Ex-Scut, passa para cá o pilim e desenrasca-te

Independentemente de se concordar ou não com o pagamento de portagens nas ex-scut, o mínimo que se podia esperar é que, ao começar a pagar, a coisa funcionasse. Parece que não, segundo ouvi nos noticiários radiofónicos. Máquinas de títulos pré-pagos que não funcionam, falta de informação, troços “gratuitos” mas com cobrança de serviços administrativos, falta de alternativas viáveis, etc., etc. Ao fim de tanto tempo e estando no governo o partido que exigiu que não houvesse excepções nas estradas a pagar, seria natural que os utilizadores com custos encontrassem, pelo menos, as coisas organizadas.

Mas não, a portagem é virtual, a organização irreal, o pagamento é que é real.

Pare, pague e deixe-se roubar legalmente

Não ponho as mãos no fogo pela veracidade da notícia mas, com a rapaziada delirante que governa, já nada espanta.

Este governo herdou o imbróglio das portagens virtuais, aquela coisa coisa em que não se sabe bem quanto se paga, onde se paga e quando se paga, especialmente se se é galego, andaluz, francês ou checo e se tem o azar de circular por Portugal. Naquele momento da deriva socratista a imaginação não dava para mais e o melhor que podiam era sempre a pior solução possível. Chegado o passismo, ainda fresco e “bem intencionado”, em vez de corrigir o que obviamente está mal pensado e não funciona, resolveu acrescentar um toque intimidatório e fascistóide.

Agora o condutor pode ser parado e intimado a pagar imediatamente, com “custos administrativos crescidos”, expressão politicamente correcta para gamanço e compressão de direitos civis. Não ponho as mãos no fogo pela exatidão da notícia, repito, mas já vou pondo os dedos. É que a estupidez contagia e o respeito pelas pessoas há muito se perdeu.