Say ‘cheese!’

© Evan Vucci / AFP – Getty Images

Carta do Canadá: Jornalismo é servir

Spotlight Movie

Imagem do filme Spotlight

Com tempestade de chuva, neve ou granizo; com temperaturas glaciais ou calores tórridos; debaixo de fogo ou de tiroteio; contra tudo e apesar de tudo, médicos, enfermeiros, bombeiros, padres e membros da comunicação social, têm de correr em socorro de quem precisa, têm de arriscar tudo para salvar ou informar, que o mesmo é dizer dar o grito de alerta para que outras ajudas venham ou consciências acordem.  Para os que escolheram estas profissões, não há domingos nem feriados, não há garantias de noites de Natal sem perturbação, de dias de aniversários celebrados sem interrupção. Tudo pode acontecer. A tudo é preciso responder presente. Porque escolher estas profissões é escolher servir o próximo, sem distinção de raça, género ou posição social.

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A alta sociedade do Vaticano

Vaticano

Portanto a coisa funciona assim: mulher alguma se pode apresentar perante Sua Santidade vestida de branco. Excepto se for rainha ou princesa católica. Nesse caso, a regra deixa de existir a as sete senhoras elegíveis para este tratamento de excepção são imunes ao diktat da Santa Sé.

Não deixa de ser irónico (e ridículo) que uma religião que pregue a igualdade dos seres humanos tenha uma regra tão estapafúrdia. Tão absurda. Tão discriminatória. Mas tem. No que diz respeito aos trapinhos que cada uma pode usar na presença do Papa, existe a alta sociedade e a ralé. As duas castas da indumentária. [Read more…]

Santificada beligerância

arms vatican

Por estes dias, o embaixador do Vaticano nas Nações Unidas proferiu interessantes declarações em entrevista ao site católico norte-americano Crux. Sobre a situação dramática e monstruosa a que o Estado Islâmico está a submeter parte do Iraque e da Síria, Silvano Tomasi afirmou que a prioridade será sempre a procura de uma solução pacífica mas que, caso não seja possível – não tenhamos ilusões: não é – “o uso da força será necessário“.

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Eu quero o meu PAI!

Sabemos todos que nada acontece por acaso e quase sempre, o que parece, não é!

Mas o que interessa isso perante a vontade expressa deste puto em continuar ao lado do Santo Padre?

Gosto da boa onda que Papa Francisco trouxe ao mundo!

Perigosos terroristas

Estão já monitorizados pelo Grande Irmão. Não vão os gajos querer recuperar o monopólio da anaquilação dos infiéis…

a virgem deixou-se de merdas e agora só viaja em executiva…

A virgem maria (a tal que apareceu brilhando escarrapachada numa azinheira na Cova da Iria…), deixou-se de merdas e trocou a azinheira por um lugar em classe executiva num voo da TAP.

‘Viajar de azinheira não dá jeito nenhum’ – revelou a virgem à nossa redação – sem condições atmosféricas favoráveis e sem o brutal sol do meio-dia é impossível fazê-lo, já para não falar da porcaria das folhas que são tão pequenas que se espetam em todo o lado’, continuou a senhora de fátima. A virgem viaja de madrugada, no próximo sábado até ao aeroporto de Fiumicino, em Roma, onde (juntamente com a sua coroa e uma comitiva de nove padres, incluindo o reitor do santuário de Fátima) tomará, seguidamente um helicóptero para percorrer os cerca de 32 km entre o aeroporto e a cidade do Vaticano. Aqui irá participar, a pedido do papa, na jornada mariana do ano da fé.

‘Pronto, sei lá, tá a ver? – disse-nos a virgem em conversa ocorrida esta manhã – é verdade que eu podia tomar um autocarro, mas dentro de uma caixa, com a coroa noutra caixa e os nove padres não seria uma tarefa fácil e o trânsito em Roma, àquela hora, mesmo a um fim de semana é impossível, não sei se já esteve em Roma alguma vez? Eu fui lá uma vez, de azinheira, mas pronto, era nova e com a mochila às costas ainda foi pior que das outras viagens de azinheira. Mas vou gostar de rever a cidade, sabe? E conhecer o Chico, que parece tão bom rapaz e isso. E, depois pronto, como já poupo dinheiro na viagem de Lisboa a Roma (porque o senhor reitor achou por bem não fretar um avião propositadamente e então vou num voo comercial…) posso perfeitamente tomar o helicóptero, tá a ver?’. 

