Da Opinião Ordinária, Insidiosa e Habitual

Hoje é dia de mais opinião ordinária e habitual. Ordinária, porque finge que nasceu ontem. Habitual, porque é palavra de donos disto, arrogados donos morais e institucionais disto-Portugal. Só os que se concebam donos do Regime, como Soares, se alarmam sobremaneira com o confisco que lhes sucedeu impensável também a eles: cansativamente, pronunciam-se sobre a Europa, sobre o País, mas o País suporta mal quer o Fisco Brutal quer o trajecto sanguessuga desses pais e herdeiros imorais do Regime. Ordinária, porque não disfarça os seus intentos pessoalíssimos, a busca na secretaria «Demetir, demetir e demetir!» da desesperada reversão dos prejuízos causados pelo recuo governamental dos apoios à Fundação. Habitual, porque o rei intocável, jarra melindrosa do Regime, não se enxerga: olho para o crepuscular Mário Soares e penso no Dâmaso Salcede que Eça pintou: a mesma figura, a mesma ridícula obsessão por si mesmo inexistente e pelos modelos estrangeiros, mas que nem em França hoje encontram guarida e defensor.

Quem haveria de ousar beliscar essa Estátua Ambulante à Glutonaria e ao Privilégio de Estado?! Sobre a situação portuguesa, a Vetusta Múmia Soares descobre que não vai mal. Vai péssima. «Piora, dia a dia, semana a semana, mês a mês, ano a ano.» Porquê? Porque o actual Governo está no poder. A Múmia apela a que observemos as estatísticas. Sim, nada melhor que estatísticas para comprovar a aguda capacidade de observação de uma Múmia. Nada como imputar inteiramente ao Governo a situação.

Mas há mais. Este Sacerdote Vestal Mumificado sugere que o Governo vai dividido [dividido, não, «devedido»]. Ora, não importa se é verdade. Importa o facto de ser a Múmia a dizê-lo. Ser ela a pronunciar-se sibilina só pode representar estar o interesse geral do lado oposto, para não falar da derrota do argumentário devido à nula idoneidade do argumentador. Sim, porque já toda a gente sabe que o Governo vai impopularíssimo e que cometeu erros e que tem aselhas e que obedece à Merkel, e que é um porta-estandarte do EuroGrupo e da defesa do Euro-Moeda, e obedece ao FMI, ao BCE, e ao diabo que o carrega. Mas há mais Portugal para além do Governo, um Portugal que Soares, o seu Legendário Umbigo, a sua inenarrável Omertà Favoritista, não conhecem. Há, pelo menos, uma longa caminhada sugadora nas costas do sugador, dono de um sugadouro, uma história de ganância cujo nome por acaso é Soares.

Uma Múmia que pactua com e abraça um Ladrão, hoje feliz e intocável em Paris, não tem moral para escrever acerca de demissões nem para arrogar-se em consciência da Nação. Não deveria debitar. Por pudor. Se há uma reserva moral da Nação, está em silêncio, está em agudo sofrimento moral, estomacal, físico, espiritual. Quem fala e opina pelos megafones dos media com imoderação pornográfica é a Reserva Imoral da Nação, a parte mais rapace e bem sucedida em saciar-se e cevar-se dela, de todos nós, ao longo das últimas décadas.

Mas há mais. O Imponderável Soares, que sempre foi uma piscina de veneno, diz que Paulo Portas deseja abandonar este Governo. Até pode ser verdade, mas vindo do Imponderável Mário soa a dejecto gratuito, àquele tipo de boca só para meter nojo. Diz a Majestática Paralisia que «o PSD, se não me engano, são hoje dois Partidos: o que aprova a política do Governo (muito minoritário) e o que a desaprova totalmente, embora por razões diferentes (maioritário).» Até pode ser verdade, será até mesmo verdade, ok, pronto, é verdade, mas vindo da Suma Paralisia Egolátrica soa a diarreia e a mal intencionado postulado zarolho, até porque há também dois PS: o PS do Memorando, assinado, repito, assinado; e o PS dos Galamba, dos Rapazolas Pedro Marques e Basílio, disposto a rebentar com isto, desde que lhe caia no colo o Poder e todos os dividendos políticos que deveriam estar a zeros, se houvesse uma réstia de dignidade, memória e brio neste eleitorado encornado. O que faz Sua Alteza Dom Soneca Soares, na sua majestosa impostura monumental?! Chantageia! «Demetir». Chantageia com a face dolorosa dos factos. Chantageia com a face negra da Hora, mas com todos os ovos da insídia colocados no grande cesto dos seus intuitos e objectivos pessoalíssimos.

