Eduardo Catroga é o melhor amigo de José Sócrates

 

Eduardo Catroga defende a mobilidade total. Um professor de Setúbal poderá ser convidado a trabalhar nas Finanças do Porto.

Descoberto aqui.

 

Eduardo Catroga, que terá sido convidado para Ministro das Finanças de um futuro governo PSD, sempre deslumbrado com a modernidade, terá afirmado que o futuro da função pública está na mobilidade, não só espacial como funcional. O funcionário público do futuro estará sempre munido de uma tenda e de uma mochila, porque outros amanhãs poderão cantar. É claro que um governo que se proponha fazer isto àqueles que estão sob a sua tutela, será ainda mais permissivo face às empresas que, qualquer dia, mesmo na Europa civilizada, poderão dispor do direito de vida ou de morte dos seus funcionários

É certo que seria importante conhecer o contexto em que estas afirmações foram produzidas, mas já temos duas ideias absolutamente chocantes:

1. A absoluta falta de sensibilidade relativamente àquilo que é a vida das pessoas. Passará pela cabeça deste senhor que alguém que trabalhe em Setúbal tenha família em Setúbal? Saberá o homem que o Porto não fica propriamente a caminho do Portinho da Arrábida?

2. A ideia de que os funcionários públicos são profissionais indiferenciados e, no fundo, sem qualificações. Assim, um professor pode ser funcionário das Finanças de um dia para o outro, do mesmo modo se pode saltar de uma repartição de Finanças para uma sala de aula?

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