

Parece que, para a comunicação social portuguesa, não se passa nada em Gaza. Basta fazer uma pesquisa breve. O tema simplesmente desapareceu das notícias.
Mas alguém tem de continuar a denunciar o genocídio em curso, já que quem de direito não o faz.
Os jovens das fotos foram assassinados ontem pelas forças nazisraelitas. A de cima, Raffeef Lubbad, tinha 17 anos e foi assassinada com um tiro na cabeça em Jabala quando regressava a “casa”. Simplesmente executada por motivo nenhum. Por puro entretenimento enquanto caminhava normalmente.
O do meio, Muhammad Hussam Shaeen, tinha 16 anos e foi morto no campo de concentração de Al-Maghazi. O de baixo, Mu’taz Mahmoud Al-Namr, tinha 23 e foi morto durante o ataque a Al-Nasr. Apenas mais três entre tantos outros.
Entretanto, a táctica da fome continua. Nazisrael não deixa entrar comida em Gaza. Cada dia é uma batalha pela sobrevivência. No meio dos escombros, procura-se o que quer que seja que permita aguentar um dia mais.
Tal como a comunicação social, os políticos ocidentais, incluindo os portugueses, vão fingindo que não se passa nada. Tinha uma série de adjectivos para os qualificar. Mas direi apenas que são cúmplices do Genocídio, são tão criminosos como os nazisraelitas.
Diário do Genocídio – Chamavam-se Rafeef, Muhammad e Mu’taz
Seinfeld e os hipócritas

Não me interessa se o Seinfeld vem ou não a Portugal.
Não muda nada.
Não salva uma pessoa, não acaba com a fome, não pára o genocídio.
E não faltam por cá colaboracionistas que defendem a matança e o terrorismo sionista nas principais TVs e jornais deste país.
Também não faltam hipocrisias.
Das alegadas feministas que promovem produtos da Prozis aos alegados cristãos a defendem o bombardeamento de civis inocentes, passando pelos nacionalistas que juram vassalagem aos líderes de outros países ou pelos anti-comunistas que deslocalizaram a produção para Guangzhou, temos cá de tudo, da esquerda à direita, do liberalismo mais selvagem ao conservadorismo mais castrador.
Também não me venham com as ligações da MEO ao regime sionista. Se vamos por aí, vamos ter que boicotar muitas empresas portuguesas. E todos os partidos do PS até aos neonazis. E clubes de futebol. E empresas de construção. E comunicação social. E marcas de roupa. E hipermercados. Nunca mais saíamos daqui.
Uma coisa te garanto: se o festival fosse patrocinado por uma empresa russa próxima do Kremlin e tivesse um putinista como cabeça-de-cartaz, não estaríamos a ter a mesma conversa.
E essa é a maior de todas as hipocrisias.
P.S: A direita woke guincha, histérica, com o alegado cancelamento do Seinfeld. Enquanto aplaude as perseguições, os homicídios de dissidentes e a proibição de livros que Trump e a sua seita de corruptos têm promovido. Parabéns, por conseguirem ser ainda mais morcões que a esquerda woke. Não foi fácil, mas vocês conseguiram.
Leão XIV e a Al-Qaeda sionista

No final do Angelus de 16 de Agosto, o Papa Leão XIV dirigiu-se aos peregrinos presentes na Praça de São Pedro para apelar ao fim da violência israelita contra os habitantes da Cisjordânia. E instou a comunidade internacional a concretizar a solução de dois estados.
Segundo a rede de propaganda da Al-Qaeda sionista, que por cá recruta idiotas úteis em partidos, redes sociais e outros bordéis, Leão XIV é um antissemita.
Não porque verdadeiramente o seja, só um mentecapto pensaria tal coisa, mas porque a máquina de propaganda sionista é tão poderosa que consegue convencer imensas pessoas de que qualquer critica à política externa totalitária e genocida do governo de Israel equivale a odiar judeus. Uma conclusão, lá está, só acessível ao mais mentecapto dos mentecaptos.
Estranhamente, pelo menos por cá, existe um conjunto de pessoas, sobretudo de alegados conservadores e defensores dos valores cristãos, que discorda do Santo Padre. Que entende que os terroristas israelitas podem continuar a ocupar a Cisjordânia, a exercer violência sobre os seus habitantes, a roubar as suas casas, a destruir a sua propriedade e a arrancar as suas oliveiras. Que entende que massacrar inocentes civis, incluindo milhares de crianças, é compatível com os ensinamentos de Jesus.
Não é.
Jesus oferecia a outra face.
Netanyahu usa a fome como arma a mata crianças com bombas. O que o aproxima mais de Estaline e Hitler do que de Jesus.
Percebes a diferença?
Claro que percebes. Não és mentecapto.
Pedro Frazão guinchou: quer cancelar a Lusa

Rute Sousa: selectivamente pró-vida?

