O aeroporto de Lisboa está às portas da cidade e isso é uma mais valia.

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Quem chega à Portela é confrontado recorrentemente com tempos inaceitáveis para recolher a bagagem. Foi o que hoje me aconteceu, onde passou uma hora desde que o avião aterrou até que a mala tenha chegado.

É um problema velho, umas vezes mau, outras muito mau. A introdução de duas empresas de handling não melhorou a situação. É endémico. Por oposição, e só para se perceber que é possível fazer diferente, no voo de ida, quando cheguei à recolha de bagagens em Gatwick já a minha mala lá estava.

Outro velho imbróglio é apanhar um táxi. Uma fila enorme, onde se antecipava perto de meia hora de espera. Mas ainda bem que o aeroporto está às portas da cidade, porque isso basta para ser competitivo. Aliás, uma rede de transportes públicos devidamente organizada, à semelhança da existente na generalidade das grandes cidades europeias, seria, como se constata, perfeitamente supérflua.

Ainda bem que este tempo perdido não conta para a produtividade do país. Porque, como se sabe, o problema da produtividade reside em os portugueses trabalharem pouco. Organizar e planear, responsabilidade partilhada pelos políticos que aumentam a carga de trabalho, nada tem a ver. Livrem-nos de termos um horário de 36 horas semanais como têm os moinantes dos ingleses. Ou de gozarmos 30 dias úteis de férias como os preguiçosos dos alemães. Basta ter um aeroporto à mão de semear.