O maior assalto fiscal de sempre começa amanhã

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Esta posta não tem nada a ver com Vítor Gaspar. Mas sempre que penso em enormes aumentos de impostos, é o director do FMI que me vem à cabeça. Por esse motivo, e porque amanhã se inicia um dos mais violentos assaltos ao contribuinte de que há memória, decidi usar este belo sorriso do nosso saudoso antigo ministro. Esteja ele onde estiver, absorto em exceis ou a disparar chumbo grosso no próprio pé, estou certo que estará a sorrir e a pensar: “Queixastes-vos de mim, gastadores? Então sofrei agora nas mãos dos estalinistas e chorai, ingratos!” [Read more…]

Vítor Gaspar aponta o dedo a Vítor Gaspar

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Durante os dois anos em que foi ministro das Finanças, Vítor Gaspar foi extremamente competente no que toca a enormes aumentos de impostos. Porém, no capítulo do défice, à semelhança dos seus antecessores e da matematicamente genial e infalível Maria Luís Albuquerque, o ex-ministro de Passos e Portas falhou redondamente.

Exportado para o FMI, onde assenta que nem uma luva, Vítor Gaspar regressa agora para explicar o seu fracasso à frente da gestão das contas públicas portuguesas. Num artigo, cuja autoria partilha com dois colegas do Fundo Mercenário Internacional, Gaspar revela a causa por trás de fiascos como aqueles que protagonizou: a culpa é dos políticos. Políticos como Gaspar, Teixeira dos Santos ou Maria Luís Albuquerque que, segundo o director do FMI, não cumprem os planos que traçam e violam sistematicamente as regras orçamentais. [Read more…]

Previsões do FMI: Boas notícias

Diz o FMI no seu último relatório que Portugal não vai cumprir o défice de 3% em 2016.
Vamos ler com atenção e o autor do relatório é Vítor Gaspar, o antigo ministro das Finanças. Tendo em conta o acerto das suas previsões enquanto esteve no Governo, exultamos. São boas notícias.

Leituras complementares:
Não é de agora que Gaspar falha previsões
Portugal falha regresso ao mercado previsto por Vítor Gaspar
A última previsão falhada de Vítor Gaspar
Marcelo diz que Gaspar é mais astrólogo do que Ministro das Finanças
Vítor Gaspar pede demissão e admite falhanço das metas traçadas
Marques Mendes contra Vitor Gaspar: «Um falhanço desta natureza retira confiança»
Vítor Gaspar: Anatomia e dissecação de um colossal falhanço
O perigo chama-se Vítor Gaspar
Vítor Gaspar assume que errou num compromisso político central
Vítor Gaspar confirma orçamento rectificativo
Vítor Gaspar admite um segundo rectificativo
Vítor Gaspar: Aprendo com os meus erros

Uma choldra com Constituição

A forma como está a ser noticiada a contratação de uma ex-governante pelos mercados é sinal de que a manipulação da realidade ultrapassou o ponto de não retorno.

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Vítor Gaspar informa: meta do défice para 2015 não será cumprida

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Em Agosto, o governo garantia aos portugueses que o défice de 2015 ficaria abaixo dos 3%, sem necessidade de recorrer a medidas adicionais.

No início de Setembro, a UTAO revelava que o défice no primeiro semestre, ajustado de medidas extraordinárias, rondaria os 4,7% e que para conseguir atingir a meta dada como garantida pelo governo seria necessário que o valor do défice não ultrapassasse 1% durante o segundo semestre de 2015.

Passos não desarmava e, no calor do combate eleitoral, chegaria mesmo a afirmar que o atingimento da meta dos 3% era “uma questão de honra“. Os amigos do Banco de Portugal ainda tentaram vir ontem em socorro do cacique mas Vítor Gaspar, directamente do quartel-general do FMI e de folha de Excel em punho, colocou um ponto final na encenação e apresentou a revisão em alta do Fundo para os números do défice: 3,2%, meio ponto percentual acima da previsão utópica feita para iludir gado ovino em período pré-eleitoral e, ainda assim, uma previsão muito optimista e simpática para um valor que actualmente se aproxima mais do dobro do valor anunciado pela propaganda governamental.

Mais um embuste deste governo, mais uma meta que não será cumprida. Resta saber que desculpa irão os Pàf’s usar desta vez para encobrir o logro.

Contra o Orçamento do Estado para 2015

É um orçamento evidentemente de rigor
— Miguel Macedo

 

Evidentemente.

Acerca do Orçamento apresentado às Cortes, em 1836, Francisco António de Campos, ministro da Fazenda no Governo de José Jorge Loureiro, de 18 de Novembro de 1835 a 20 de Abril de 1836 – além de autor quer de A lingua portugueza é filha da latina, quer da primeira tradução portuguesa das Metamorfoses ou O Burro de Ouro de Apuleio (nas palavras de Costa Ramalho, “uma tradução digna, ainda hoje, de ser lida”)–, escrevia o seguinte:

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Hoje, como acabámos de saber, foi dado mais um passo acelerado para a nossa ruína e verifica-se que, desde a proposta de 2012 (“em Outubro de 2011, Passos Coelho apresentou o seu primeiro Orçamento anual, o que passaria a vigorar em 2012“), a acção do tempo não foi reparadora.

Espero que António Costa mantenha a sensata decisão de votar contra a proposta que o Governo entregou há pouco na Assembleia da República. Efectivamente, como previsto ontem por Heloísa Apolónia, o Orçamento do Estado para 2015 é um “Orçamento do Estado da continuidade”. É verdade que Apolónia termina a frase com “da austeridade”, mas [Read more…]

É insultuoso dizer que Gaspar foi o 4.º elemento da Troika

Claro que não foi o 4.º elemento da Troika. Foi o 1.º.