Diz-me se queres trabalhar, dir-te-ei quanto tens de pagar

Portugal é o país em que o conceito de utilizador-pagador está a ser levado a cumes nunca antes escalados. Há pouco tempo, Manuel Ferreira Leite reformulou o grito de Ipiranga, quando, chegada ao terreiro da hemodiálise septuagenária, vociferou “Pagamento ou morte!” Também a formação contínua dos professores, o negócio da TDT ou a infindável dívida das SCUTs, entre muitas outras sobrecargas, podem servir de exemplo para mostrar que o cidadão português está reduzido a ser um contribuinte compulsivo, mesmo depois de já ter pago o que há-de voltar a pagar. O trabalhador português, por ser um utilizador do trabalho, está sujeito, também, a pagar por isso.

A manchete do Jornal de Notícias de hoje poderia ser um título criado pela equipa do Inimigo Público, mas não há humorista tão inspirado que se possa lembrar de que é possível que o seguro de um bombeiro não contemple queimaduras. Como se isso não bastasse, ainda ficamos a saber, também pelo JN, que há militares da GNR que são obrigados a adquirir o fardamento (e só isto já devia ser considerado um disparate) a empresas que não estão certificadas para o fazer, o que é quase o mesmo que dizer que há agentes de segurança que, para cumprir a lei, têm de fugir à lei.

A esta hora, o Inimigo Público deve estar a ponderar uma queixa à Alta Autoridade para a Comunicação Social: a realidade anda a fazer concorrência desleal aos humoristas.

O estradismo: uma crónica sobre as últimas três décadas de asfalto.

Na foto um dos efeitos do estradismo: a proliferação de lixo. Estrada municipal em Cinfães.
Nos últimos 30 anos (e mesmo durante a longa noite do Estado Novo) os senhores governantes do concelho de onde sou natural debitaram um extenso relambório eleitoralista cujo tópico principal era a estrada. Segundo eles, eram necessárias estradas. Estradas em todos os sentidos, a ligar todos os pontos: A a B, B a C, BB a CC, etc etc. Com a chegada dos fundos comunitários construiu-se, então, um número ilimitado de estradas, estradinhas e estradões para todo o lado, mesmo antes de existir uma rede de saneamento, da própria electricidade e de água potável para todos. Onde havia uma casa, podia o seu proprietário contar com uma estrada à porta, apesar de não ter esgotos nem água canalizada. Entre asfalto e paralelípedos de granito, o investimento em vias suplantou o da educação, da cultura e do apoio ao comércio e à indústria locais. A grande justificação era a de que as estradas trariam progresso, aproximavam pessoas, tornavam as distâncias longas em percurso reduzidos e, portanto, geravam progresso. Tempo é dinheiro e, como tal, as estradas iriam supostamente constituir autênticas caixas multibanco do interior. Ao mesmo tempo que as câmaras municipais e os seus feudos distribuíam empreitadas a construtores “da sua confiança”, o Estado central gizava auto estradas para transformar Portugal num reticulado de asfalto e cimento. Foi o “estradismo”. [Read more…]

O que vale é que só houve aumento de preços na Saúde!

Depois de anos a pagar impostos e a fazer descontos que foram gastos, entre outras coisas, numa Exposição Mundial ou em estádios de futebol, é vergonhoso que, agora, se queira sujeitar muitos cidadãos ao pagamento acrescido de serviços para os quais foram obrigados a contribuir.

A propósito do aumento das taxas moderadoras, acompanhadas, ainda, pelo encarecimento dos preços das consultas, o Primeiro-Ministro tem o descaramento de dizer que estamos “muito longe de esgotar o plafond de crescimento dessas taxas moderadoras”, como se, nos últimos tempos, não tivesse havido cortes salariais, aumentos de impostos e novas cobranças que provocaram o empobrecimento da classe média, aquela acerca da qual o mesmo Passos Coelho disse que não poderia continuar a ser massacrada.

A destruição de pórticos não me merece elogios, mas não será de admirar que a revolta face a tanta injustiça venha a originar actos semelhantes.

A alternativa à A25

Troço da Estrada Nacional 16 entre Vilar Formoso e Guarda. Eis a “alternativa” à  A25…

Los pórticos de la A-62 (Autovía de Castilla) a su paso por Castilla advierten “En Portugal Telepeaje en todas las autovías“. Vergonzoso.
Y si no tienes dinero para entrar en Portugal desde Europa, puedes usar la carretera internacional Nacional 16, un camino semiasfaltado al que un amigo mío llama “O Progresso”. Las carreteras españolas son, en general, mucho mejor que las portuguesas. Por lo menos, los que no tenemos dinero, podemos circular por carreteras dignas. Lo siento por los hosteleros. El próximo verano por culpa de los peajes, muchos restaurantes y hoteles cerrarán.

