Substituição de boys à vista na EDP?

sai Eduardo Catroga, boy de Passos Coelho, por acumulação de mandatos, talvez entre Diogo Lacerda Machado, boy de António Costa que está em todas. O dinheiro, esse, continua a entrar nos cofres dos camaradas do PC Chinês.

O Passos e os barões assinalados

Foto: André Kosters/Lusa

Com o final do ciclo passista à vista, queimam-se os últimos cartuchos de propaganda de uma oleada máquina que, nos seus tempos áureos, triturou Manuela Ferreira Leite sem dó nem piedade, a quem se seguiu Aguiar-Branco e Paulo Rangel, recorrendo a práticas tão respeitáveis como a manipulação do Fórum TSF ou a concepção de apoiantes alternativos nas redes sociais, como o célebre caso Maria Luz, magistralmente desmontado e exposto neste blogue pelo J. Manuel Cordeiro.

A máquina, porém, foi esmorecendo, e nem o advento dos observadores foi suficiente para manter o passismo vivo, apesar do forte investimento e de uma mobilização de recursos considerável, na imprensa escrita como nas redes sociais. À governação de péssima memória, guiada pelo radicalismo ideológico e pela quase ausência de resultados, cuja cereja em cima do bolo é a famosa saída limpa com Banif debaixo do tapete, seguiram-se dois anos de puro fanatismo, durante os quais todas as desgraças foram profetizadas, todas as crises aventadas e até a vinda de demónios era dada como certa. [Read more…]

O profissional da política de corredor

Catroga

Quiçá inspirado pelo episódio opaco e mal explicado do amigo-consultor não-oficial do primeiro-ministro, o eterno Eduardo Catroga encurralou António Costa num evento solidário da EDP para lhe oferecer a sua experiência em consultoria de corredor. Depois de o informar que os accionistas da EDP pretendem uma audição com Costa, Catroga tem esta afirmação fabulosa:

Se você precisar de mim para dar aí alguns entendimentos eu disponho-me a isso.

Um homem disponível. Disponível no passado para dar uma mão na ascensão de Passos Coelho, que decidiu a privatização do que restava da EDP, empresa que, imediatamente a seguir, contratou Eduardo Catroga para administrador, disponível no presente para ajudar António Costa nuns “entendimentos” e, quem sabe, para aquecer uma outra cadeira num conselho de administração qualquer. Um profissional dos corredores, subterrâneos e obscuros, onde a política do compadrio acontece. Há quem lhes chame parasitas.

 

Eduardo Catroga e o elogio do bloco central

Passos Catroga

Foto@Puxa Palavra

Eduardo Catroga, um dos maiores beneficiários da ascensão de Passos Coelho, apesar da aparente falta de tempo para exercer as funções inerentes ao tacho cargo para a qual foi nomeado, deu uma entrevista ao jornal Público na qual afirmou que o PSD devia pedir desculpa aos portugueses por não ter reduzido a despesa pública e pelo “colossal aumento de impostos“. Acrescentaria que o primeiro-ministro nos deve vários outros pedidos de desculpa (que não irei agora enumerar na medida em que tal me obrigaria a alongar em demasia), nomeadamente pela transformação de antigos conselheiros e profissionais do spin em boys com privilégios a mais para um país onde, como referiu e bem Catroga, a despesa publica continua descontrolada e a carga fiscal é colossal.

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Catroguices

E um pintelho te negará três vezes, ó Troika.

C’um Catroga! Portas volátil e Passos incapaz

O rubicundo Catroga sofre de incontinência verbal. Às vezes acerta: “Portas é volátil e Passos incapaz de controlar o parceiro da coligação”. Catroga salva-se a tempo dos descarrilamentos. Muda de combóio, na hora exacta.

O fetiche de Catroga

Catroga. “Paulo Portas devia ser amarrado”