“Semanário de Notícias”

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[Marco Faria]

O “Diário de Notícias” vai acabar tal como o conhecemos. No dia 17 de Junho, passa a semanário com tiragem aos Domingos. Não é só a contradição de um diário ajustar-se a uma periodicidade semanal – teria de chamar-se em rigor “Semanário de Notícias”, mas isso é talvez o menos importante – é todo um modelo que vai mudar.
Eu habituei-me a ler e respeitar o “Diário de Notícias” (e primeiro foi o “Jornal de Notícias”) como publicação com peso histórico, documento vivo, isento ou contaminado nos bons e maus momentos de Portugal.
A culpa é também nossa, dos leitores 2.0, que deixámos de comprar jornais em papel. Mas, ainda antes da crise das tiragens, ocorreu a tomada de assalto de jornais por grupos económicos que, mais cedo ou mais tarde, abandonam os projectos, deixando um rasto de destruição e de muito de vazio.
Talvez seja uma fase temporária e o DN possa vir a reerguer-se como Fénix renascida. Sempre me fez confusão a distância entre directores/editores/administradores e a restante redacção. Há qualquer coisa que não bate certo, e mais estranho é quando um jornal se torna no centro das notícias pelas piores razões. Longa vida ao DN, que tudo é efémero. É uma sensação angustiante ver a desgraça do jornalismo português neste estado. Que parem as pessoas para pensar.

Austeridade na imprensa

“Governo demite chefe da Armada após caso do submarino desaparecido”, titula o DN. Custava assim tanto não ter poupado no nome do país (Argentina)? Nem uma referência, no título ou no lead sobre não se tratar de Portugal. Trocaram uns poucos cliques dos distraídos que vão ao engodo pela seriedade jornalística.

Olhá claustrofobia democrática fesquinha

António Valle, Assessor de Comunicação de Pedro Passos Coelho, denuncia uma situação muito grave quanto ao DN.

Em nome do DN, na sua prosa, o jornalista João Pedro Henriques ensaia a justificação para explicar porque o DN não publica a mensagem política do PSD. O jornalista assume que o jornal não reporta as posições do PSD (!) porque este se centra em “coisitas menores”, como a denúncia ao ataque que o atual Governo desencadeia a quem contraria a narrativa instalada…

Acontece que, pequeno detalhe, o que afirma Valle é falso.

Lendo o artigo de opinião em causa, João Pedro Henriques escreve na secção de opinião, onde, até, explicita o que pensa reforçando-o com um “pessoalmente“. Em lado algum o cronista fala em nome do jornal.

Mais, Valle retira a expressão, “coisitas menores” de contexto, usando-a em sentido completamente diferente do original. Escreve Henriques o seguinte: [Read more…]

De acordo com alguém que adopta o Acordo Ortográfico de 1990,

a NATO critica a base IX e a Rússia aceita a crítica — ou seja, provavelmente (estamos no pântano ortográfico, por isso, cum grano salis), a frota não para em Ceuta, mas pára em Ceuta. Cuidado. Efectivamente.

Um amplo debate entre os países lusófonos?

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© FRANCISCO LEONG/AFP (http://bit.ly/1ZyvyKi) | http://bit.ly/1TAFD4R

Exactamente porque está transformado numa questão política e não naquilo que deveria ser: uma questão linguística. E educativa, já agora.

António Fernando Nabais

***

Hoje, no Diário de Notícias, durante uma entrevista ao excelente António Fernando Nabais, o jornalista Pedro Sousa Tavares fez o seguinte comentário:

Afinal, houve um amplo debate entre os países lusófonos…

Na página Acordo Ortográfico Não!, Francisco Belard reagiu:

Faltou corrigir o jornalista quando, no final, disse que “houve um amplo debate entre os países lusófonos”».

Efectivamente, ainda ontem, recordei que, «neste contexto, “reabrir o debate” não será a opção mais feliz, pois existe um prefixo a mais. Salvo iniciativas pontuais (uns colóquios aqui, umas audições ali, umas audiências acolá), o debate sobre o AO90 nunca foi aberto, por isso, é um erro mencionar-se uma reabertura».

