Felicidade tem U

Procuro notícias interessantes no PÚBLICO de hoje…

“Tal como nós, os orangotangos e os chimpanzés são mais felizes no início da vida e quando ficam mais velhos (…). A curva da felicidade ao longo da vida tem a forma de um U, os portugueses são mais felizes aos 66 anos. (…) Acontece aos homens e às mulheres, aos solteiros e aos casados, aos ricos e aos pobres, aos que têm filhos e aos que não têm“, disse então o economista Andrew Oswald sobre a crise da meia-idade, quando divulgou os resultados do trabalho na revista Social Science & Medicine.”

“Esperávamos compreender o famoso quebra-cabeças do padrão da felicidade humana e acabámos por mostrar que não pode ser por causa de empréstimos, divórcios, telemóveis ou outra parafernália da vida moderna“, diz Oswald. “Os símios não têm nada disso, mas têm uma crise de meia-idade pronunciada.

Ideias que não passam de estatísticas e estudos para «cientista ver» e que não acrescentam nada à nossa vida.

Mas vamos lá contrariar este estudo e aquele U! E trabalhar para sermos mais felizes na meia-idade!!

P.s.- a felicidade interessa!

Comments

  1. Amadeu says:

    Adorei o post.
    Não há nada como olharmos para outros animais ditos irracionais para descomplicarmos as coisas.
    Talvez a felicidade tenha muito a haver com o viver e aceitar as coisas como elas são.
    Política e futebol à parte, claro.

  2. luis says:

    Muitas pessoas perdem-se e não vivem porque buscam incessantemente a felicidade, como se Ela fosse algo de transcendente. a felicidade encontra-se nos mais pequenos actos e na simplicidade de viver. Como dizia Raúl Solnado: “Façam o favor de ser felizes!”

  3. Konigvs says:

    Eu adoro estes estudos idiotas.
    Estou mesmo a imaginar o investigador e a conversa extremamente profícua que terá tido com um chimpanzé e um orangotango. Aposto que os símios lhe terão relatado todas as suas frustrações sociais, sexuais e quais as suas obetivos de vida e o que é que faz com sejam animais mais ou menos felizes. Vou só ali conversar com as minhas tartarugas, e já envio para o Público um estudo sobre as curvas de felicidade nos repteis.

  4. maria celeste d'oliveira ramos says:

    Konigvs
    deixe-me assinar o seu comentário com que não podia concordar mais
    interessante que estes estudos são sempre feitos por homens
    estes estudos de psudo-psiquiatras ainda não ultrapassaram o trauma das endropausas mentais

  5. maria celeste d'oliveira ramos says:

    Tudo é afinal culpa de Sócrates

  6. Konigvs says:

    Se um tiver um blog – e um dia também hei-de ter um! – haveria de escrever sobre os estudos que são publicados, estudos que hoje dizem uma coisa, e passado uns meses aparecem outros a dizer precisamente o oposto. Ainda este ano lembro-me de dois estudos publicados na mesma semana em que um contrariava o outro. Um dizia que se fizéssemos determinada coisa ganharíamos “X” anos de vida, outro, pelo contrário, dizia que independentemente do que façamos, e das melhores práticas de saúde, está tudo depende dos genes e tanto vale correr todos os dias ou fumar como um desalmado.
    Lembro-me até de um estudo que dizia que os carros de determinada cor eram muito mais propensos a serem alvejados pelas fezes dos pássaros. Estou mesmo a imaginar um qualquer pássaro a pensar com as suas penas: “dass estou mesmo arrasquinha para cagar mas onde é o carro de cor X?”
    E alguém passou os olhos por este “estudo” recente do Expresso sobre os hábitos sexuais dos portugueses? Tenham muito cuidado com o clube que os vossos filhos vão escolher, porque segundo o estudo isso vai fazer toda a diferença como eles se comportarão na cama!! Haja paciência.
    Sobre a felicidade, a minha opinião é muito simples, não existem pessoas felizes ou infelizes, existem sim “momentos de felicidade”.

    • Maria do Céu Mota says:

      Konigvs: sim , há momentos de felicidade, mas há também pessoas felizes e pessoas infelizes na generalidade dos seus dias, não concorda? O «intrinsecamente» feliz ou infeliz… Talvez as pessoas felizes façam um esforço por sê-lo … não sei. Acredito que é um trabalho interior. Há gente que tem tudo para ser infeliz e , no entanto, arranja maneira de contrariar a infelicidade. A infelicidade parece -me um precipício que muitos procuram evitar a todo o custo… Assunto que dá pano para mangas!!