Segundo Rute Sousa, uma mulher “conservadora” que considera que a comunicação social está tomada pela esquerda e pelo progressismo, algo que conjuga harmoniosamente com o facto de a SIC Notícias a ter vindo a promover activamente nas últimas semanas, uns dias como influenciadora, outros como especialista em comunicação, uma criança que seja violada pelo pai deve ser obrigada a ter o filho.
Vamos parar um minuto para pensar nisto.
Uma criança, que nem à adolescência chegou, deve ser obrigada a carregar um feto fruto de uma violação do próprio pai. Como se a possibilidade de se ser violada pelo próprio pai não fosse, por si só, horrenda, Rute Sousa defende que a criança deve ser obrigada a dar à luz um filho que é simultaneamente seu irmão, e viver com isso o resto da vida.
Tudo em nome da ideologia que a Rute defende.
Leão XIV é anti-semita?

No final do Angelus de 16 de Agosto, o Papa Leão XIV dirigiu-se aos peregrinos presentes na Praça de São Pedro para apelar ao fim da violência israelita contra os habitantes da Cisjordânia. E instou a comunidade internacional a concretizar a solução de dois estados.
Segundo a rede de propaganda da Al-Qaeda sionista, que por cá recruta idiotas úteis em partidos, redes sociais e outros bordéis, Leão XIV é um anti-semita.
Não porque verdadeiramente o seja, só um mentecapto pensaria tal coisa, mas porque a máquina de propaganda sionista é tão poderosa que consegue convencer imensas pessoas de que qualquer critica à política externa totalitária e genocida do governo de Israel equivale a odiar judeus. Uma conclusão, lá está, só acessível ao mais mentecapto dos mentecaptos.
Flotilhas e Terroristas

Duas flotilhas depois, fica claro que a iniciativa deu frutos. Expôs Ben-Gvir, um terrorista sionista execrável promovido a ministro, criou uma crise política que resultará, em breve, na dissolução do parlamento israelita, e isolou ainda mais o regime sionista, que nunca foi tão impopular. Por mérito próprio. E se Netanyahu cair e a democracia israelita ainda funcionar, veremos o genocida ser julgado e preso por corrupção. Seria a cereja no topo do bolo.
A diferença entre a primeira e a segunda flotilha, por cá, foi apenas uma: o ódio da extrema-direita e da direita radical contra Mariana Mortágua. E como na segunda flotilha iam dois médicos de boas famílias, quase não se viram os habituais grunhos a pedir execuções.
Anti-semitismo, culpa colectiva e maniqueísmo

Está a acontecer um fenómeno triste, revoltante e digno de análise, que não é novo nem parece ter as causas que os avençados da embaixada de Israel tentam vender em alguns órgãos de comunicação social.
O anti-semitismo está a aumentar.
Qual será a causa?
Não tenho como provar a minha hipótese, mas julgo que este aumento poderá estar relacionado com o genocídio em Gaza, com a ocupação violenta da Cisjordânia e com a terraplanagem em curso no Sul do Líbano. O ser humano, em condições normais, não lida bem com a morte em massa de inocentes, sobretudo quando há crianças massacradas nesta equação demoníaca. [Read more…]
MAGA Civil War

Há algo inédito a acontecer. Começou com o genocídio em Gaza e intensificou-se com o ataque ao Irão. E um dos culpados para que tenha ganho tracção, ironicamente, foi Donald Trump, que construiu o movimento MAGA em cima de uma visão isolacionista do mundo. America First. E o que está a acontecer, em Gaza e no Irão, é Israel First. Melhor: Zionism First. Porque nem o regime Netanyahu é aclamado pela população, parte significativa da qual protesta frequentemente nas ruas contra ele, nem o que se está a passar é no interesse da generalidade dos israelitas, sob fogo iraniano e prestes a sofrer as mesmas consequências económicas que vamos sofrer aqui.
O que está a acontecer é que figuras com impacto global, de uma direita que apoiou Donald Trump em ambas as corridas, reconhecidas e respeitadas por uma parte muito considerável do eleitorado republicano e muito em particular do movimento MAGA, estão a expor a fraude. Marjorie Taylor Green, Tucker Carlson, Candace Owens, Andrew Schulz ou Piers Morgan são os mais sonantes. O próprio Charlie Kirk foi muito crítico do regime Netanyahu, nos últimos vídeos que publicou antes de ser assassinado. E isso levantou questões sobre a morte de Kirk, sobretudo entre a direita ultraconservadora e pouco adepta da relação clientelar entre Washington e Telavive.
Cessar-fogo em Gaza?