Para terminar este pequeno texto, gostaria de saudar o Diário de Notícias pela escolha do entrevistado. Excelente!

Pro memoria, eis a entrevista, numa versão em português europeu:

“Está instalado o caos ortográfico”
Entrevista
Diário de Notícias, 09 DE MAIO DE 2016
Pedro Sousa Tavares

Um dos grandes críticos do Acordo, António Fernando Nabais, diz que as declarações do Presidente são um sinal de esperança [Read more…]

São de fato uma pechincha

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© David Rogers/Getty Images (http://bit.ly/1UXLZh3)

Depois de um fim-de-semana extremamente agradável e tranquilo, eis o caldo entornado quer no sítio do costume,

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quer alhures.

de fato uma pechincha

Desejo-vos uma óptima semana, sem estrangulamentos e sem constrangimentos.

Valha-nos Vítor Constâncio!

VC

Pedro Tadeu, no Diário de Notícias:

Alegremente vejo os principais articulistas da especialidade a confiar no futuro pelo facto de o controlo da situação passar para o Banco Central Europeu, esperançosos em que as novas regras de regulação impeçam novos problemas. Como o homem que comanda essa regulação se chama Vítor Constâncio, o mesmo governador do Banco de Portugal “torpedeado” no caso BPN, não vislumbro motivo para tanta fé.

E esperar que a União Bancária, um lago onde nadam tubarões muito maiores e mais vorazes do que os peixinhos financeiros portugueses, seja água limpa e segura para pôr a nadar o nosso dinheiro só pode mesmo ser vontade de afundar, de vez, o que resta do país.

Valha-nos Vítor Constâncio, que isto de ganhar o dobro do salário da presidente da Reserva Federal não pode ser à toa.

Yeah right…

Quem está a mentir?

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Fonte não identificada do novo governo terá admitido, segundo o Diário de Notícias, que

os novos governantes tomaram posse na quinta-feira passada, rumaram depois aos respetivos gabinetes – e repararam que do ponto de vista do OE 2016 o trabalho produzido na anterior administração foi zero – mesmo aquele trabalho orçamental que não tem nada que ver com opções políticas de fundo.

Confrontado com esta informação, o ex-secretário de Estado do Orçamento Hélder Reis veio desmentir a acusação

Todo o trabalho preparatório foi feito. A Direção-Geral do Orçamento tem toda a informação sobre os plafonds de despesa definidos em abril por ministério, bem como as perspetivas de investimento.

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Moção de Rejeição do PS na íntegra

via Diário de Notícias.

Jornalismo de primeira qualidade no DN

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Aliás, reportagem. Por Manuel Carlos Freire. Como se percebe do título, o busílis consiste em ser um concelho comunista. Ainda os comunas não chegaram ao poder e já estão a meter areia na engrenagem.

O folhetim do Diário de Notícias

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Anónimo Aventador

Escrever prosas ficcionais é bom para todos os escribas. Mas não se pode fazê-lo num jornal de referência, apresentar a ficção como notícia e deixar as redes sociais fazerem o seu trabalho de confusão junto dos leitores. Esta invenção de um anónimo (é mesmo assim que a direcção do DN permite que se assine o seu “folhetim de Verão”), é escandaloso do ponto de vista ético, já para não falar na responsabilidade que os jornalistas, editores e directores têm para com o público. Fica a nota à navegação: o artigo mais lido do dia no DN é ficção. E da má, ainda por cima.

Miguel Relvas, o cabeça-de-lista

To give you an example of the magnitude of the error, to believe that the world is less than 10,000 years old, when in fact we know the world is 4.6 billion years old, is equivalent to believing that the width of North America from New York to San Francisco is less than 10 yards.

