apDC – essa desconhecida…

A apDC existe vai para 22 anos!

E tem um palmarés considerável!

É certo que não merece os favores de uma certa comunicação social…
Mas lá vai tendo a projecção possível!

Sendo certo que a intoxicação do mercado, em resultado de uma massificante estratégia mercadológica desenvolvida por uma empresa multinacional de testes e publicações implantada em Portugal (a Deco-Proteste, Ld.ª), inibe que as iniciativas e as actividades da apDC se destaquem e até se obnubilem, sempre nos capacitámos de que seria possível que, a despeito de tudo, ainda nos identificassem e soubessem o que nos contradistingue dos mais.
Em Portugal não há quem não saiba a diferença entre o Carcavelinhos e a Sanjoanense. As coisas da bola não escapam ao vulgo, como às elites!
Agora, ignorar a existência da apDC afigura-se-nos bisonho.
Mais a mais tratando-se de pessoas normalmente advertidas, gestores da administração pública, dirigentes da administração local, personalidades com relevante estatuto a nível local, que sabemos nós?!
Pois, há dias fomos surpreendidos, durante uma audiência que nos foi concedida algures, exactamente porque o nosso interlocutor jamais havia ouvido falar da apDC… Não sabia pura e simplesmente da sua existência. Nada sabia da sua actividade. Das iniciativas que promove. Da formação que ministra. Da difusão da informação em que intervém em um sem-número de órgãos da comunicação social… Das propostas que carreia para significativa melhoria do estatuto do consumidor. Das advertências que faz amiúde urbi et orbi sempre que em causa os direitos do consumidor.
Claro que se tal acontece a determinados níveis, com as elites locais, o que não dizer das pessoas indiferenciadas?
A ignorância da sua existência, depois de quase um quarto de século de serviços prestados à comunidade portuguesa, um pouco por toda a parte? Desde o interior norte às salsas águas de Albufeira? Da Figueira da Foz a Figueira de Castelo Rodrigo?
Tal é algo que nos dá profundamente que pensar.
É o marketing, Senhores, é o marketing…
O que teremos de fazer para nos tornarmos conhecidos?
Ninguém sabe o que é a RC – Revista do Consumidor?
Ninguém sabe o que é a RPDC – Revista Portuguesa de Direito do Consumidor?
Ninguém conheceu a Súmula Informativa, de periodicidade semanal, por nós editada?
Ninguém se recorda de um encarte da Teleculinária – o Guia do Consumidor – que seria o embrião de uma revista grande público que não sobreviveu pela dessolidariedade do grupo editor que nos traiu?
Ninguém se recorda de conferências, seminários, jornadas, colóquios, congressos e tantos foram os que, neste lapso de tempo, a apDC levou a cabo com geral reconhecimento dos participantes e alguma projecção pública?
Ninguém se recorda das vibrantes intervenções nossas na televisão, em nome da apDC, em defesa dos consumidores em todos os segmentos do mercado de consumo?
A quem se terá imputado todo esse palmarés?
O que a apDC faz é levado a crédito de outra instituição?
Andará alguém a enriquecer-se injustamente à nossa custa? Sem retorno dos réditos ilícitos que arrecada?
O que teremos de fazer para assegurar a nossa identidade e tornarmo-nos conhecidos?
Haverá que reflectir!
Aceitam-se sugestões!
Por nós, é de profunda consternação o facto que acaba de ser revelado… sobretudo porque o povo deve andar estranhamente distraído, para além de intoxicado pela “propaganda” da multinacional de testes e publicações que é deveras abafante…
Neste país em que tanto se aspira à unicidade, já só falta que, pela mão sebastiânica de uma qualquer multinacional, nos imponham de novo na política, no trabalho, no consumo, na economia, uma União Nacional, a estrutura do regime, para além da qual nada mais poderá subsistir, nada mais terá permissão para existir ou sequer se manifestar!

Há mais Marias na Terra…

“Se a informação partiu do Turismo de Portugal, é lamentável que surja com a indicação de uma só associação de consumidores, como se fosse a única, a do regime, a União Nacional que ao poder convém, na composição da tal comissão arbitral.
A ACOP existe, contra o desejo de alguns, para desespero de outros.
Lamenta-se, por um lado, que o snr. presidente do Turismo na rádio fale na Deco, como se fora a única associação de consumidores, ele que já esteve ligado como director-executivo à tal empresa multinacional, quando deveria mostrar imparcialidade, independência, equidistância, nos termos, aliás, do que exige a sua carta funcional.
É feio que se seja parcial. Mais feio ainda quando esta gente exerce funções de responsabilidade no seio da administração pública. Com o favorecimento das empresas do regime, como no caso.
A ACOP existe, é associação de âmbito nacional e exerce, com os meios de que dispõe, as suas actividades de forma modelar. Outros pudessem dizer o mesmo.
Sabe-se que isso não agrada à situação, mas [Read more…]