Notícias da Palestina

Tamel Abu Ghazaleh nasceu no Cairo em 1986 no seio de uma família palestiniana. Aos 2 anos cantava e tocava música, tendo começado a compor com a idade de 9 anos. Iniciou formalmente a sua educação musical em 1998 no Conservatório Nacional de Música de Ramallah (actualmente, Conservatório Edward Said), onde estudou os seus instrumentos de eleição – o oud e o buzuq -, assim como teoria musical, história, análise, composição, arranjo e performance, sob a supervisão do músico palestiniano Khaled Jubran.

Em 1991, Abu Ghazaleh lançou o seu primeiro single, “Ma Fi Khof” (“Sem Medo”), que passou a ser amplamente cantado em protestos durante a primeira Intifada. O seu primeiro álbum, “El Janayen Ghona” (“Jardins de Música”), com canções por si elaboradas entre os 5 e os 15 anos, foi editado em 2001. Em 2006, com 20 anos de idade, produziu o seu segundo álbum, “Mir’ah” (“Espelho”), que editou em 2008. O registo das sete canções, escritas nos períodos de recolher obrigatório da segunda Intifada, reflecte a experiência de viver na Palestina durante esse período.

Em 2007, fundou a organização de música independente “eka3”, concebida como incubadora de negócios de promoção da música árabe, através da qual fundou a editora musical “Mostakell”, uma empresa de agência musical e uma empresa de licenciamento de música, tendo ainda sido co-fundador da revista de crítica musical “Ma3azef.com”.

Em 2010, Tamel Abu Ghazaleh fundou o grupo musical multi-géneros “Kazamada” com Zeid Hamdan, Mahmoud Radaideh e Donia Massoud e em 2012 co-fundou a banda alternativa “Alif”, com Maurice Louca e Khyam Allami, tendo colaborado com variadíssimos músicos árabes e participado em diversos projectos artísticos desde 2005.

(Do currículo do autor em http://www.tamer.ag/)

No ano passado, editou em nome próprio o álbum “Thult” (“Terceiro Álbum”), de onde vos deixamos o vídeo da música “Khabar Ajel” (“Notícias”): um convite aos famintos do mundo para visitarem a Palestina e deliciarem-se com os manjares que ali são diariamente servidos (a letra está disponível em inglês na página da origem). Bom fim de semana!

Shimon Peres (1923 – 2016)

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You are only as a great as the cause you serve.

Foto: Associated Press@Tablet

A esperança está na cultura

Um livro sobre uma história de amor entre uma israelita e um palestiniano foi retirado dos programas curriculares dos liceus israelitas. Em resposta, Geder Haya tornou-se um dos livros mais vendidos em Israel e “ocupa o primeiro lugar lugar na lista de livros do jornal Haaretz”.
A resposta dos leitores Israelitas só por si agrada-me bastante (assim como a resposta da Time Out de Tel Aviv). Mas também me agrada o comentário de Amos Oz:

“Por que não, então, proibir o estudo da Bíblia, já que se trata de censurar relações sexuais entre judeus e não-judeus?”

Na adversidade, meus amigos, a resposta é ler livros.

 

Frases que nunca pensei escrever ou sequer pensar…

…Mas cá vamos nós:

Alemães dizem ao Primeiro-Ministro de Israel que foram eles os culpados pelo Holocausto e não o árabe que ele quer culpar.

Eu acrescento:

1- O holocausto não foi obra do acaso. Não aconteceu porque alguém “incentivou” ou encourajou Hitler. A ideia da eliminação de determinadas “raças” está inscrita na ideologia nazi que tem como base a pureza racial e a glorificação da violência. Não aconteceu porque um dia alguém se lembrou de dizer a Hitler, “então e se em vez de os expulsar os matasses a todos?” A violência e a destruição fazem parte desta ideologia e não podem nunca ser dessaciados dela.

2- O apoio do Mufti a Hitler – ou o facto dele apoiar a perseguição e os massacres de judeus – nada tem a ver com os palestinianos que hoje vivem e morrem na Faixa de Gaza. Usar o Holocausto para justificar a ocupação ilegal de territórios, para fomentar o ódio entre dois povos, para fomentar a guerra é nojento. Netanyahu não honra o próprio povo. Está a instrumentalizar a Shoah. É um inimigo do povo que diz defender.