A virgem regressa no domingo à noite ao santuário de Fátima, pelos mesmos meios. Entretanto, católicos do mundo inteiro, regozijai-vos, o dinheiro da santa madre igreja, a mesma que almeja ajudar os pobres e isso, é gasto, sei lá, tá a ver? nestas modernices. se o raio da mulher não podia viajar de azinheira?

Ecce Homo!

uma-silhueta-do-papa-2_21095169Não tenho a visão iconoclasta de alguns dos meus pares. Não sou um “quebrador de imagens” (do grego eikon – imagem – e klastein – quebrar) e não me oponho a nenhum culto ou veneração de quaisquer símbolos; entendo, até, que cada povo, convertido ou não, cada religião e cada fé têm tanta razão de existir como eu, na dimensão que adquiri ao longo da vida, feita de altos e baixos na minha relação com o divino. Sou tolerante. Até com jesuítas, preferencialmente se forem de Santo Tirso e servidos na pastelaria Moura. Até com benfiquistas, se não forem tão intolerantes como eu, que, nessa área, tenho dose suficiente de pecado. [Read more…]

Proposta constructiva

(para que não digam que eu só falo mal da comunicação social)
Que tal abancarem frente ao Tribunal Constitucional com o mesmo empenho e entusiástico espírito enche-chouriços com que se instalaram (com repórteres sortidos e pivôs com ordenados de cinco dígitos) frente ao Vaticano? Isso sim, era serviço público.

Os sapatos

sapatos papa

Paira sobre o mundo, já há alguns anos, uma dúvida dilacerante: qual a origem e a natureza dos sapatos vermelhos do Papa?

A questão é séria; só pode sê-lo, já que ocupa, desde há dois dias, o melhor dos telejornais da TVI e suas subsidiárias. Em longo trabalho jornalístico a questão é, finalmente e para descanso dos habitantes do planeta, analisada como merece.

Claro que os conhecedores de podoteologia já haviam reflectido profundamente sobre a coisa. Desde logo, tinham afastado qualquer contaminação do tema pela referência aos sapatos vermelhos de Dorothy , do Feiticeiro de Oz. Entre outras razões, pelo facto de estes, sendo cobertos de rubis, serem de um luxo que, como se sabe, é completamente estranho ao Vaticano. [Read more…]

Papa resigna

O Papa Bento XVI vai resignar, avança a agência italiana Ansa.
Notícia na Rádio Vaticano.

Policarpo e a democracia

José Policarpo, ainda e sempre inebriado pelas essências da cerejeira que terá inalado em criança, explica como sonha a democracia.

Para Policarpo, a democracia deve ser uma senhora doce e recatada, debruçada sobre o seu bordado, enquanto ouve a hora do terço na Renascença, reservando uma atenção mansa para a voz olorosa de santidade que anuncia os sinais de que os sacrifícios serão positivos, até porque, felizes serão os mansos, porque deles será o reino dos céus, que os mansos, de tanta mansidão, vivem bovinamente satisfeitos com o pouco que a terra lhes dá, pois, ao serem dados à terra, verão a miséria terrestre ser transmutada em amanhãs cantantes, expressão tão estranhamente ecuménica. [Read more…]

Desisti de ver a série televisiva “Os Borgias”

A realidade presente ultrapassa largamente a ficção o passado!

Fátimas e Holocaustos

Em nada me interessa a Igreja católica em si mesma. Porém, como cidadão, não posso ficar ao lado dos fenómenos que afectam, positiva ou negativamente, a sociedade e a humanidade. Desde há muitos anos que me arrepia o paganismo que se fabricou em Fátima, a monumental impostura que se ergueu no nosso país. Mas muito mais do que o paganismo me arrepiam os crimes de toda a ordem que estão na sua génese. [Read more…]

Há por aí algum professor de história?

Tinha aqui uma dúvida – em que época é que o poder se junta com o clero para lixar o povo?

Problemas laborais no Vaticano

Graças à crise europeia, também o Estado do Vaticano terá de tomar medidas de austeridade, por imposição da troika, uma vez que se tem verificado uma baixa de produtividade dos sacerdotes que residem no Vaticano. Segundo um estudo recente, os referidos sacerdotes têm interpretado menos passos da Bíblia por hora, embora se reconheça que os problemas da falta de vocação sacerdotal e a mais recente campanha da Benetton têm contribuído para uma sobrecarga de trabalho dos funcionários da capital mundial do catolicismo.