Mas há mais. O Inaudito e Indescritível Soares cita o caso do ministro mais livre, mais sábio, mais bravo e independente deste Governo, Álvaro Santos Pereira. Toda a gente sabe que as vaias não são critério de justiça nem de avaliação digna de confiança. Álvaro, que não precisa da Política para nada, ao contrário de Soares, que alicerçou no Estado todo o seu poder pardo, Padrinho de milhares de afilhados, alerta com coragem para os perigos do excesso de austeridade, mas não o faz no patamar populista e demagógico de Sua Alteza ou do célebre parvalhão que timona o PS. Fá-lo leal e construtivamente. E que conclui o Papa-Lagostas do Socialismo Aristocrático? Isto: «Quer dizer, boa parte do Governo Passos Coelho não se entende entre si.» Mas já não se vive na divergência criativa, mesmo e sobretudo num Governo?! E o que pensa a Troyka do que pensa o Álvaro ou do que desejam os portugueses garroteados pela austeridade?! A velhice, caro Relíquia Soares, que poderia ser para si um espaço de pacificação e luminoso equilíbrio, não passa de um tinir avarento e erróneo. A velhice é fodida!

Mas há mais. Sua Altíssima e Perspicacíssima Sondante Pessoa, Soares, afere o que «a esmagadora maioria dos portugueses pensa» do Governo Passos Coelho e de ele próprio, Pedro Passos Coelho. E note-se como é sujo e traiçoeiro a Vetusta Entidade em Forma de Sonda: porque, diante do pensamento geral sondado como devastador sobre o incumbente Passos [que de facto mentiu, que falhou, que crudeliza o que é cruel e não suaviza o que não é suave],  «seguramente que há muito teria tido a honradez de se demitir» [demitir, não, «demetir»].

O País não aguenta esta merda nem merdas como este Oráculo Caga-Tacos: todos os freitas, todos os soares e todos os outros que desfilam iguais, opinam o mesmo, acordados de repente no meio do grande incêndio que na verdade acalentaram, soprando, peidando o seu metano odioso, apoiando incendiários ainda piores, mentirosos, intrujões, criminosos, que não escapariam ao crivo do sistema penal mais pilantra de uma República Pelintra Africana qualquer. Agora é tarde. Para os devidos efeitos, o Orçamento para 2013 vai consumar-se aprovado, inaugurando uma safra inaudita de devastação honrosa. Pagar-se-ão muitas dívidas. Sanear-se-ão muitas Empresas Públicas com défices acumulados.

A Vetusta Calamidade Facciosa Soares termina o seu lençol no Diário de Notícias, recordando que o medo grassa por aí. Sintomático. Sob o signo do medo e da desorientação, do sem saber o que fazer ou para onde podemos ir, temos Sua Excelentíssima Excrementícia Paz d’Alma a agoirar, introduzindo o seu grãozinho de cocó de Esquerda Radicalóide [repleta de futuro tumular] na pesada cruz geral. Uma vez mais, por amor de si mesmo e dos seus interesses, olha implorativo para o Presidente da República e para o Tribunal Constitucional, na esperança de que daí lhe venha o alívio [«demetir, demetir e demetir»] que não encontra na bojudíssima e antiquíssima conta-cacho bancária.

E termina, ominoso, vácuo, parlapatão, recordando que o «Governo está cada vez mais impopular (se é possível) […] se teimar em continuar como tem estado, vai acabar muito mal. O desespero leva à violência, como a história nos ensina.» Conviria lembrar aqui o Dr. Ominoso Soares que todos queremos que o Governo se foda, termine mal ou termine bem, desde que alguma coisa se aproveite do País e para o País, que não começou só agora a ser comido por lorpa. Pergunte-se, aliás, o Excelso Soares o que nos fez a sua prole, o que preparou para nós essa prole-bando, o mais rasca e mais reles de políticos ditos socialistas.

