Educação: a diferença entre PS e PSD está sobretudo no D (parte 2)

Santana Castilho: programa do PSD é “continuação do programa de má memória do PS”

 

Várias vozes tornaram nítido o excesso de parecenças entre os programas do PS e do PSD no âmbito da Educação, sendo de analisar, a propósito, a entrevista dada por José Manuel Canavarro e o comentário feito pelo Paulo Guinote a essa mesma entrevista.

Santana Castilho, recentemente, emitiu, desiludido, uma opinião semelhante. Note-se que o fez durante o lançamento do seu mais recente livro, na presença do autor do prefácio, Pedro Passos Coelho. Note-se, ainda, que Santana Castilho tem colaborado com o PSD no campo da Educação, sendo que o partido terá ignorado algumas das suas sugestões.

Não está em causa, evidentemente, o direito de seleccionar as propostas. O problema é que será difícil manter, no essencial, o pior da governação PS e querer ser melhor do que o PS. O outro problema é a tendência, eventualmente diplomática, de Passos Coelho para querer estar de bem com Deus e com o Diabo: ora, muito do que afirma José Manuel Canavarro contraria o que defende Santana Castilho. 

Ou é indefinição a mais ou o objectivo  é falar em mudança, no presente, para que tudo fique na mesma, no futuro.

 

Eduardo Catroga é o melhor amigo de José Sócrates

 

Eduardo Catroga defende a mobilidade total. Um professor de Setúbal poderá ser convidado a trabalhar nas Finanças do Porto.

Descoberto aqui.

 

Eduardo Catroga, que terá sido convidado para Ministro das Finanças de um futuro governo PSD, sempre deslumbrado com a modernidade, terá afirmado que o futuro da função pública está na mobilidade, não só espacial como funcional. O funcionário público do futuro estará sempre munido de uma tenda e de uma mochila, porque outros amanhãs poderão cantar. É claro que um governo que se proponha fazer isto àqueles que estão sob a sua tutela, será ainda mais permissivo face às empresas que, qualquer dia, mesmo na Europa civilizada, poderão dispor do direito de vida ou de morte dos seus funcionários

É certo que seria importante conhecer o contexto em que estas afirmações foram produzidas, mas já temos duas ideias absolutamente chocantes:

1. A absoluta falta de sensibilidade relativamente àquilo que é a vida das pessoas. Passará pela cabeça deste senhor que alguém que trabalhe em Setúbal tenha família em Setúbal? Saberá o homem que o Porto não fica propriamente a caminho do Portinho da Arrábida?

2. A ideia de que os funcionários públicos são profissionais indiferenciados e, no fundo, sem qualificações. Assim, um professor pode ser funcionário das Finanças de um dia para o outro, do mesmo modo se pode saltar de uma repartição de Finanças para uma sala de aula?

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