Para fazer face a estes problemas, e de acordo com uma fonte próxima do Papa, os sacerdotes serão obrigados a trabalhar mais meia hora por dia, o que permitirá que o dízimo dos fiéis, as receitas de Fátima e os contributos da Opus Dei acabem por sofrer uma valorização assinalável. Entretanto, representantes da Associação Sindical dos Sacerdotes (cuja sigla não é aceite em países anglófonos) já estão a queixar-se das consequências perniciosas destas medidas sobre a qualidade do trabalho, para além de que retira tempo a alguns padres para se dedicarem à perseguição dos jovens romanos.

Para além disso, e ainda por imposição exterior, será necessário acabar com alguns feriados, à semelhança do que aconteceu em Portugal: o problema está em descobrir feriados civis. Por outro lado, o Vaticano contesta, e, aparentemente, com razão, que é nos feriados religiosos que os religiosos trabalham mais, pelo que o fim dos feriados pode – isso sim – pôr em causa a produtividade sacerdotal.

O dia da mãe: história comercial, como Wojtila

história comercial

 ...para Maria da Graça….

 

Agradeço aos meus colegas de Aventar, terem-se lembrado de ser hoje o dia do trabalhador e editado um texto meu, escrito às 6 da manhã, com alterações, por ser a sua base um texto antigo.

Não sei a sorte deste ensaio. Lembro, no entanto, de ter feito queixa e arguido, num outro ensaio, esse juntar o Dia do Trabalhador com o Dia da Mãe. A minha arguição é que a mãe é também uma mulher trabalhadora. Trabalhadora em dois sentidos: para ganhar a vida pata o lar, com ou sem marido, casada, solteira ou amancebada, como a lei classifica, mas mãe por parir crianças denominados filhos, amamentá-los, limpá-los, tratar dos seus estudos, ou, simplesmente, ensinar o que falta aprender, em casa. É o trabalho rotineiro de uma mulher, com ou sem ajuda de membros da família pai, avó, irmã, crianças filhas já crescidas ou amigos especiais. [Read more…]

Deus e o iPhone são incompatíveis

call godCatólicos não se podem confessar pelo iPhone

Especialistas em informática declararam ao Aventar que o iPhone é incompatível com Deus: “Usam linguagens de programação completamente diferentes, para além de que não tem memória suficiente para integrar a base de dados do Criador que é, efectivamente, muito pesada.” Um outro técnico, que não quis ser identificado, confidenciou-nos que a confissão é, efectivamente, possível, havendo, no entanto, alguns problemas na absolvição que poderão ser resolvidos com a instalação de um pequeno programa, o “Ego te absolvo 3.0.9”, que inclui, para além do perdão, o número de Ave-Marias e de Pais-Nossos previstos nas várias penitências.

Para os católicos com maiores dificuldades económicas, o Vaticano irá criar uma linha directa para Deus, a pagar no destino. Fonte ligada ao Santo Padre afirmou que, no fundo, o que encarece o acto é o intermediário, “pelo que, prescindindo do padre, será possível aos mais necessitados dispor de meios para uma absolvição mais acessível.”

Já não é a primeira vez que, na história da Igreja, há incompatibilidades de software: efectivamente, dentro do mesmo hardware, a Bíblia, verificam-se, frequentemente, conflitos entre o Velho e o Novo Testamento, programas que correm em linguagens completamente diferentes: basta ver que o Deus que distribui terabytes de castigos no Velho Testamento parece ter gasto todos os recursos e, onde havia um programa que permitiu parar o curso do sol, passa a haver um rapaz que se limita a transformar água em vinho, um truque que o próprio Vasco Santana viria a usar na rodagem de O Pátio das Cantigas.

João Paulo II, a beatificação de um ultramontano

A beatificação de João Paulo II terá lugar no Dia do Trabalhador,  coincidente, este ano, com o Dia da Divina Misericórdia, instituído pelo citado papa em 2000.

João Paulo II sucedeu, como se sabe, a João Paulo I, cuja  causas da morte, após 33 dias de papado, permanecem misteriosas. David Yallop, no livro “Em nome de Deus”, adianta algumas teses, admitindo  a hipótese de envenenamento. João Paulo I, Albino Luciani de nome de baptismo, era um homem progressista, comprometido com as novas concepções e as doutrinas sociais emanadas do Concílio Vaticano II, em 1962, por iniciativa de João XXIII. Conquanto sob forma mitigada, com Paulo VI houve alguma continuidade.

