente de um lapso.