Boicote

A intifada sem pedras contra a opressão israelita.

Civilizados? Quem? Os suecos???

Nada disso, é gente maluca

Pelo reconhecimento da Palestina

O parlamento britânico aprovou esta semana uma moção de reconhecimento do Estado Palestiniano. Na semana anterior, o primeiro ministro da Suécia declarou a sua intenção de propor o reconhecimento da Palestina. Mas o mapa publicado esta semana pelo Courrier International mostra um seguidismo chocante entre os países da OCDE à política internacional dos EUA. As iniciativas britânica e sueca tem o potencial de criar um efeito dominó na Europa e gerar uma pressão insuportável contra a política da direita e da extrema-direita israelita. Seria tão fácil Portugal aderir a esta tendência, apoio popular não falta.

Quero deixar bem claro que sou um grande apoiante daquela que foi a Iniciativa de Genebra celebrada entre israelitas e palestinianos a favor da promoção da paz e do reconhecimento mútuo. Move-me o combate contra as políticas de direita belicistas, intolerantes e segregacionistas tanto de israelitas como de palestinianos, e não a nacionalidade de cada um. Como já escrevi há uns anos no Cinco Dias, acho que o problema entre Israel e a Palestina é em grande medida uma luta entre soluções de esquerda e de direita. O que é dramático é que a direita (Hamas e Likud) tem o monopólio do poder.

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(Imagem Courrier International)

Gaza: Uma mensagem com um bordalesco manguito aos senhores que mandam na guerra

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Violence is in the eye of the beholder

Obama

Pelo caminho enviem mais umas munições para os moços que ainda lá existem umas escolas e uns hospitais cheios de mísseis e terroristas. Yes you can!!!

 

Paris a arder

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© Laurent Troude

Manifestação pró-Palestina em Paris (19 de Julho de 2014). Esta tarde, e embora interditada pelo Ministro do Interior, preocupado com o anti-semitismo, deverá haver outra. O Novo Partido Anti-Capitalista apela à mobilização dos parisienses

A História Sionista

Documentário de Renan Berelovich.

O Hollande é um krido

Depois de uma manifestação de apoio aos palestinianos ter acabado mal, andamos numa daquelas rotinas de o governo de Israel atacar a excessiva densidade populacional de Gaza diminuindo o número de vivos ali residentes, o governo do Partido Socialista Francês decidiu patrocinar a seguinte, proibindo-a.

Como não chegasse, estava tudo a decorrer ritualmente, quando a polícia de Hollande actuou:

[via reportagem do Le Monde]

Perfeito. A cruzada Helena Matos adorou, adorou, adorou.

É disto que falamos quando falamos do que sobra da Internacional Socialista. Acreditar que destes partidos pode vir decência, é um repetido logro. Quem ali ande e seja social-democrata está condenado a fugir, mais cedo que muito tarda. Valha-nos S. Pasok, e de uma forma ou outra estes partidos caminharem para seus seguidores.

Oração

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Não acreditando na tua existência pode parecer um abuso, mas na forma como os homens te criaram, infinitamente bom e misericordioso, escutarás o pedido de um descrente da tua existência como se fosse a de um devoto, sei.

Agora que antes da final um dos teus papas já ganhou a copa e demonstrado de vez não seres brasileiro, garantindo tratamento igual para todos os povos, podias pensar num deles, teu crente, numa parte do planeta onde ainda tens teocracias, que está a levar com os maluquinhos de outro povo, igualmente teu crente, a matar pessoas todos os dias, e a malta já nem repara, nem dá importância, bombardeamentos em Gaza mal é notícia.

Mas devia ser; tal como judeus e ciganos no século passado foram amuralhados antes do extermínio final, agora temos os palestinianos, mais pós-moderno mas o mesmo gueto, os muros, o mesmo apartheid, mas com muito mais dinheiro espalhado pelo mundo para comprar a tolerância com o invasor, a propaganda, para adquirir o silêncio dos mortos.

Também podia dizer umas coisas sobre essa insistência em deixares os teus fanáticos divididos em religiões que se isarael-ó-palestinizam umas às outras, um pouco por toda a parte, mas era abuso, um ateu conhece os limites, fico, caro Deus, por Gaza. Obrigado.

imagem: Prisioneiros ciganos no campo de Belzec, Polónia, 1940.