João Paulo I perseguia o objectivo da intervenção efectiva da ICAR no combate à pobreza, em sintonia com a Teologia da Libertação integrada na práxis católica reconhecida pelo concílio. Tinha igualmente o propósito de libertar o Vaticano das diabólicas  fraudes financeiras, patrocinadas pelo maquiavélico Marcinkus, por sua vez correlacionadas com a falência do Banco Ambrosiano, a morte do ex-admistrador desse banco, Calvi, e ainda a ligação à loja maçónica P2. [Read more…]

“Acabei a pintura que estava a fazer. O Papa ficou satisfeito”

“Acabei a pintura que estava a fazer. O Papa ficou satisfeito”. A frase é atribuída a Miguel Ângelo, um dos maiores artistas da história, depois de concluir o trabalho que o Papa lhe tinha encomendado: pintar a Capela Sistina.

capela_sistina

Não foi o único autor de um dos mais esplendorosos trabalhos artísticos jamais executado. Rafael, Bernini, Boticelli, entre outros, também espalharam tinta nas paredes da mais famosa sala de todo o Vaticano, restaurada entre 1477 e 1480 por indicações do Papa Sisto IV. Mas foi Miguel Ângelo o criador das mais celébres áreas da sala, a cena do juízo final e a criação de Adão. Além do tecto.

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OS M€RCADO$

São como o Papa: estão em todo o lado e alguém tem que os pagar.

Carta da AAP

Exmo. Senhor

Ministro dos Negócios Estrangeiros

Dr. Luís Amado

ministro@mne.gov.pt

Cc. gmne@mne.gov.pt

Palácio das Necessidades, Largo do Rilvas

1399-030 Lisboa

Senhor Ministro Dr. Luís Amado:

A Associação Ateísta Portuguesa (AAP) ficou perplexa e indignada com o teor do recente discurso de apresentação das Cartas Credenciais do novo Embaixador de Portugal junto do Vaticano que, no nosso entendimento, aproveitou a ocasião para exprimir a sua subserviência e devoção pessoal à Igreja em desrespeito do seu dever de representar este país laico e soberano.

Assim, a AAP vem junto de V. Ex.ª solicitar que se digne informá-la se o discurso do Sr. Embaixador representa o pensamento do Governo ou se, pelo contrário, foi um discurso que merece a reprovação do Governo de Portugal, por se apresentar o Sr. Embaixador como «o intérprete da arreigada devoção filial do Povo Português à Igreja e a [Sua] Santidade», ignorando o pluralismo ideológico, os princípios de liberdade religiosa, e uma boa parte da população do País que o Sr. Embaixador foi incumbido de representar.

Para o Sr. Embaixador pode ter sido a maior honra pessoal e profissional da sua vida dirigir-se ao «Beatíssimo Padre», mas o embaixador Fernandes Pereira não foi nomeado para representar um grupo de peregrinos. Portugal é um Estado laico, não um protectorado do Vaticano, e muitos portugueses reprovam o mal que as políticas de cariz teológico desta Igreja têm feito à humanidade, nos países onde a SIDA dizima populações, nas posições em relação à contracepção e planeamento familiar, à saúde reprodutiva da mulher, à sexualidade e à igualdade de direitos entre os sexos.

A alegada emoção do Sr. Embaixador com a canonização de D. Nuno Álvares Pereira também não é partilhada por muitos portugueses que, uns pela sua descrença e outros pela sua crença, consideram que declarar milagrosa a cura do olho esquerdo da D. Guilhermina de Jesus, queimado com uns salpicos de óleo de fritar peixe, é uma decisão pouco digna e menos justificável ainda. A AAP reconhece ao Sr. Embaixador o direito de ter a sua opinião acerca desta matéria, mas exige de um Embaixador de Portugal que represente o seu País e não apenas a sua opinião pessoal. [Read more…]

Permitam que transcreva

Livro

“Vaticano funciona como ‘offshore'”

por JOANA EMÍDIO MARQUESHoje

 Obra de jornalista italiano revela os esquemas corruptos que se escondem sob a gestão financeira da Santa Sé

 Num cruzamento, perto de uma auto-estrada, do cantão suíço de Ticino, uma camponesa idosa guardava na sua cave duas malas Samsonite cheias de papéis arrumados em pastas de cartolina amarela. Durante quase trinta anos, recebeu aquelas pastas, sem nunca saber que o que guardava eram documentos que abriam a porta para um dos segredos mais bem guardados do mundo: as finanças do Vaticano.