Jesus Cabanillas.

 

Alegria de Ver o Comboio Passar

De antologia. Podia ser assim uma estória na história da Linha do Tua e do caminho-de-ferro que foi Portugal; esta fotografia encontrei-a por aí. Assumo ter sido tirada por volta de 1966-67 na passagem de nível da Estrada Nacional 15 junto ao apeadeiro de Rebordãos, uns oito quilómetros a jusante de Bragança. Muito provavelmente, a fotografia ilustra a entrada ao serviço das então novas automotoras CP de fabrico holandês “Allan”, de via estreita, com veículo motor e respectivo reboque.

Passa o comboio, Trás-os-Montes veio ver o comboio passar.

Entretanto, nos dias que correm, e a 35 km da fronteira, passam cada vez mais comboios mais rápidos a ligar a  Galiza a Madrid e Barcelona… como dizia o outro: “virem-se para Espanha”…

ps: avisam-me que estas automotoras vieram para o Tua um pouco antes, em 1955.

Como evitar portagens na A25 e na A23

No dia em que todas as SCUT passam a ser pagas, é importante saber como pagar o menos possível aos assaltantes de estrada. Para saber como fazer na A25, aqui. Para o mesmo efeito na A23, aqui e aqui. Fiquem, ainda, a saber que a A23 é mais cara que a A1.

Dois exemplos de como a blogosfera pode ser um serviço público, ao contrário daquele que é prestado pelas concessionárias e pelo Governo.

Pare, pague e deixe-se roubar legalmente

Não ponho as mãos no fogo pela veracidade da notícia mas, com a rapaziada delirante que governa, já nada espanta.

Este governo herdou o imbróglio das portagens virtuais, aquela coisa coisa em que não se sabe bem quanto se paga, onde se paga e quando se paga, especialmente se se é galego, andaluz, francês ou checo e se tem o azar de circular por Portugal. Naquele momento da deriva socratista a imaginação não dava para mais e o melhor que podiam era sempre a pior solução possível. Chegado o passismo, ainda fresco e “bem intencionado”, em vez de corrigir o que obviamente está mal pensado e não funciona, resolveu acrescentar um toque intimidatório e fascistóide.

Agora o condutor pode ser parado e intimado a pagar imediatamente, com “custos administrativos crescidos”, expressão politicamente correcta para gamanço e compressão de direitos civis. Não ponho as mãos no fogo pela exatidão da notícia, repito, mas já vou pondo os dedos. É que a estupidez contagia e o respeito pelas pessoas há muito se perdeu.

“É Tempo de PARAR com a FRAUDE do Plano Nacional de Barragens”

“Geralmente, as coisas terríveis que se fazem sob o pretexto de que o progresso assim o exige não são realmente progresso…são apenas coisas terríveis”

O Primeiro-Ministro, Pedro Passos Coelho, anulou o contrato de construção do troço Poceirão – Caia da linha de Alta Velocidade Lisboa – Madrid. Esta obra controversa, que tem figurado como bandeira da polémica das Parcerias Público Privadas (PPP), representa um investimento de 1,7 mil milhões de euros, apenas uma fatia dos 4% de peso das PPP ferroviárias (cerca de 3 mil milhões de euros) no bolo total das PPP, a esmagadora maioria das quais lançadas nos Governos de José Sócrates (ver documento da Direcção Geral do Tesouro sobre as PPP aqui.

Anteriormente orçados em 7 mil milhões de euros, e representando 12% do total das PPP, os custos com os encargos a assumir pelo Estado (garantia de 30% das receitas esperadas anualmente por cada barragem às respectivas concessionárias e subsídio à produção de energia eléctrica) e contribuintes (através de impostos e do aumento da tarifa eléctrica) com o Plano Nacional de Barragens foram recalculados em 16 mil milhões de euros, quase 9,5 vezes mais que o troço Poceirão – Caia, e cerca de 20% do total do pacote de ajuda externa a Portugal.

Entre outros aspectos nefastos, voltamos a insistir nestes factos indesmentíveis: [Read more…]

Alguém consegue explicar esta escandaleira?

A história é simples: o Governo colocou portagens nas antigas SCUT por não conseguir cumprir o pagamento aos concessionários. Em nome do controlo da despesa pública um tipo até pode compreender.

Depois, colocou-as conforme a cor partidária do respectivo município. E um tipo fica passado pela pouca vergonha.

Agora, segundo a TVI, ficamos a saber que as ditas, aquando da transformação em vias com portagem, passaram a custar-nos a todos 50 vezes mais! Ou seja, antes o Estado devia 178 Milhões de euros e depois de renegociar com as concessionárias, passou a dever 10 Mil Milhões!!!