Comments

  1. Amadeu says:

    Este palavroso vem-se quando lê o Soares. Só pode.
    Mas em vez de efluir o seu precioso líquido corporal na intimidade do seu quarto de banho, ou lá onde for que lê o DN, posteia-nos com mais vómito anafilático anti xuxialista.
    Que o senhor esteja contigo.

    • palavrossavrvs says:

      Não tenho culpa que o Amadeu seja militante. Nem todo o socialista é mau. Mas o que não é mau, é raro.

      Estou aqui para irritar. Lamento, meu caro Amadeu. E olhe que gosto de si. Há socialistas-excipiente e socialistas substância activa. O meu caro inscreve-se em que grupo?

      • Amadeu says:

        Essa de eu ser militante e logo socialista deixou-me com um sorriso monalítico que vai durar praí até às 6 da tarde. Obrigado.
        Também gosto de si, Joaquim, especialmente quando não acaricia ressentimentos antigos. Acho que temos algo em comum, mas sonhamos com futuro diferentes.
        Grupo ? Fujo de rótulos como o diabo da cruz. Nem sempre o consigo. Talvez use uma máscara anónima na próxima manif.

  2. patriotaeliberal says:

    (…)
    E aqueles que por obras valerosas
    Se vão da lei da Morte libertando,
    Cantando espalharei por toda parte,
    Se a tanto me ajudar o engenho e arte.
    Cessem do sábio Grego e do Troiano
    As navegações grandes que fizeram;
    Cale-se de Alexandro e de Trajano
    A fama das vitórias que tiveram;
    Que eu canto o peito ilustre Lusitano,
    A quem Neptuno e Marte obedeceram.
    Cesse tudo o que a Musa antiga canta, Que outro valor mais alto se alevanta.
    E vós, Tágides minhas, pois criado
    Tendes em mi um novo engenho ardente,
    Se sempre em verso humilde celebrado
    Foi de mi vosso rio alegremente,
    Dai-me agora um som alto e sublimado,
    Um estilo grandíloco e corrente,
    Por que de vossas águas Febo ordene
    Que não tenham enveja às de Hipocrene
    (…)

    Os Lusíadas, Canto I

    • palavrossavrvs says:

      Ainda bem que que o P&L comparece com este naco… Eu simplesmente Amo Derreadamente Camões Épico, Camões Todo, aliás.

  3. João says:

    Subscrevo o conteúdo e a linguagem usada. Chega de tolerar com falinhas socialmente correctas, os podres das figuras do regime, como este designado “pai da Pátria” Soares, que como muitos outros, tem comido (e continua a comer com a sua Fundação) à mesa do Orçamento de Estado. Há que começar a chamar “os bois pelos cornos”, antes de se partir para outras formas de indignação, como por ex.º, não continuar a votar nos mesmos figurões representantes da plutocracia. No dia em que o voto em branco falar mais alto, talvez o regime trema e/ou caia e, finalmente, se feche o ciclo da roubalheira e da fantochada, dando lugar a algo mais digno e mais próximo de uma verdadeira democracia representativa dos interesses da Nação.

    • Amadeu says:

      Mais um real lambedor de cús majestosos. São poeira da História que se levanta em tempos de mudança.


  4. No fundo, apesar de todas as lamúrias o Palavrosavrrrr é um fervoroso apoiante deste governo! No fundo, com todos os floreados diz o mesmo que a maioria, o governo e todos os avatares televisivos sa situação: isto é tudo muito mau mas tem de ser porque os que cá estiveram antes foram uns bandidos. Podia limitar-se a dizer sempre esta frase que poupava em esforço e ia dar ao mesmo. E ai de quem ousar atacá-lo que leva logo com uma dose de diarreia cerebral do palavrosavravr! A culpa é só do Sócras, a culpa é do Sócras…….repetir até á exaustão e depois repetir outra vez até á morte e depois repetir outra vez até no além! A verdade é que o Sr. palavrosssavras nunca, aposto, conheceu o medo de ser interrogado por uma polícia política, nunca conheceu o interior de nenhum calabouço, nem nunca foi forçado ao exílio por defender aquilo em que acredita. E acontece que o Presidente Soares já conheceu tudo isso e bem pior quando o Sr. palavrvross ainda nem devia ter nascido. Portanto, critique como é seu direito ( um dto pelo qual o Dr. Soares lutou) mas evite a ignomínia. Se puder ser. Se não puder, bardamerda…

    • armindo vasconcelos says:

      Posso saber qual o meu direito pelo qual Soares tenha lutado?! Agradecido.