Israel e o tiro ao alvo*

Nuno Roby Amorim

Existe uma posição muito irritante, da intelligentsia conservadora europeia e portuguesa em particular, de apoio incondicional a Israel aconteça o que acontecer e ultimamente tem acontecido muito. Este apoio baseia-se no princípio de que o estado hebraico é uma verdadeira democracia, o que é verdade, uma ilha rodeada por fanáticos extremistas e radicais árabes, prontos a violarem os princípios mais básicos da dignidade humana, o que também é parcialmente verdade. Ora bem, só que a democracia é Universal e nada vale se a utilizarmos em casa e na rua andarmos a correr tudo ao estalo, o que é um pouco o que se passa no terreno. [Read more…]

Stay Classy Israel!

Punição colectiva em Israel. Esgoto é pulverizado sobre palestinianos (em inglês).

Yael Ronen

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© Schaubühne

A encenadora israelita Yael Ronen (n.1976) esteve no passado mês de Julho em Lisboa para, no âmbito do Festival de Teatro de Almada, apresentar no Teatro Nacional D. Maria II a sua mais recente criação: A véspera do dia final. Encenadora associada da Schaubühne (a mítica companhia de Berlim), Ronen foi nomeada em 2009 para o New Theatrical Realities Prize, um importante prémio europeu que reconhece a originalidade e a inovação das dramaturgias emergentes. Oráculo prudente, a encenadora trabalha no fio da actualidade, constantemente seguindo o que está a passar-se no teatro do Mundo, incessantemente actualizando o seu objecto teatral: “Estamos sempre prontos para que no fim da representação o Mundo já não seja o mesmo”, explicou a um jornalista alemão. As suas peças têm normalmente actores de diferentes nacionalidades (sobretudo israelitas, alemães e palestinianos), com quem Ronen trabalha em conjunto os seus textos, levando para as peças partes do próprio processo criativo: os telefonemas dos pais dos actores árabes e judeus, pedindo-lhes para que não representem terroristas, para que não falem mal da própria religião; o actor israelo-palestiniano que não teme o terror no Médio Oriente mas sim que alguém em Berlim, onde os teatros não têm checkpoints, entre armado pela Schaubühne adentro e o mate.

Constantemente no fio da actualidade, Yael Ronen tenta contudo ver para além das parangonas dos jornais e da desinformação que distraem a Humanidade daquilo que está a acontecer-lhe: a alienação pela religião, o recrudescimento das identidades nacionais, os grandes conflitos cujos desfechos terão inelutáveis consequências para todos, e de que é evidente paradigma o estado das coisas na Cisjordânia. O racismo, o preconceito, o fundamentalismo religioso, a violência por detrás dos falsos compromissos de negociação entre povos desavindos, a manipulação a que estão constantemente sujeitos, a desesperança: eis a combinação explosiva que segundo Ronen (mas não está sozinha nessa visão) nos afectará a todos se não interviermos atempadamente. Para dissecar as idiossincrasias de tudo o que nos separa ou reúne, Yael Ronen e a sua trupe abordaram as religiões como produtos nos quais apenas o marketing (essa ciência que é um remédio santo) parece ser capaz de encontrar qualidades. Assim, requalificando comercialmente os grandes símbolos (Jesus não já na cruz mas numa cadeira eléctrica, ou o judaísmo como religião de elite – “apenas 0,3% da população mundial mas 35% dos prémios Nobel”), a encenadora israelita consegue demonstrar-nos a que ponto a globalização da bárbara cultura da economia está a alienar-nos da histórica vocação universalista da Europa – actualmente paralisada, apenas capaz de, através do seu tribunal internacional, declarar ilegal o muro de várias centenas de quilómetros que separa os ‘ocupas’ de Israel dos restantes territórios palestinianos.

Palestina reconhecida como estado observador da ONU

palestina cadeira onuO estado do povo a que não deixam ter estado e pretendem dizimar no campo de concentração de Gaza é desde hoje reconhecido como observador pelo mundo (com excepção da Micronesia, Nauru, Palau e mais uns estados menores subsidiados pelo sionazismo internacional, que bem se podem sentar no chão). Portugal votou a favor, o que só demonstra que Paulo Portas tem os seus defeitos mas não é exactamente um criminoso, além de que o governo precisa de exportar portugueses para uns certos países árabes..