Parece que há acordo para um cessar-fogo imediato em Gaza. Trump está mesmo a dar tudo pelo Nobel da Paz.
E se for esse o preço a pagar para parar o genocídio, que seja.
Não seria o primeiro execrável a vencê-lo. Se um war monger como Henry Kissinger pode ganhar um prémio dedicado à paz, qualquer incendiário é elegível.
Mas o cessar-fogo não chega.
É preciso auxiliar milhares de pessoas.
É preciso reconstruir Gaza.
É preciso acabar com a fome.
É preciso libertar todos os reféns.
E é fundamental que o cessar-fogo dure para lá dessa libertação.
Também é preciso libertar a Palestina, não apenas Gaza, mas toda a Cisjordânia ocupada por colonatos ilegais. Libertar a Palestina de colonos terroristas e de terroristas do Hamas, e de outras organizações de fundamentalistas islâmicos que por ali andam. Deixar aquelas pessoas respirar e ter uma vida minimamente normal.
Será desta?
Espero que sim.
Mas, à cautela, vou festejar moderadamente. Com estes protagonistas, convém refrear as expectativas.
O Nobel da Química Palestino-Jordano

Tenho cá a percepção…
… de que esta notícia…

…não tem qualquer relação com esta…

…e, valha-nos deuze, muito menos com esta…

Percepções, percepções everywhere… temos o governo mais radical desde 1974… e olhem que nos aconteceu o Cavaco duas vezes.
Afinal, qual é o limite da liberdade?
Numa altura em que o mundo anda preocupado com vários conflitos, a pergunta que mais se devia colocar é sobre a liberdade. Mas a liberdade como um fim em si mesmo, sem olhar ao lado que nos dá jeito e depois arranjar argumentos que se equiparam ao bola na mão ou mão na bola. Infelizmente, desde há muito que nos foi retirada a real possibilidade de colocar questões legítimas sobre as ações de determinados estados. Sim, podemos colocar as questões, mas não são levadas a sério e não obtém respostas além de um “cala-te, querias viver na Rússia ou na Coreia do Norte, era?”. Vivemos numa era em que um militar antipático interpreta tecnicamente uma guerra e é considerado um assalariado de Moscovo, mas que se idolatra um populista pró-Ucrânia por ter mulher ucraniana e um barbudo que grita asneiras na televisão. Nada procuram sobre a verdade, procuram cavalgar a popularidade de um assunto e desta forma mostrar um caminho àqueles lá em casa que não percebem nada disto.
O Ocidente percebeu que o povo já não tolera a falta de pilares básicos para o funcionamento de uma democracia, entre eles a possibilidade de votar e a liberdade de expressão. Desta forma, teve de arranjar outra forma para controlar as massas. Através de uma falsa ideia de liberdade de expressão, limita as opções dos outros através dos seus instrumentos democráticos. Em vez de permitir apenas comer carne de vaca, permite comer vaca e porco. Aqueles que são beneficiados por este sistema e que alinham no seguidismo ocidental que têm como maiores bastiões os EUA e a NATO dirão que ao menos há democracia. Eu acredito que devemos ser muito mais exigentes com a nossa liberdade, pois estamos mais próximos de sermos a Rússia do que sermos um povo livre.
Condenar agressões a protestantes pró-Palestina em países europeus não é desculpar as atrocidades cometidas pelo Hamas. Defender o direito de Israel existir não é defender um genocídio. Defender Pavel Durov, fundador do Telegram, e a possibilidade de haver informação de dois lados da barricada numa rede social não é defender a invasão russa. Defender que os EUA promoveram uma escalada na Guerra não é defender que a Ucrânia não tem direito a ser defendida. Defender a liberdade de expressão de uma forma ampla no ocidente e combater a turba defensora de governos corruptos e corporações que nos governam oficiosamente não é legitimar ataques aos direitos humanos na Arábia Saudita, na China, no Irão, no Afeganistão, etc.
A liberdade é um bem tão precioso que merece ser cuidada todos os dias como um bem em si mesmo e não apenas quando favorece o meu quintal. Lembremos que nenhum Estado está em condições de dar lições de moral aos outros e que o mundo não se esgota na Europa agradável que temos para viver. Num mundo global, se há algum par que não é livre, então eu não posso ser realmente livre.
Miúdos à porrada, no recreio
Ser adulto é um fingimento. No fundo, somos o que sempre fomos. Podemos engravatar a pose, podemos usar umas palavras mais perfumadas, mas basta um raspão na epiderme e lá está o miúdo que amua ou que se revolta ou que tem medo. Também lá está o bebé manipulador que aprende a chorar quando tem fome ou quanto quer atenção.
Do reino animal, ficou-nos, ainda, a ideia de que um olhar mais demorado é uma provocação. O país, o bairro, a escola, o clube, levam-nos também a acreditar que pertencemos a um grupo essencialmente virtuoso, num contraste sempre avassalador com os outros.
A nossa infantilidade pouco latente, contaminada pela agressividade do animal e pela doutrinação das histórias que nos enchem o imaginário de inimigos, criou os adultos que dirigem o mundo desde sempre, que se bombardeiam uns aos outros, quando antes chutávamos com mais força ou dávamos uns empurrões no recreio.
As razões apontadas pelos adultos que governam o mundo para se agredirem uns aos outros são variantes dos motivos infantis “Eu já cá estava!” e “Ele é que começou!”. No recreio, isso dava direito a um ou outro olho negro; no mundo actual, há gente com armas que custam milhões e matam milhões.
Netanyahu, o “nosso” Putin