      • Nuno Valério says:

        Já ficou esclarecido, pela leitura da resposta do JP? Os seus livros de história política devem estar a tombar com o peso do pó…

    • Nuno Valério says:

      Este foi o comentário mais certeiro, na minha óptica. Tenho um apreço pela torrente verbal do autor de mais este post, todavia ainda consegue enojar-me e indispor-me a novas leituras – de novo – pela contaminação fecal que se assenhora das suas sinapses quando a rosa ou o punho fechado se desenham nas paredes do seu espaço mental. Mas, penso que na liberdade de expressão que temos, tão própria deste regime a que, enfim, ainda designamos de democracia, tem que se relativizar estes traumas esquizofrénicos (perdoem-me,com toda a sinceridade, aqueles que padecem desta doença) deste escriba do Aventar. A história da descolonização vai, aos poucos, sendo escrita, a história do PREC vai, aos poucos, sendo escrita. Talvez o escriba, no seu percurso de actualização, consiga erradicar, ou pelo menos amenizar, os traumas que tem em relação ao Dr.º Soares.

      • palavrossavrvs says:

        Caro Nuno, obrigado pelo comentário. Normalmente, admiro ser confrontado e juro que aprendo sempre com o que leitores respeitáveis e fundamentados, como o Nuno, me possam fazer ver, sentir, compreender.

        Confesso que tenho um problema com o Partido Socialista e com algumas figuras dele: há socialistas que pela sua independência e rectidão, pensamento crítico e liberdade de espírito, me merecem um apreço e uma admiração irredutíveis. São tão raros, porém. Gosto de ler Carrilho, gosto de Henrique Neto, gente nos antípodas da qual está uma Edite, um Vitalino, um Lello, um Ricardo Rodrigues, tralha politiqueira nacional, que se deu bem de mais com o Regime, décadas a enfastiar os pobres portugueses que apanham com eles nas TV a bojardar, a espingardar insinceridades tácticas, quando o que nos urge é verdade e pureza por Portugal.

        • Nuno Valério says:

          Caro escriba,

          A sua veia panfletária tem uma antítese “perfeita” na ponderação e lucidez que emanam da sua resposta, a qual me honra. Este facto traduz, na minha humilde interpretação, a sua banda larga de pensamento e reflexão. Acredite que, não tendo eu “problemas” com o PS, não me revi em muitas das suas opções de governo (Soares, Guterres e Sócrates) tomadas, nem me revejo em muitas das actuais opções enquanto maior partido da oposição, muito menos concedo qualquer espécie de atenção a figuras como aquelas a que aludiu. apenas repúdio. Renovo-lhe esta minha percepção: perante o estatuto de “protectorado” que tem actualmente o nosso país, devemos, em todos os meios que nos aprouver, tentar empreender o nosso melhor contributo para a clarificação daquilo que verdadeiramente desejamos que seja o país em que, por enquanto, vivemos. Por outras palavras, olhar colectivamente o nosso futuro imediato.


  5. O direito a expressar livremente a sua opinião. Que estava proibido durante a ditadura contra a qual o Mário Soares lutou, durante décadas, como advogado de presos políticos, como activista político, como membro da candidatura de Humberto Delgado etc.. Contra o fascismo e pela democracia e portanto pelo direito a expressar e publicar e “aventar” as opiniões, os pensamentos, as convicções políticas e ideológicas sem se arriscar a ser perseguido judicialmente, a ser torturado e preso pelo Estado. Foi portanto também por isto que Soares lutou, ele e muitos outros. É bom não esquecer.

    • palavrossavrvs says:

      O Dr. Soares efectivamente lutou, descansou e suspirou. Mas, mal pôde, mandou às malvas a luta para passar a consagrar-se à safra do apanhar, basta ler Rui Mateus para perceber que para lá da paixão pela liberdade, havia uma ainda maior pelo Dinheiro-deus, dinheiro-poder de eminência parda, figura tutelar do Regime a quem toda a desmesura e facciosimo se tolera: ninguém como ele para apanhar no sentido medieval e vicentino do termo.