Richard Dawkins

***

Através do Jornal de Negócios, fiquei a saber que

A EDP lançou a campanha “Um século de energia”, o único trabalho publicitário realizado por Manoel de Oliveira na sua carreira com oito décadas. Este foi o ponto de partida para a energética lançar um concurso cujo vencedor vai ser premiado com a oferta de 100 anos de energia – electricidade e gás natural.

A EDP, segundo o Público, apresenta a curta-metragem

como “uma obra inédita”, “o último trabalho realizado pelo mestre Manoel de Oliveira”, e que deu origem à “única campanha de publicidade” na carreira do realizador.

Vejamos, então, o contributo desta curta-metragem para a ortografia portuguesa: direção, diretor, projeções, Abril, electricista e hidroeléctrica.

energia

Quanto ao sítio do costume, hoje, não há grandes novidades.

contatar

 

Quem quiser novidades, pode encontrá-las no Diário de Notícias[Read more…]

Sobre o milagre do emprego IV

Taxa de desemprego sobe para 13,7% (+ 14,6 mil desempregados) no primeiro trimestre” (DN)

Ferreira Fernandes propõe: “Na frase, mude-se ‘revolução’ por ‘guerra'”

Eu proponho que, na segunda frase, se escreva ‘confecção’.

DN apaga notícia online

Estava aqui, e ainda continua na cache do google. Nem tem nada de especial, é apenas mais uma ligação de Marques Mendes ao mundo da trafulhice, coisa que deixa os responsáveis da SIC muito mais descansados.

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A Abreu Advogados – escritório de Lisboa em que Marques Mendes é consultor desde 2012 – tratou de uma em cada três atribuições de visto gold a estrangeiros pedidas ao Serviço de Estrangeiros e Fronteiras (SEF). Na sua maioria referentes a cidadãos chineses.
No total, este escritório de advogados fundado por Miguel Teixeira de Abreu, terá ajudado na obtenção de um número substancial destas autorizações de residência, juntamente com a sociedade de advogados PLMJ, fundada por José Miguel Júdice e da Caiado Guerreiro & Associados. Segundo soube o DN, este levantamento estatístico foi feito, está referenciado na investigação da OperaçãoLabirinto e ajudou a que Ministério Público e o juiz de instrução criminal,Carlos Alexandre, percebessem melhor onde e como procurar os indícios relativos a alguns arguidos.

Russians

America it’s them bad Russians.
Them Russians them Russians and them Chinamen. And them Russians.
The Russia wants to eat us alive. The Russia’s power mad. She wants to take our cars from out our garages.

— Allen Ginsberg, America

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Pois é.

Nem tudo depende da perspectiva e da concepção. Há outros aspectos a considerar.

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Efectivamente, segundo o Houaiss (*), ‘interceptar‘ é um verbo [Read more…]

Jornais independentes

Saíram dois cronistas de esquerda do DN, permanece um amputado mental.

Já faltou mais para o Estado

ter de resgatar o Diário de Notícias e o Jornal de Notícias. A Controlinveste quer vender os edifícios históricos onde funcionam as redacções.

Paulo Bento é o novo seleccionador do Brasil

Ajude Paulo Bento a escolher os 23 jogadores da seleção nacional”. Seleção? Sim: seleção.

A sexualidade reprimida

de Oscar Mascarenhas – um direito de resposta com tudo no sítio.

Ronaldo, a projecção e a *projeção

Soube, através do Expresso, que António José Seguro teria feito uma referência à projeção do nome de Portugal, a propósito da Bola de Ouro, ontem entregue a Cristiano Ronaldo.

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Contudo, de facto, o secretário-geral do Partido Socialista não mencionou qualquer projeção. Seguro referiu-se tão-somente à projecção do nome de Portugal. Projecção. Exactamente.

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Segundo nos conta o Diário de Notícias, o actual primeiro-ministro, Passos Coelho, ter-se-á referido quer ao capitão da selecção nacional, quer à seleção nacional.

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Novidades? Nenhumas. O caos ortográfico está instalado e a culpa, garanto-vos, não é certamente do capitão da Selecção. Sim, da Selecção.