Netanyahu é um Putin a quem permitimos as maiores atrocidades, para não prejudicar o business as usual. Como de resto permitimos ao Putin verdadeiro durante duas décadas. A desumanidade dos alegados democratas será o seu fim.
Para os “whataboutistas” que agora já não o são
“Atão”? Onde está esse desejo tão, tão piedoso que rogava aos Ucranianos que se rendessem para evitar um “banho de sangue” e para que a paz pudesse regressar?
Nem que para isso, a Ucrânia tivesse de se submeter, aceitar resignadamente as ocupações consumadas e comprometer-se a desistir definitivamente de outras aspirações.
Porque e como “juravam a pés juntos”, só, só, mas mesmo só lhes interessavam a paz e o respeito pelas vidas humanas.
O mais interessante já nem é a completa ausência de qualquer coisa que se assemelhe com honestidade, dignidade ou coerência. A isso, vocês já nos habituaram. Não, o mais interessante é mesmo o facto ostensivo e incontestável de nenhum de vocês conseguir sequer ter um “mícron” de lucidez que vos permita perceber que a vossa cegueira ideológica já não é só patética. Passou (há muito) a ser anti-humanidade. Os gajos do “Chega” são uns “bem-intencionados” em comparação convosco.
E continuo, apesar de tudo, a opor-me à ilegalização dos partidos comunistas e coisas do género. Apenas defendo que sejam considerados sem atenuantes falsas e hipócritas, sem “double standards” e exactamente pelo que realmente são: a escória das escórias.
Os partidos comunistas não podem continuar a ser normalizados como ainda o são. E o mesmo se aplica aos outros vigaristas intelectuais que sendo “iguaizinhos” por dentro, agora se anunciam como sociais-democratas “desde pequeninos”.
Em Belém, onde Jesus nasceu, o Natal foi cancelado

Todos os anos, milhares de peregrinos cristãos chegam a Belém, na Cisjordânia, para participar nos festejos de Natal da terra que viu Jesus nascer.
A cidade prepara-se a rigor, há árvores iluminadas e decoração festiva por toda a parte, os hotéis e os restaurantes estão cheios e o comércio floresce.
Não há registo, que eu tenha conhecimento, de uma única restrição imposta pela Autoridade Palestiniana aos peregrinos cristãos ou à própria comunidade cristã que vive na cidade, que tem como autarca um palestiniano cristão, que sucedeu a uma palestiniana cristã.
Em Belém, cristãos e muçulmanos vivem lado a lado e a tolerância é a regra.
Na Basílica da Natividade, construída sobre o local onde Jesus nasceu, celebra-se, à meia-noite de 24 de Dezembro, a Missa do Galo.
A celebração reúne milhares de palestinianos, turistas, peregrinos e responsáveis civis como o presidente palestiniano, Mahmoud Abbas. E é considerada, por motivos que me parecem óbvios, uma das cerimónias mais emotivas e significativas do mundo cristão. [Read more…]
Em Gaza, o massacre segue conforme planeado

