Quando?

 Maria Helena Loureiro

tempo
Um miúdo berra de uma ponta do restaurante e o outro guincha da ponta oposta. O casal à nossa frente olha para toda a gente menos um para o outro num silêncio ampliado pelo raspar dos talheres nos pratos. “Já te disse que o Caetaninho morreu?” “Já mamã. Fui eu que lhe disse. Há meses…” Uma excursão de espanholas de meia-idade entra de rompante e instala-se a confusão geral, com os miúdos a gritar em uníssono, as espanholas cada uma para seu lado, os empregados uns para os outros, em correria, a tentar controlar as espanholas e a mulher do casal a implicar com a empregada porque é comida a mais. “Já te disse que o Caetaninho morreu?” “Já mamã. Há 2 minutos…” Uma das espanholas, alta, musculada e de peruca ruiva, sobe e desce as escadas à procura da casa de banho, no rés-do-chão. Outra espanhola, leque numa mão, corre atrás dela e tenta, em vão, tirá-la das escadas. Um terceiro miúdo junta-se aos outros dois que se calam por segundos, mas recomeçam a chinfrineira desta vez a três tempos. “Já te disse que o Caetaninho morreu?” “Não mamã. Quando?”

Felicidade tem U

Procuro notícias interessantes no PÚBLICO de hoje…

“Tal como nós, os orangotangos e os chimpanzés são mais felizes no início da vida e quando ficam mais velhos (…). A curva da felicidade ao longo da vida tem a forma de um U, os portugueses são mais felizes aos 66 anos. (…) Acontece aos homens e às mulheres, aos solteiros e aos casados, aos ricos e aos pobres, aos que têm filhos e aos que não têm“, disse então o economista Andrew Oswald sobre a crise da meia-idade, quando divulgou os resultados do trabalho na revista Social Science & Medicine.”

“Esperávamos compreender o famoso quebra-cabeças do padrão da felicidade humana e acabámos por mostrar que não pode ser por causa de empréstimos, divórcios, telemóveis ou outra parafernália da vida moderna“, diz Oswald. “Os símios não têm nada disso, mas têm uma crise de meia-idade pronunciada.

Ideias que não passam de estatísticas e estudos para «cientista ver» e que não acrescentam nada à nossa vida.

Mas vamos lá contrariar este estudo e aquele U! E trabalhar para sermos mais felizes na meia-idade!!

P.s.- a felicidade interessa!