 No Verão de 2008, coube a um jornalista italiano da revista Panorama, Gianluigi Nuzzi, ir buscar estas malas que continham o arquivo secreto de monsenhor Renato Dardozzi, que, entre 1974 e o final da década de 90, foi uma das figuras mais importantes do Instituto das Obras Religiosas (IOR), o banco do Vaticano. Dardozzi, falecido em 2003, manifestou no seu testamento a vontade de tornar públicos estes documentos. Foi a partir deles que o jornalista escreveu o livro Vaticano S. A., que veio agora apresentar a Portugal.

 Esta obra, frisa Gianluigi Nuzzi, “não é mais um livro de teorias da conspiração mas o resultado de uma investigação de dois anos, em que todos têm nomes e tudo o que é dito é baseado em provas e não em fantasias”.

 Na sala de um hotel de Lisboa, o jornalista lembra os meses passados numa sala “pequena, abafada, sem ar condicionado nem casa de banho”, a percorrer “um labirinto de cerca de cinco mil documentos que reconstroem, a partir do interior do Vaticano, acontecimentos financeiros duvidosos, ligações inquietantes à Mafia, a Giulio Andreotti (dirigente da Democracia Cristã italiana) ou ao sindicato polaco Solidariedade.

 Monsenhor Renato Dardozzi tinha acesso aos círculos mais restritos e fechados da Santa Sé, às saletas de “portas duplas, onde se edificavam operações financeiras arrojadas, onde se abafavam escândalos, ou se afastavam pessoas”, explica Nuzzi. Os documentos que Dardozzi guardou provam que “o Vaticano funciona como uma offshore. Para lá da Colunata de São Pedro e sob a capa de obras de bem, cometem-se crimes financeiros e não só”.

 Este livro dá conta dos acontecimentos que se seguiram aos escândalos do banco Ambrosiano e da Banca Privata Italiana, bem como às mortes misteriosas das figuras de proa dessas instituições Michele Sindona e Roberto Calvi, ou ainda a de Albino Luciani (Papa por 33 dias). Pois, como explica Nuzzi, estes escândalos não impediram que o Vaticano prosseguisse com “manipulações políticas, subornos, pagamentos a políticos corruptos e elementos da Mafia, burlas e até mesmo um elaborado sistema de lavagem de dinheiros, só possível porque o Vaticano é um Estado com leis e um estatuto próprios. É um mundo inexpugnável em pleno coração da Europa”.

 Em Vaticano S. A., pessoas, instituições de caridade, fundações (como a Fundação Spellman, que faz a gestão dos dinheiros de Andreotti) vão entrando e saindo de cena como se de um palco de teatro se tratasse. Cruzam-se relações de poder de indivíduos e grupos interiores e exteriores à Santa Sé.

 Há, porém, um que sem aparecer está omnipresente em toda a narração: Karol Wojtyla, o Papa João Paulo II. O jornalista reconhece que ” Wojtyla era apenas a cúpula de uma gigantesca engrenagem que ele não controlava. Até porque no Vaticano “a verdade nunca é só uma”, afirma Gianluigi Nuzzi.

Vindo de pedófilos, é um elogio

Jornal do Vaticano diz que José Saramago é populista e extremista.

O Vaticano e o período da pornocracia. 1 – De Sérgio III a Estevão VIII


A Origem do Mundo, de Gustave Coubert

O Xico da Amora e outros leitores do Aventar ficaram muito incomodados pelo facto de, em post anterior, eu me ter baseado na Wikipedia para fazer uma resenha histórica da ligação entre o Papado e o Putedo. Esquecem os nossos prezados leitores que o Aventar é apenas um blogue e que enciclopédias, obras especializadas e quejandos devem ser servidas em locais próprios que não este. Utilizo-os muito, sim, mas na minha actividade profissional paralela ao ensino (ui, se o Miguel Abrantes sabe!)
Mas como os clientes têm sempre razão, prometo não me basear apenas na Wikipedia no post que agora escrevo sobre o período da Pornocracia no Vaticano. Um período que ocupou uma parte substancial do séc. X e os pontificados de Sérgio III, Anastácio III, Lando, João X, Leão VI, Estevão VIII, João XI, Leão VII, Estevão IX, Marino II, Agapito II e João XII.