É surreal, verdadeiramente surreal, a leveza com que se está a normalizar o massacre em curso em Gaza. Fala-se em mais de 10 mil civis assassinados pelo regime israelita, dos quais mais de 4 mil são crianças, e há quem nos queira fazer crer que existe legitimidade democrática nesta barbárie.
Não existe.
A forma como Israel está a conduzir a sua vingança, a bombardear indiscriminadamente civis e a terraplanar Gaza não é algo que se espera de uma democracia liberal. É algo que esperamos de tiranos como Putin, Assad ou Bin Salman. Netanyahu faz parte deste grupo de assassinos. Faz parte do mesmo grupo que o próprio Hamas. [Read more…]
Palestina: massacre em curso

Enquanto nos entretemos com os nossos problemas de primeiro mundo, a terraplanagem de Gaza continua, a ocupação avança, crianças continuam a ser assassinadas pelos bombardeamentos indiscriminados do exército israelita e morrem recém-nascidos em hospitais à beira do colapso, à porta dos quais se empilham cadáveres. A brutalidade da resposta de Israel ao atentado de 7 de Outubro não é proporcional. É um massacre.
5 perguntas
1 Porque é que as organizações internacionais (nomeadamente as da ONU) e a comunicação social dão como credíveis os dados sobre vítimas fornecidos pelo Hamas, sabendo-se que no único caso que foi realmente esmiuçado (o rocket que caiu no parque do Hospital Al-Ahli) o número fornecido foi manifestamente multiplicado por 3 ou por 4?
[Read more…]Piers Morgan vs Bassem Youssef
Uma entrevista que vale a pena ver e ouvir com atenção. Sobre a Palestina, sobre Israel, sobre a ocupação sionista e sobre os terroristas do Hamas.
Foram vocês que começaram
Quando eleges um comentador televisivo para Chefe de Estado pic.twitter.com/iCaHWvzf9d
— volksvargas (@volksvargas) November 3, 2023
Imaginem a indignação dos avençados de Netanyahu, se Marcelo abordasse o embaixador de Israel, a propósito do ataque do Hamas, dizendo “sim, mas foram vocês que começaram, há 56 anos”.
Putin e Netanyahu, farinha do mesmo saco

Vladimir Putin, que bombardeia diariamente civis inocentes na Ucrânia, disse há dias que a morte de civis inocentes em Gaza é inaceitável. E disse-o sem se rir, o excremento.
Não admira que estes dois sejam tão amigos. E que Netanyahu tenha optado, no que diz respeito à invasão russa da Ucrânia, pelo tipo de “neutralidade” que inclui um aumento do comércio entre Rússia e Israel, o reforço das relações diplomáticas e a aplicação de um total de zero sanções de Telavive a Moscovo.
Sim, eu sei que é chato e que dá cabo da narrativa que se quer verdade absoluta, mas os regimes russo e israelita são farinha do mesmo saco neofascista.
Jabalia: mais um crime de guerra de Israel

O bombardeamento do campo de refugiados de Jabalia é mais um a juntar ao vasto rol de crimes de guerra perpetrados diariamente por Israel.
Alegar que tinha como alvo 1 alto oficial do Hamas não chega para legitimar um ataque desproporcionado que matou dezenas de civis inocentes e feriu centenas, deixando a frágil infraestrutura de Jabalia em ruínas. [Read more…]
Historiador de estórias
Israel confirma ter atacado campo de refugiados e palestinos afirmam que há dezenas de mortos
Fotografia: Reuters
Há quem esteja do lado certo da estória (a da carochinha, por exemplo). E há quem esteja do lado certo da História (a da defesa dos direitos humanos, por exemplo).
Já Israel é um erro histórico.
“A verdadeira linha divisória entre Israel e a Palestina”
Excelente artigo de Slavoj Žižek, no DN, sem paywall.
Conflito Hamas-Israel: um raro momento de sensatez
O Hamas lançou-nos uma armadilha, e esta armadilha é de máxima horripilação, de máxima crueldade. E assim, há o risco de uma escalada militar, de mais intervenções militares, como se pudéssemos resolver um problema tão sério quanto a questão palestiniana com exércitos.
Existe também uma segunda grande armadilha, que é a do ocidentalismo. Encontrámo-nos encurralados, com Israel, neste bloco ocidental que hoje está a ser desafiado pela maioria da comunidade internacional.
[Apresentadora: O que é o ocidentalismo?]
O ocidentalismo é a ideia de que o Ocidente, que geriu os assuntos mundiais durante cinco séculos, poderá continuar a fazê-lo silenciosamente. E podemos claramente ver, mesmo nos debates da classe política francesa, que existe a ideia de que, perante o que está a acontecer actualmente no Médio Oriente, devemos continuar a lutar ainda mais, em direcção ao que poderá assemelhar-se a uma guerra religiosa ou civilizacional. Ou seja, isolar-nos ainda mais no palco internacional.










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