Mendicidade proibida

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Fotografia de Manuel de Brito, Bragança, 1975.

Indignação

Imagem roubada do Facebook

Imagem roubada do Facebook

Ando, desde que li sobre a última «pérola» eructada por antónio broche,s para escrever algo sobre o assunto.
Furiosa, danada, revoltada, usei a minha página pessoal do Facebook para o insultar livremente e sem qualquer tipo de pudor, mesmo sabendo que alguns dos meus «amigos» são meus antigos alunos e actuais formandas ou familiares já com alguma idade e pouco habituados a palavrões.
Mas até agora não encontrei palavras para mostrar a minha indignação aqui. Sei que o assunto já foi por cá abordado, mas preciso, ainda assim, de reflectir sobre isto. Sobre o significado de tamanha pouca vergonha.
Sendo, desde que me conheço, defensora dos direitos de todos (ou de quase todos, que neste momento não reconheço grandes direitos a certas «mentes-com-quantos-dentes-tens brilhantes»), as declarações do dito cujo, de quem não se espera nada de útil, calaram fundo na minha alma. Senti ondas de revolta, senti uma fúria pouco habitual. Se aquele ser ignominioso estivesse perto de mim, acho que seria desta que eu, uma pessoa pacífica, pacifista e pacificadora, apertaria o gasganete a alguém, tirando-lhe a tosse sem dó nem piedade.
Pensar sequer na hipótese de cortar no salário de quem ganha a côdea de 485 euros mensais com o pretexto de que assim se diminuiria o desemprego é uma ideia tão absurda que, sinceramente, não sei como a apelidar. E isto vindo de quem ganha o que ganha por ser Conselheiro do Governo.
Cada vez são maiores e mais frequentes os insultos que estes fulanos fazem ao povo que lhes paga os salários, as casas, os carros, as mordomias. Já não há decoro ou respeito. Acham-se no direito de tudo dizer, de verbalizar todo o lixo que lhes passa pelas mentes enegrecidas com tanto pensamento inútil. [Read more…]

É proibida a mendicidade

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Palace Hotel do Bussaco, 1926

Palace Hotel Bussaco 1926

Arquivo do Diário de Notícias. Publicada in Joaquim Vieira. Portugal Século XX. Reenquadrada e reeditada