Comecemos pela origem da palavra. Segundo a «Encicopédia Lello», Pornocracia é a influência das cortesãs, ou seja, das putas, na governação de um país ou instituição. Uma palavra de origem grega – kratos significa poder e porne cortesã. O Cardeal italiano César Baronius, no séc. XVI, foi o primeiro a referir-se a este período, baseando-se nos escritos de Liudprando de Cremona, diácono de Pavia que viveu entre 922 e 972.

A fase da pornocracia no Vaticano iniciou-se com o Papa Sérgio III. Conhecido como o Boca de Porco, foi eleito no ano de 904. Foi amante de Teodósia e da sua filha, Marósia,que estava casada com um nobre italiano desde 905 e que voltaremos a encontrar na história de outros pontificados. Com Marosia, teve Sérgio III vários filhos ilegítimos, um dos quais viria a ser eleito com o título de João XI. Durante a sua governação, mandou degolar o seu antecessor, Leão V. [Read more…]

"O holocausto do Vaticano"

“O holocausto do Vaticano”

No meu penúltimo post referi o livro de Avro Manhattan, “O holocausto do Vaticano”.
Fala-se muito do holocausto nazi e de Estaline, fala-se alguma coisa da tenebrosa Inquisição, não se fala nada do holocausto praticado pela igreja católica na Croácia e não só, aquando da segunda Guerra Mundial. E a barbaridade e crueldade deste holocausto não fica a dever nada, pelo menos em qualidade, ao holocausto nazi. Em certas circunstâncias parece superá-lo.

Nestes dias de profunda mentira e hipocrisia, nestes dias de repugnante propaganda por parte do Vaticano e de todos os sectores mentalmente anquilosados da igreja, todos os alertas são poucos. A todos os não católicos e a todos os católicos que têm dignidade e sentimento de vergonha, e acredito que serão muitos, eu apelo para que leiam “O holocausto do Vaticano”. Livro banido e temido pelo Vaticano, um dos livros mais lidos no mundo, não é, por todas as razões e mais alguma, fácil de encontrar e muito menos de obter. Apesar de já o ter lido em tempos, sempre procurei encontrá-lo. Encontrei-o na Net, na versão inglesa, também traduzida, embora muito deficientemente, pelo “translate” do Google, situado no canto superior direito da página. Podem aceder a ele em www.reformation.org/holocaus.html .

NÃO DEIXEM DE LER, SE TÊM RESPEITO PELA SERIEDADE DA VOSSA ESTRUTURAÇÃO MENTAL. [Read more…]

De Miguel Sousa Tavares

(Acho que é de transcrever)

Sua Santidade
Miguel Sousa Tavares (www.expresso.pt)
0:00 Quinta-feira, 22 de Abril de 2010

Há uma imagem, um momento, um instante decisivo na vida de Joseph Ratzinger, o Papa Bento XVI, que me marcou e que nunca esqueci: é o instante em que ele, acabado de ser eleito Papa da cristandade, faz a tradicional aparição à janela do Vaticano e saúda os fiéis reunidos na praça à espera do fumo branco e perante as televisões do mundo inteiro. Como toda a gente, eu conhecia um pouco do percurso do cardeal Ratzinger: sabia que era tido como um eminente teólogo e tinha sido a face exposta da facção ultraconservadora e dogmática da Igreja Católica, à frente da Congregação para a Doutrina e a Fé, a sucedânea moderna da Santa Inquisição. Pelo meu olhar alheio, Ratzinger tinha feito o “trabalho sujo” de João Paulo II, chamando a si o ónus das posições igualmente conservadoras do Papa Woytila, condenando ao silêncio os padres da Teologia da Libertação e os que representavam a Igreja herdeira do Vaticano II e, inversamente, protegendo os dissidentes da ultradireita católica – até se chegar à inimaginável canonização do fundador do Opus Dei, o espanhol Escrivá de Balaguer. O mundo via Woytila como um santo e Ratzinger como o seu indispensável Rasputine. Concedo que a visão fosse redutora e simplista e que as coisas, necessariamente, fossem menos evidentes ou menos simples do que isso. Mas essa era a imagem que passava e nunca pensei que a escolha do sucessor do papa polaco (que, em minha alheia e indiferente opinião, fez a Igreja recuar cinquenta anos) pudesse vir a ser o homem que representava uma facção extremada da Igreja. Achei que, depois de Woytila – um produto dos tempos finais da Guerra Fria (e que alguns historiadores insinuam que foi levado ao poder por Reagan e pela CIA) – a Igreja Católica, dividida entre várias facções opostas e representando realidades diferentes, quereria alguém que fosse um conciliador, um unificador de divergências. Ou, então, alguém radicalmente diferente, mais novo, vindo de África ou da América Latina – onde a Igreja enfrenta os seus maiores desafios – e que fosse capaz de enfrentar questões novas e ter um discurso novo e mobilizador. Mas, não: a sábia escolha dos cardeais recaiu num alemão, representante do conservadorismo, da tradição e da intransigência. Que, uma vez ungido e sentado na cadeira de S. Pedro, passou logo, como é suposto, a emanar a bondade divina e a sabedoria etérea: esse é um dos tais “mistérios da fé”, em que a doutrina católica é pródiga. [Read more…]

