Lamentavelmente, soube hoje da existência de um tal de António Brás Monteiro, um falcão da guerra. Chairman de um grupo do NATO Industrial Advisory Group, dedicado à defesa aérea e antimíssil. Admirador de Nazisrael, um “parceiro”, e dos “insubstituíveis” Estados Unidos. Ligado aos drones para fins militares e para repressão de migrantes. Defensor dos 5% para a guerra.
Um falcão da morte, obcecado com a guerra, com os assassinatos, que admira Nazisrael e nunca teve uma palavra sobre o genocídio, olha para as manifestações pacíficas pela habitação e consegue ver o que mais ninguém consegue: agressões, destruição de bens públicos, actos de vandalismo e de violência, intimidação, ameaças à segurança nacional.
Se as acampadas do Porto e de Lisboa foram isto tudo, o que terão sido as de França? Um genocídio? Ah não, que isso ele gosta.
Queria que António Brás Monteiro, em vez de vomitar alarvidades, dissesse quem é que foi agredido a não ser os manifestantes; que actos de vandalismo é que viu a não ser aqueles que foram levados a cabo por infiltrados da polícia e da extrema-direita (que certamente admira); que intimidações houve por parte dos manifestantes – deve estar a referir-se às Mães da Acampada que avançaram de forma ameaçadora em direcção à polícia de choque.
Todos sabemos que, se pudesse, António Brás Monteiro mandava disparar um dos seus mísseis sobre os manifestantes da praça D. João I e do Rossio.
Porque a António Brás Monteiro a verdade interessa muito pouco. Com as mãos imundas de sangue, vive numa realidade paralela onde a guerra e a morte é o seu modus vivendi. Até pode defender o massacre de quem se manifesta – está visto que abomina a democracia – mas felizmente, por enquanto, manda zero. Terá futuro se um dia o Chega ocupar o poder.
Resta-lhe, pois, bolçar barbaridades. Mentir sem vergonha. Bajular quem lhe paga. Um vulgar canalha, portanto.
António Brás Monteiro, um falcão da guerra
Diário do Genocídio – Chamavam-se Rafeef, Muhammad e Mu’taz


Parece que, para a comunicação social portuguesa, não se passa nada em Gaza. Basta fazer uma pesquisa breve. O tema simplesmente desapareceu das notícias.
Mas alguém tem de continuar a denunciar o genocídio em curso, já que quem de direito não o faz.
Os jovens das fotos foram assassinados ontem pelas forças nazisraelitas. A de cima, Raffeef Lubbad, tinha 17 anos e foi assassinada com um tiro na cabeça em Jabala quando regressava a “casa”. Simplesmente executada por motivo nenhum. Por puro entretenimento enquanto caminhava normalmente.
O do meio, Muhammad Hussam Shaeen, tinha 16 anos e foi morto no campo de concentração de Al-Maghazi. O de baixo, Mu’taz Mahmoud Al-Namr, tinha 23 e foi morto durante o ataque a Al-Nasr. Apenas mais três entre tantos outros.
Entretanto, a táctica da fome continua. Nazisrael não deixa entrar comida em Gaza. Cada dia é uma batalha pela sobrevivência. No meio dos escombros, procura-se o que quer que seja que permita aguentar um dia mais.
Tal como a comunicação social, os políticos ocidentais, incluindo os portugueses, vão fingindo que não se passa nada. Tinha uma série de adjectivos para os qualificar. Mas direi apenas que são cúmplices do Genocídio, são tão criminosos como os nazisraelitas.
A coerência de Miguel Araújo

Está na luta pela habitação no Porto da mesma forma que está no Meo Comédia à La carte dos sionistas Mourão e Seinfeld. Tem lógica: também existe um grande problema de habitação em Gaza.
P. S. – Fontes bem informadas dizem-me que o Miguel Araújo da manif pela habitação no Porto é um rapaz desconhecido e não o vocalista da banda “Os Azeiteiros”.
Resta-me, pois, fazer um pedido de desculpas ao Miguel Araújo dos bons. Perdão por tê-lo confundido.
Quanto ao outro, afinal não é um sionista que se preocupa com os problemas da habitação em Portugal. É apenas um sionista.
Diário do Genocídio – Matar à fome

O Governo de Nazisrael já decidira há uns dias interromper a entrada de todo o tipo de produtos em Gaza.
Hoje, políticos e gente ordinária (não são todos?) postaram-se nas auto-estradas que dão acesso a Gaza para garantir que o bloqueio não era furado.
Levaram crianças e tudo, pondo em perigo a segurança dos seus próprios filhos, transformados em escudos humanos.
O ódio desta “gente” é profundamente doentio.
Diário do Genocídio – 17 de Outubro

Ontem, o palestiniano Adam Maarouf foi obrigado pelas IDF a ir para o terraço do prédio, caso contrário incendiavam-lhe a casa.
Cumpriu a ordem. Logo que chegou lá acima, foi assassinado através de um míssil nazisraelita.
Durante o dia, uma missão diplomática da França, Bélgica e Polónia, em visita à cidade palestiniana cristã de Taybeh, foi atacada e ferida por um grupo de nazisraelitas mascarados. 7 veículos todo-o-terreno de colonos cercaram um dos carros, da embaixada belga, e partiram-lhe os vidros. Um dos membros da comitiva era um autarca francês de 78 anos.
No mesmo dia em que ficamos a saber que está proibida, até novas ordens, a entrada de qualquer tipo de produtos em Gaza.
O genocídio continua, mas Luís Montenegro ainda não teve tempo para falar sobre o assunto. Tem andado a fazer a segurança à sua casa de Espinho, ameaçada por um egoístico do Porto.
Diário do Genocídio – 16 de Outubro

Ontem à noite, num raide na zona de Sheikh Radwan, em Gaza, as forças de Nazisrael assassinaram mais um jornalista Palestiniano.
Chamava-se Ubada al-Murtadji e é mais um a juntar aos mais de 260 que já foram mortos nos últimos três anos. Nazisrael não quer testemunhas do genocídio em curso.
Pela manhã, a jornalista americana Heidi Levine, em serviço para o Washington Post, fora agredida selvaticamente, durante 10 minutos, ao murro e ao pontapé. Por quê? Por estar a fazer a cobertura de mais um ataque de 80 colonos nazisraelitas, protegidos pelas IDF, aos apanhadores palestinianos de azeitona na cidade de Abu Falah.
Isto no mesmo dia em que a pequena Maryam Ghanem, que viu a sua mãe ser queimada viva dentro do seu apartamento pelas forças nazisraelitas, na quarta-feira, continua a sua recuperação.
Quanto aos políticos portugueses e europeus, continuam a assobiar para o lado.






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