Ontem, os *artefatos *piroténicos

Sim, ontemHoje, “o *fato de as mulheres abusarem”. Obrigado, Rui Miguel Duarte, pelo apontador.

Manuel Maria Carrilho pergunta

Mas, afinal, para que é que eles servem? Eles são os economistas, claro

A minha dúvida não é exactamente a mesma, mas, admito, existem bastantes semelhanças:

Mas, afinal, para que é que ele serve? Ele é o Acordo Ortográfico de 1990, claro.

MMC

Respectivamente, sim, mas só para alguns

Diário de Notícias entrevistou José Carlos — futebolista que, como se depreende e bem, nunca representou a selecção brasileira.

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Pois, segundo o ILTEC, ‘respectivamente’ “não é usado em Portugal”.

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Contudo, se a Folha de São Paulo tivesse entrevistado José Carlos, em vez de *respetivamente, teríamos ‘respectivamente’.

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Bem-vindos, de novo, ao fabuloso mundo da “unidade essencial da língua portuguesa“.

Explicai-me, sff

RTP excessão

De Caras, RTP, 19/6/2013 (http://bit.ly/12J0oFc)

Não havendo, em português europeu, qualquer razão para se escrever *direção em vez de direcção (ver explicações fastidiosas, lá em baixo, na Nótula I), é compreensível que o actual director do Expresso, Ricardo Costa, tenha infringido as “regras” adoptadas por uma direcção anterior à sua.

Expresso 472013

Em suma, Ricardo Costa escreve direcção porque é português. Se fosse brasileiro, escreveria direção. Contudo,até prova em contrário, o Expresso ainda não terá emigrado para o Brasil. Porque é que o Expresso determinou a adopção do AO90? Não sei. Qualquer dia, explicar-me-ão.

Quanto à imagem da entrevista a Nuno Crato, com a supressão do ‘p’ de excepção, a ocorrência de erros semelhantes àquele tenderá a aumentar — sim, a aumentar; exactamente, a aumentar (ver explicações fastidiosas, já a seguir, na Nótula II).

Ah! Podem (e devem) corrigir, como fizeram anteontem. Andam a esquecer-se é dos outros *contatos — sim, daqueles. Antes de passarmos às nótulas, aproveito para vos desejar um óptimo e espectacular fim-de-semana.

Nótula I: [Read more…]

Efectivamente, era o fato

Fábio Poço/Global Imagens (http://bit.ly/100qyEx)

Fábio Poço/Global Imagens (http://bit.ly/100qyEx)

Naquele tempo, quando ainda escrevia numa inteligível ortografia portuguesa europeia, Ferreira Fernandes não acreditava que “fato e morada indiciassem um destino” — a propósito, a grafia da ficha técnica do DN daria para um tratado, mas hoje, como sabemos, é domingo.

Porém, segundo o Record,

Carlos Pinho, presidente do Arouca, destacou o fato de Pedro Emanuel sempre ter sido a primeira escolha

Já se sabe, é a vida: há quem atribua importância ao estilo de Mourinho, quem se deslumbre com os fatos de Costinha, quem prefira o fato de Jol, quem recomende os modelos de casaco de corte direito ou assertoado e quem se dedique ao catálogo das cores dos casacos de Merkel.

Depois do fato (de roupa), do fato de Monti, do fato no momento certo, do fato de Pinto Ribeiro, do fato de Octávio Ribeiro, dos fatos e afins do Diário da República, do fato daquela revista e da prova de fatos, temos o fato de Pedro Emanuel (pois, também temos um ‘projecto’, apesar dos *’objetivo’).

Sim, o fim-de-semana está prestes a acabar, mas ainda vamos, creio, a tempo de um desfile.