É ver a reportagem AQUI para que não digam que estou doido. Só espero, sinceramente, que não seja verdade mas desconfio muito…

Novidade mundial: a nova CRIL

Hoje foi inaugurada com a pompa e as fanfarras da campanha eleitoral a chamada CRIL, no seu último troço de escassos 3,6 km entre a Buraca e Pontinha. Terá custado entre 111,6 (Público) e 153 milhões (Sol), dos quais 70 ou 73 foram para 1400 expropriações. Sobre os trabalhos a mais falaremos depois das eleições.

Afinal ninguém sabe quanto custou, mas o FMI vai descobrir e por todos a pão e água até cobrar o último cêntimo.

“Presume-se que os condutores que utilizem a nova estrada possam ganhar diariamente cerca de 4.000 horas.” [Read more…]

"Turismo no Município de Castro Daire"

Este post é uma saudação elogiosa a um município cujos autarcas respondem na primeira pessoa ao que a sua função (voluntária) os obriga; E como, por exemplo, aqui em Braga ou em Tadim, até as cartas registadas com aviso de recepção ficam longos invernos sem o mínimo ui ou ai, não posso deixar de relevar a minha recente experiência democrática. A mensagem que enviei há dias reza mais ou menos assim…:

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Scuts:

Portugal no seu melhor…

O Governo cuspiu na cara de todos os habitantes do Grande Porto e Norte nesta questão das portagens nas SCUTs e o que fez a maralha?

Ao mais puro estilo bovino foi a correr comprar o chip.

Porreiro, pá!

O presente do Natal de 2000

presente scut

E cá estamos nós, que não andamos de volta dos refugiados, para pagar.

Espantoso

«Concessionário das Scut manda conta ao Estado por atrasos nas portagens», Público

A não ser que pela introdução de portagens nas SCUT a concessionária passasse a receber mais dinheiro, alguém me explica porque é que estas não terem arrancado traz custos acrescidos?

É de ver que o eventual "desequilíbrio nos contratos negociados" será o mesmo tenham ou não as portagens avançado e que, estivessem as SCUT portajadas, o "suporto técnico aos sistemas" teria igualmente de ser assegurado.

Resta a primeira hipótese. Ou então é mais um episódio da preparação da reentrée.

Nossa Senhora das Portagens

Apareceu numa azinheira na Área de Serviço de Alvão (norte) da auto-estrada (a pagantes) A7, ali entre Ribeira de Pena e Vila Pouca de Aguiar. Confesso-me espantado, já eu vira muitas obras de arte nas Áreas de Serviço de muitas auto-estradas. Nunca antes tinha vista uma Nossa Senhora das Portagens (só pode ser). Ainda bem que o Estado é laico e católico ao mesmo tempo…

SCUT ou $CUT?

film strip - scut

A notícia: «SCUT: Comissão de Obras Públicas adia para a semana votação sobre cobrança de portagens», no Público

As Scuts do Almerindo.

O Ricardo lançou aqui um novo desafio para escrevermos sobre as Scuts do nosso descontentamento. Eu, já  disse  aqui no Aventar que estou de acordo que se pague, a não ser que não haja alternativa. Na verdade, casos há, em que a eutoestrada foi construída sobre a anterior estrada, não havendo, pois, qualquer alternativa. Nestes casos os residentes não devem pagar, seria como uma “multa” por viverem naquele lugar.

O príncipio utilisador/pagador é um bom príncipio que, aliás, vai estender-se à educação e à saúde. O melhor, mesmo, é os cidadãos começarem a perceber de vez que este Estado onde nada se paga, é o tal que já mama 50% da riqueza criada no país. Estamos a viver alegremente acima das nossas possibilidades e, os políticos, a gozarem com o pagode, lançando estradas atrás de autoestradas, como se fosse possível. Já somos o país com mais autoestradas por km2. Talvez as pessoas  percebam que a autoestrada que passa lá ao pé da porta não é necessária, uma boa estrada seria mais que suficiente, só serviu para alimentar os bancos, as construtoras, os consultores e  arranjar  tachos muito bem pagos.

Porque é que Sócrates quer construir o TGV, o aeroporto e a terceira ponte, tudo desnecessário, com o país na miséria, sem que nos emprestem dinheiro, o homem insiste, sabendo à partida que o “Zé povinho” paga tudo, todas aquelas obras são, como a maioria das autoestradas, insustentáveis financeiramente, vão ter que ser pagas por todos nós.

Não gastam um tostão na ferrovia, para exportar e importar mercadorias, vão secando tudo o que possa contribuir para melhorar a economia, o que interessa mesmo é alimentar o “monstro”!

