Sou dos que não se perturbam demasiado com o que muitos passosfóbicos qualificam de subserviência exasperante deste Governo perante a corte de poderes externos que põem e dispõem da nossa vida por via dos cruéis Orçamentos deste Ajustamento. Nem tudo o que parece é, e o velho chinês caricatural, retratado a saudar com sorrisinhos e vénias sucessivas o legado estrangeiro, ao recebê-lo para negociações, é o mesmo que se comporta de forma inflexível e inquebrantável, entre esgares amistosos, levando sempre a melhor. Se neste Governo Possível houver homens para negociar à chinesa, poderemos bem com as suas aparentes mesuras e desmesuras subservientes e com a aparente anuência acrítica perante os interventores externos, desde que, lá no fundo onde a mão esquerda desconhece o que faz a a mão direita, se defenda o interesse geral. Ressalve-se tratar-se esta justamente de uma intervenção externa, a qual, por natureza, salvo determinados limites, põe e dispõe de facto das nossas vidas, e à qual ou obedecemos e cumprimos, de facto!, ou cumprimos e obedecemos na mesma. Quem tem argumentos ou os gera, negoceia. Quem está numa posição de força tende a dominar a negociação e nunca o contrário. Ponto.
Infira-se, portanto, que, para Passos, a obediência ao [e o cumprimento do] processo são um absoluto que nos relativiza, a nós, cidadãos, infelizmente. [Read more…]








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