Andam por aqui umas bestas antropomórficas da Brigada Mossad, muito chateadas, difundindo a propaganda goebbeliana do costume e criticando aqueles em que votaram.  Podem ir levar no Palau.

Bem vinda Palestina

welcome palestina

É por bem que é vinda, para os puristas da linguagem pouco secular.

Israel, sempre com classe

Soldado agride criança palestiniana

Palestina

Não há sol nos céus da Palestina não há luz nos olhos da Palestina roubaram o sorriso à Palestina

São de sangue as gotas de orvalho da madrugada e o vento só é vento quando as balas assobiam roubaram as manhãs à Palestina

O céu de chumbo esmaga as almas e os ossos e é de lágrimas a chuva quando cai não há sol nos céus da Palestina

Do ventre da lua cheia de aço e de amargura nasce a cada hora um menino com bombas à cintura mataram a infância na Palestina [Read more…]

Israel legaliza três colonatos na Cisjordânia

Como podem legalizar alguma coisa se ocupam ilegalmente grande parte da Cisjordânia?

Não se pode dizer que não tenha razão

Günther Grass diz que Israel é “perigo para a paz mundial”

Poema em alemão

Stay Classy Israel!

Contra inquérito à construção de novos colonatos – Israel corta relações com o Conselho de Direitos Humanos das Nações Unidas.

Hoje dá na net: A História Sionista

A História Sionista, documentário de Ronen Berelovich onde se retrata a limpeza étnica, colonização e o regime de apartheid impostos à Palestina, com o objectivo de produzir um estado judeu.

Legendado em Português.

Palestina na UNESCO, retaliação de Israel e dos EUA

A UNESCO, estrutura da ONU para a Educação, a Ciência e a Cultura, aprovou por larga maioria o ingresso da Palestina, como 195.º membro da organização – 107 votos a favor, 14 contra e 52 abstenções.

Portugal esteve entre os abstencionistas. Fontes do MNE, e segundo julgo saber o próprio ministro, Paulo Portas, justificaram a abstenção de Portugal com a necessidade de alinhamento no seio da UE. Um falsa desculpa, visto que a França votou a favor e, portanto, não houve uma posição concertada a nível dos 27 estados-membros. De resto, a UNESCO é dirigida por Irina Bokova, uma búlgara e cidadã da UE, cujo discurso não poderia ser mais entusiasta, como se prova por esta versão em francês.

Do tom reprobatório do embaixador de Israel, Nimrod Barkan, nada há a estranhar ou a comentar. É um acto que se inscreve na política da agressão e da anexação ilegal de territórios pelo seu país.

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Israel é um estado viável?

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Há judeus com cara, há sim senhor

É fatal: escrevo duas linhas sobre sionistas e na caixa de comentários aterra a brigada mossad. Limpinho.

Como não tomo uma parte do povo judeu pelo seu todo, fica aqui um exemplo de que nem todos os judeus evoluíram para sionistas. Norman Finkelstein é atacado por uma jovem chorando lágrimas de crocodilo, e responde-lhe a doer:

E assim fica demonstrado haver quem saiba honrar a memória dos seus pais.

vídeo legendado em castelhano, via Renato Teixeira.

Homens – entulho

 

(adao cruz)

Homens – entulho

 Para além de nós há o mundo, e durante muito tempo ignorei o mundo.

 Esqueci as valas comuns que toquei ao de leve, muito ao de leve, não fosse os mortos magoar.

 Nas margens verdes do Dniepre, regadas de lágrimas, onde cresceram flores sobre o chão de Babi-yar.

 Umas de sal e água no mar quente de Bissau bordando a lodo o cais de Pidjiguiti, outras de sangue esguichado das cabeças à tona de água em último respiro, outras de terra ensopada em rios de morte.

 No ventre de um Wiriyamu fuzilado, na penugem de Chinteya, nas balas de Vaina, no esventrar de Zostina.

 Nos gestos de um vulcão de raiva, em cada taça de vingança que nem a morte amansa nos túmulos da Palestina.