      Uma coisa é lutar como activista político. Outra, é lutar como arranjista colado à política-teta, dinheiro, subvenção, privilégios, reformas, benesses, guarda pessoal pago pelos contribuintes, poder perene. O incomensurável ego laico do Dr. Soares jamais se contentaria com um capítulo gordo na História de Portugal. Era preciso também um Cofre Forte, os Contribuintes como Fonte de Receita, e uma mão Papal e nada frugal sobre o Regime.

      Se há aspectos meritórios em Soares, palmas. O pior foi o resto.

      • Maquiavel says:

        Aspectos meritórios em Soares? Uff… talvez estejam escondidos na mesma gaveta onde fechou o socialismo… pena é que tenha mandado fora a chave!
        Soares… täo democrata que ele é, coitadinho. Entrou no PCP a pensar que ia directamente para o topo (deve ser por ser dótor e falar francês), mas quando o Álvaro lhe disse que tinha de começar pela base, como os outros, tratou de inventar um partido só para ele. O Zenha que o diga!

        • Nuno Valério says:

          Reli 2 vezes, e só me é possível concluir: a ignorância por vezes, como esta, é mesmo atrevida.


  6. Eu honestamente não sei bem do que fala quando faz essas acusações a Soares. Também li umas coisas do “Memórias de um PS desconhecido” mas a mim não me basta que alguém aponte o dedo como no caso Casa Pia. Que o Soares seja um santo não tenho veleidades. Mas a sua história e o seu currículo político para mim chegam para lhe conceder o benefício da dúvida. Sei que o homem tem uma fundação que naturalmente como muitas outras recebe dinheiro do estado. Se a Fundação tem utilidade e gasta bem os fundos óptimo se não que acabem com ela, mas que seja a administração do estado a fazer uma inspecção rigorosa e a dizer que há dinheiro mal gasto e que a Fundação deve fechar. Até lá parto do princípio que aquilo é bem gerido. O Soares recebe uma pensão de ex-Presidente da República. Acho bem se a ela tem direito. Quer saber de quantas pensões usufruía o Cavaco até o Sócrates abolir essa acumulação? Mais o ordenado de PR. Tudo o resto são preconceitos contra o velho bochechas. Se o Sr. palovrsss não aprecia o Dr. Soares muito bem está no seu direito. Mas admita isso e use argumentos válidos. Se não, é só atirar lama e por amor da santa em lama estamos nós a nadar a tempo de mais.

    • palavrossavrvs says:

      Há um juízo moral e político que se deve fazer sobre o discurso e o tipo de intervenção papal e arbitral de Soares na vida política: é aí que o desconforto e a sensação de estranhamento e escândalo se me acendem. Considero-o, a esse discurso, anquilosado, parcial, pernicioso.


  7. O homem só tem a importância que lhe dão…

  8. José António says:

    Quando a política é entendida como um clube de futebol, a racionalidade vai para o tecto, sobrando a asneira e a ofensa.
    Se estamos a nadar há tempo de mais na lama, muito se deve à postura de nababos como o Soares, que à época apadrinharam sem qualquer rebuço crítico, toda a bosta socrática de que agora também se fazem sentir as consequências.
    Gostei da paleta crítica do palavrossaurus e das respostas que pontualmente e com humor foi libertando .
    Dizer isto não é apoiar este governo, que só desgraçadamente o é porque elegeu a mentira como estratégia para chegar ao poder, elevando-a à máxima potência, superando aí o seu antecessor.
    É urgente uma revolução, uma mudança, que não tem que ser sanguinária: a Islândia poderá ser uma referência, pois deu um valente pontapé na classe política dirigente, meteu na prisão alguns dos principais responsáveis e fez o manguito ao FMI e aos mercados.
    Por cá, enquanto o povo (ou o exército) não se mexer, o nosso destino já está traçado. Não sobrará nada como na Argentina.
    No filme “Memórias do Saque, 2003” – com 1h e 54m – poderemos perspectivar o nosso futuro: ver aqui http://www.youtube.com/watch?v=d0ICAGrdLlo&feature=relmfu

  9. José António says:

    Peço desculpa, “há tempo” e não “à tempo”.

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