Sou contra a *co-adoção de crianças por casais do mesmo sexo

Estava sossegado a tomar o meu café, depois de umas páginas sobre o Cícero e o Timeu de Platão, quando, sei lá bem porquê, comecei a ler as notícias do dia e me deparei com um título fundador (já S. Tomás de Aquino lembrava, no De Ente et Essentia e bem acompanhado pelo Estagirita, que “[q]uia parvus error in principio magnus est in fine”). Decidi, muito rapidamente, trazer de novo ao Aventar aquela que é, aparentemente, uma das mais enigmáticas bases do Acordo Ortográfico de 1990 (AO90): a XVI.

Segundo o Público, «[d]epois de Áustria, Finlândia, Alemanha e Israel, Portugal é o quinto país onde a co-adopção de crianças por casais homossexuais foi aprovada». Acrescentaria que, sendo o quinto país em que a co-adopção de crianças por casais homossexuais foi aprovada, Portugal será muito provavelmente o primeiro a não saber escrevê-la. Salvo honrosas e excelentes excepções, como o Público.

Efectivamente, segundo a base XVI do AO90, «[n]as formações com prefixos (como, por exemplo […]  (co- []), só se emprega o hífen nos seguintes casos: a) Nas formações em que o segundo elemento começa por h: […], co-herdeiro […]; b) Nas formações em que o prefixo ou pseudoprefixo termina na mesma vogal com que se inicia o segundo elemento […]; Não se emprega, pois, o hífen […] Nas formações em que o prefixo ou pseudoprefixo termina em vogal e o segundo elemento começa por vogal diferente […] coeducação».

Ora, sabendo nós [Read more…]

Felizmente, há jornais que usam “a nova ortografia”

Há quase dois anos, Edviges Ferreira, deixou-nos descansados, pois «a comunicação social já está quase toda a usar a nova ortografia», o que «irá facilitar».

Sim, ainda bem. É a nossa sorte.

JN 852013

A Impostura de Monsenhor Bardamerda

Espero sempre o pior dos que se têm a si mesmos por donos do Regime, especialmente quando persistem em encher de treta aquilo que pertence à crueza dos números: um Estado tornado inviável e agora acossado por exigências de rigor  desde o núcleo do Poder Político Europeu, estando em causa, conforme está, a saúde mesma do Euro. Não estranho sequer que a senecta abécula Soares, um desses donos regimentais da Coisa Pública como coisa sua, alguém que sempre abusou da influência por detrás dos panos, alguém que sempre enfastiou a Opinião Pública e abusou dos media, comente pela enésima vez outros titulares no exercício de cargos públicos, cargos que já ocupou, e o faça em termos chulos, num tom vexatório, desleal, incompetente e desonesto, e, sim, mal-fodido. [Read more…]

Queixa feita ao provedor do DN

Caro provedor,

Fui leitor e comprador do DN desde que o José Manuel Fernandes liquidou o “Público”. Até hoje. Um jornal que se permite publicar um retrato biográfico/perfil de Hugo Chávez sob o título, na versão on-line, de “Chávez: um caudillo dos tempos modernos” e, na versão  impressa, de “o caudilho do pós-guerra fria que criou a nova Venezuela”, da autoria de Albano Matos, indicia uma falta de seriedade, rigor e isenção com a qual não posso, atento o estatuto editorial do jornal, conviver. Pois uma coisa é opinar acerca da figura de Hugo Chávez ou reportar o modo como alguma opinião pública e publicada o via ou vê, outra é,  desrespeitando não só os valores jornalísticos acima referidos, como o povo que nele livremente votou e por isso a própria democracia, associá-lo a um ditador fascista que se perpetuou no poder pela subjugação violenta.

Sabendo que outros leitores do DN partilham esta opinião (atentos os comentários on-line recolhidos pela dita peça jornalística) e porque não deixarei de manter acesso a recortes de imprensa na área dos media, passando a ler o DN apenas por dever de ofício, gostaria de obter a sua opinião sobre o que entendo ser um atropelo deontológico significativo que põe em causa a integridade do jornal, visto que nos permite pensar que  outros assuntos não serão por ele tratados com a equidistância que se exige.

Grato desde já

E com os melhores cumprimentos

João Pedro Figueiredo