 Sangue de Cristo – In Nomine Patris – mártires sem martirológio, corpos fecundos erguei bem alto os ossos descarnados que a morte é de acordar e semear flores na aposta de outros mundos. Erguei os rostos mirrados dos famintos da Terra, dos homens-entulho da grande vala comum, cavada no peito dos Humilhados e Ofendidos pelos homens sem rosto, rasgada no ventre dos Condenados da Terra pelos homens sem alma.

Palestina – Entre um Whisky e um arroto!

Conhecem-se alguns desenvolvimentos sobre o que aconteceu no navio Mavi Marmara, que foi assaltado por um comando Israelita do que resultaram nove mortos e alguns feridos. Mas os mais importantes testemunhos são-nos dados pelos relatórios das autópsias aos cadáveres e por um Sargento que participou na ocupação do navio. As autópsias indicam que os mortos apresentam mais que uma bala disparada a curta distância e que há pelo menos um que levou um tiro na testa e outros dois, levaram tiros nas costa e na nuca.

O sargento Israelita que reconheceu ter morto seis dos nove  activistas, relata que disparou quando descia a corda do helicóptero, e que o fez, porque os seus camaradas que estavam à sua frente a “pousar” na coberta do navio, estavam a ser agredidos pelos activistas e deitados ao mar. Era gente treinada, e com armas para a luta corpo a corpo ( foram encontradas armas e coletes de protecção).

Não sabemos qual será a verdade, o que sabemos é que no teatro de guerra não há bom senso, nem dialogo, nem razão, há mortos e feridos, e tambem sabemos que o que verdadeiramente está em jogo num cenário de “mata, mata” é que uns morrem e outros ficam para contar. E sabemos ainda melhor que quem está de fora, quem não correu risco nenhum, está pronto a apontar o dedo acusador!

Entre dois whiskies tomam-se decisões e partido sem cuidar de ver as circunstâncias que fazem o homem e a sua acção, os bons são os “nossos”, os bandidos, cães, fascistas e nazis são os “outros”. Se alguem tenta colocar a questão ao nível de uma discussão desapaixonada sob o ponto de vista ideológico, interessando compreender para evitar mais dor e sofrimento, ( a diferença viu-se bem nas duas noites em que aqui no Aventar se discutiu o assunto) percebe-se, rapidamente, como as pessoas chegam a conclusões que, se não iguais, são muito próximas e com soluções humanas e respeitosas para com os povos em conflito. (não se pode mandar um dos povos ao mar…)

Mas os bem pensantes,(somos de esquerda! Como se a guerra fosse de esquerda ou de direita) ainda têm um último arroto, antes de largarem a presa. É que a solução passa pela democracia, dois Estados de Direito, num só território e dois povos coexistindo pacificamente. Nem um ” finest old scotch whisky” 15 anos ajuda a engolir “veículos democráticos” necessários para a solução do problema.

E que tal uma Água das Pedras?

Palestina : Jogos de poder!

“Effective leaders help others to understand the necessity of change and to accept a common vision of the desired

outcome.”

John Kotter

No presente caso do actual conflito da Palestina (ver abaixo) torna-se cada vez mais óbvio que tudo não passa de um mero jogo de poder que tem como fim principal  enfraquecer a “Pax Americana” e fazer com que ela apareça cada vez mais um “tigre de papel” perante o mundo. Nesse jogo, tanto os palestianos necessitados como Israel e a “indústria mundial dos bons e preocupados samaritanos” apenas têm o papel de peões e os últimos o de idiotas úteis.

Seria ideal que a “Pax Americana” finalmente acordasse e puxasse um “joker” chamado “New Deal”. Isto lhe permitiria ganhar de novo poder solidário juntos dos povos do mundo e nós nos livrariamos da crescente ameaça de um dia ficarmos sujeitos a quaisquer leis arcaicas.

Rolf Damher

SPIEGEL ONLINE, 06/04/2010

The Problem with Aid: International Donations Not Always Welcome in Gaza


The aid shipment that the Palestinian activists’ flotilla was hoping to bring to Gaza before they were halted by Israeli commandos is now awaiting delivery. But Hamas will only let the badly needed goods into the territory under certain conditions. In the Gaza Strip, aid is not always greeted with enthusiasm.

By Ulrike Putz in the Gaza Strip

You can download the complete article over the Internet at the \following URL:

http://www.spiegel.de/international/world/0,1518,698766,00.html