A Escola em marcha atrás

“As medidas adotadas pelo Governo têm três objetivos: primeiro, a redução cega de custos, obtida a partir do despedimento obsessivo de professores e de outros profissionais do sistema, da concentração de alunos em agrupamentos de dimensão cada vez maior, da transferência de encargos da responsabilidade do Estado para as famílias; segundo, obter dados estatísticos favoráveis às políticas do Governo, através da desvalorização e menorização de aprendizagens – desde as atividades físicas e desportivas às artes, à cultura e à formação para a cidadania – invocando a necessidade de priorizar “saberes essenciais” e “disciplinas fundamentais”, de adaptar a Escola às “condições da sociedade”, às “exigências do trabalho” ou do “mercado”; terceiro, colocar a Escola totalmente integrada e ao serviço das ideologias neoliberais e retrógradas que sempre se hão de opor à equidade e a direitos universais e solidários garantidos a todos os seres humanos.”

Manuel Carvalho da Silva, em artigo de opinião no JN do dia 11 de agosto de 2012

Ele diz, obviamente com outra qualidade, algo parecido com o que tentei escrever aqui no aventar uma e outra vez.

Uma vigília por Portugal

Daqui a pouco, começará a Vigília pela Educação. É conveniente que se saiba que, na realidade, é uma vigília por Portugal, porque não há país digno desse nome sem um sistema educativo estável e de qualidade.

Todos somos responsáveis pelos jovens portugueses. Nuno Crato, na senda dos governos de José Sócrates, está a prosseguir um conjunto de políticas que contribuirão para criar escolas disfuncionais e desumanas, porque serão escolas com 4000 alunos, com turmas de 30 alunos e com muito menos profissionais do que os necessários para que os jovens tenham um desenvolvimento harmonioso, entre muitos outros problemas que deverão continuar a ser denunciados.

Se estiver a ler este texto, ainda está a tempo de se juntar àqueles que vão mostrar que as políticas educativas devem ser corrigidas e já!