O "escândalo"

O governo britânico pediu hoje desculpa ao Vaticano pela redacção de um documento oficial, interno, do Ministério dos Negócios Estrangeiros, em que se sugere que a visita de Bento XVI ao Reino Unido, em Setembro próximo, seria ideal se incluísse a inauguração de uma clínica de interrupção da gravidez, se abençoasse um casamento homossexual, se fizesse o lançamento de uma marca de preservativos e de uma linha telefónica de ajuda para menores vítimas de abusos de sacerdotes pedófilos.

O arcaico e retrógrado Vaticano ficou profundamente escandalizado e foi aos arames.

Eu pergunto: será maior este “escândalo” ou o escândalo de violar uma criança? Duas crianças? Milhares de crianças?

O Papa pedófilo


Dir-me-ão que não é a mesma coisa – ser pedófilo ou ser cúmplice de pedófilos. No fundo, vai dar ao mesmo. É tão ladrão o que rouba como o que fica à porta. É tão pedófilo o que viola crianças como o que sabe e fecha os olhos.
Nada de novo, afinal, na história da Igreja Católica. Se olharmos para trás, veremos o exemplo do Papa Júlio II, sodomita «coberto de úlceras vergonhosas» e com vários filhos ilegítimos; Paulo III, um dos mais promíscuos de toda a história do Vaticano e pai de 4 filhos ilegítimos; João X, amante de uma mulher e da sua filha, Marózia, que planeou a sua morte (ela própria amante também do Papa Sérgio III); João XII, que transformou a Basílica de S. João de Latrão num bordel e que se dedicou durante o seu pontificado à prostituição e ao incesto; Vítor III, violador e assassino; Bento IX, que patrocionou e participou em orgias; Alexandre VI, pai de Lucrécia Bórgia e outros 9 filhos ilegítimos e amante de Giulia Farnese, irmã do papa Paulo III; Paulo II, que morreu durante o acto sexual com um pajem de tenra idade; Júlio III, que foi amante e nomeou Cardeal Innocenzo Ciocchi del Monte, um rapaz de rua de 17 anos; Sisto IV, que trocava benefícios aos seus favoritos por prazeres sexuais; e muitos outros que seria fastidioso enumerar.
Dir-me-ão que saber de casos de pedofilia na Igreja e nada ter feito é muito diferente dos casos que citei como exemplos. Pois é. Atendendo a que estamos no séc. XXI, é muito mais grave.

Nota: Na Wikipedia, encontra-se uma referência a Bento XVI, que “deleitou-se em imoralidade” e que era “um demónio do inferno sob o disfarce de um padre”. Trata-se provavelmente de um lapso.

Faltam 414 dias para o Fim do Mundo

Estamos a caminhar para o Fim do Mundo. Não acreditam? Olhem bem para esta notícia e depois digam qualquer coisa…Mesmo assim ainda estão com dúvidas? Ora cliquem aqui e voltem a pensar nisto que vos digo: o tempo das trevas está a caminho, eheheh. O quê, continuam a não acreditar neste vosso escriba? Bem, agora mais forte: esta.

Entretanto, uma notícia para os militantes do PSD com quotas em dia: um local para deixar as crianças entre as 17h e as 23h de sexta. Quem é amigo, quem é?

O sr. ricardo costa ainda não fugiu? Avisem os Super Dragões, é preciso incendiar a sede da Liga de Clubes. Isto só lá vai à força!

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