A pagar, com o dinheirinho a sair do bolso, talvez as pessoas comecem a fazer contas e a darem por ela, pela verdade,  que não há autoestradas grátis e que a UE ajuda, mas devia ser para investir em bens e serviços transaccionáveis. A continuar como até aqui é a miséria para a maioria do povo e os lucros para o monstro.! E a construção de autoestradas e de pontes nunca irá acabar!

Entretanto, o Almerindo, já fez saber que são precisos 95 milhões, só para a tesouraria, e que não encontra quem lhe empreste dinheiro.E, como se sabe, as empresas vão à falência pela tesouraria, isto é, a falta dela, a não ser que o governo entre com o que não tem. Dinheiro!

Bonito serviço, grandes gestores, grandes políticos, belas autoestradas!

SCUT's: Desta vez, não!


O Aventar inaugura hoje uma nova rubrica, dedicada às SCUT’s – ou ao seu fim anunciado a 1 de Agosto. Até ver, claro, já que neste momento estamos na fase dos saldos e das promoções (10 primeiras viagens gratuitas, as outras com 15% de desconto – supõe-se que chegará o tempo em que quem fizer uma viagem poderá levar duas pelo mesmo preço).
A verdade é que não fomos nós que criámos este problema. Foram eles. Na ânsia de poupar dinheiro no imediato – os privados que gastassem – criaram Auto-Estradas Sem Custos para o Utilizador. E assim continuariam, prometeram então, até que houvesse alternativa.
Essas alternativas continuam a não existir, mas na ânsia de poupar dinheiro, querem fazer-nos crer que essas SCUT têm de acabar. Diz que o Estado está a gastar muito com elas e que deve prevalecer a óptica do utilizador-pagador. Óptimo. Fico então à espera que acabem com os subsídios à CARRIS, aos STCP e ao Metro de Lisboa e Porto. O resto do país não tem nada que andar a pagar o passe social dos habitantes das grandes cidades. Ou que diminuam os impostos a quem não utiliza o SNS e a escola pública. E a quem não vê a RTP – eu nem vejo a RTP.
Esperamos, a partir de hoje, as contribuições de todos os que tenham uma opinião sobre o assunto – dos directamente interessados, em especial dos membros das Comissões de Utentes, mas também dos que não percebem nada do assunto e só gostam de arrotar umas postas de pescada.
E como o Aventar é um blogue plural SEM QUALQUER TIPO DE AGENDA, esperamos também a opinião daqueles que são a favor do fim das SCUT’s. Também os há, aqui pelo Aventar.

O caso A41 – Uma vergonha:

Ontem a maioria dos deputados na Assembleia da República demitiram-se das suas funções ao deixar passar algo vergonhoso, o caso da SCUT A41. Sobre o tema já muito escrevi AQUI e não me quero repetir. Fica apenas a divulgação da tomada de posição corajosa de Bragança Fernandes que afirmou em público o que muitos autarcas da A41/42 afirmam em privado:

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As SCUTs do nosso descontentamento:

Pelo que percebi e acredito que tenha percebido mal, a malta dos concelhos da A41/42 ficam isentos nas primeiras dez passagens mensais e a partir da 11º vão ter um desconto de 15%. Pois…

E os casos dos concelhos sem “pórticos”: Matosinhos, Vila do Conde e Viana do Castelo? Isentos enquanto mantiverem as quotas rosa em dia? E a Via do Infante, pagam com cheques-desconto nos hotéis de Vilamoura, Portimão e Albufeira?

É brincadeira, de certeza!

Só Custam Uns Tostões (SCUT), mas não são poucos

Encargos dos Estado com as concessões SCUT  
Fonte: Auditoria às concessões rodoviárias em regime de portagem SCUT, Tribunal de Contas, Maio 2003

Este gráfico evidencia o aumento brutal da despesa com as SCUT em 2005, num retrato feito pelo Tribunal de Contas em 2003, apenas 3 anos após o lançamento das SCUT. Um problema com barbas, de  700 milhões de euros anuais, criado pelo governo de António Guterres.

"Portugal está a viver o período mais significativo de lançamento de obras públicas da sua história", afirmou Guterres a 20 de Maio de 2000 em Aveiro por ocasião do cerimónia de assinatura do contrato de concessão ao consórcio Lusoscut da construção, financiamento, conservação e exploração de 109 quilómetros de lanços do Itinerário Complementar nº1.  Acrescentou que "a colaboração entre o Estado e a iniciativa privada é um modelo de desenvolvimento que tenderá a generalizar-se na Europa, pois permite mais eficácia e rapidez a custos controlados".

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