      • luis says:

        Totalmente de acordo, apesar de acreditar que a felicidade está na simplicidade, é preciso esforço, coragem e muito vontade para “ser” feliz. Na minha humilde opinião, temos que ser o mais positivos possíveis e também é muito importante libertar-nos dos medos que assombram as nossas vidas, sendo que muitos deles são “artificiais”, criados por esta matrix onde vivemos. Ouvi um brasileiro, Eduardo Marinho, que dizia que só precisamos de 5 A’s para sobreviver, Ar, Água, Agasalho, Abrigo e Alimento (eu gosto de acrescentar Amor), tudo o resto são desejos “artificiais”. Não pensam que ser infeliz é um destino, não o é. Por outro lado, não pretendo pregar a pobreza, atenção.

      • Konigvs says:

        Eu acredito que, e falo do vejo e analiso dos comportamentos das pessoas, que há uma propensão para determinadas coisas. Há pessoas mais “fracas” que mais facilmente se deixam abater, e que arranjam sempre um qualquer motivo para estarem deprimidas. Lembro-me também de ter visto no Linha da Frente da RTP uma reportagem com estrangeiros em Portugal e da forma como eles nos viam, e alguém dizia que as pessoas na rua andam sempre de rostos fechados, como se andassem de mal com a vida e nunca via as pessoas a sorrirem ao contrário do que se passava no seu país de origem.
        Há coisa de duas/três semanas ouvia uma uma conversa em que um senhor dizia que esteve dois meses em Moçambique e que teve um choque tremendo mal lá chegou, porque segundo ele, lá é que é a verdadeira crise, as pessoas não têm nada, andam descalças, vivem em barracas, sem eletricidade, sem água canalizada, e no entanto dizia ele, as pessoas parecem ser felizes – logo chegamos a uma conclusão: a felicidade não está naquilo que se tem ou se deixa de ter.
        É lógico que a felicidade não está no tamanho da nossa conta bancária. Eu estou farto de dizer a pessoas amigas que ganhar o Euromilhões não serviria de nada. O dinheiro trás um inegável conforto, mas estão muito enganados aqueles que pensam que a partir desse dia seriam pessoas tremendamente felizes. Até é curioso, que certa vez na sala de espera do dentista folheei uma revista que trazia um reportagem com pessoas que ganharam quantias absurdas de dinheiro, e a maior parte delas ficaria feliz se pudesse voltar atrás e ter a vida a que tinha antes. Curioso não é?
        Deixo aqui uma passagem de um filme em que uma personagem também fala de um estudo, mas que no caso este ilustra o que penso:

        “nothing much that happens to us changes our disposition.
        Really, you believe that?
        I think so. I read this study where they followed people who won the lottery, and people who had become paraplegic, right.
        You’d think that…you know, one extreme is gonna make you…euphoric, and the other suicidal.
        But the study shows that after about 6 months,
        – Uhum
        – Right…
        As soon as people got used to their new situation, they were more or less the same.
        – The same?
        – Well, yeah…
        Like if they were basically an optimistic, jovial person, they’re now an optimistic, jovial person, in a wheel chair.
        If they’re a petty miserable asshole, ok, they’re a petty miserable asshole with a new Cadillac, a house and a boat.
        So, you now be forever depressed, no matter what great things happen in my life?
        Definitely!”

        (Before Sunset)

    • Amadeu says:

      Konigvs.
      Aqui vai uma dica pra esse blog:
      http://www.tuasaude.com/comer-chocolate-emagrece/

  7. luis says:

    Já gora partilho aqui um video do Eduardo Madeira

  8. Konigvs says:

    Muito bom.

  9. luis says:

    A verdadeira revolução será a revolução do Amor, e a partir dai todos seremos poetas neste mundo. Viva a Humanidade, Viva o Amor! Acreditem e todos juntos conseguiremos!

  10. Maria Silva says:

    Os meus amigos é que deviam ler isto. Talvez percebessem porque, aos 40 anos, passo a vida a dizer que estou desejosa de ter 60. Acham que sou uma anormal. Eu é que sei. E os orangotangos.

  11. Maquiavel says:

    Onde é que eu li uma boa teoria para explicar isso?
    Algo como:
    1 – na infäncia somos felizes porque tudo é novo e giro, e näo temos preocupaçöes
    2 – quando adultos temos de lutar pela vida, logo somos bem menos felizes
    3 – na velhice esquecemos-nos das agruras da vida, especialmente com os netos à volta, ou por senilidade.

    Algo assim simples. :o)

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