Afinal, quanto custou o Red Bull Air Race?

Uma notícia do dia 8 de Março de 2017 reproduzia declarações do presidente do Turismo Porto e Norte de Portugal (TPNP), Melchior Moreira, recentemente detido por suspeitas de corrupção, segundo as quais a prova Red Bull Air Race, realizada nas cidades do Porto e Vila Nova de Gaia a 2 e 3 de Setembro desse mesmo ano, iria ter um custo de 6 milhões de euros. Segundo Melchior Moreira afirmou na altura, “metade do investimento fica a cargo da Red Bull Internacional e os restantes 50% [3 milhões de euros] serão “comparticipados pelas câmaras do Porto e Gaia e do Turismo do Porto e Norte”, com o apoio da Comissão de Coordenação e Desenvolvimento Regional do Norte (CCDR-N) e do Turismo de Portugal (TP), no âmbito de uma candidatura a fundos comunitários.”

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Turismo de Portugal?????

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Estou admirado? Não. Espantado? Não. Surpreendido? Também não. Mas, pelos vistos, muitos estão. O que me espanta é ver alguns admirados.

Ora vamos lá contar uma história. Aliás, os blogues também servem para contar histórias. Era uma vez um país chamado Portugal. Os seus governantes decidiram criar uma coisa chamada “Turismo de Portugal” para fazer aquilo que competia a uma Secretaria de Estado do Turismo. Os governantes desse mesmo país, não satisfeitos, decidiram criar uma espécie de “delegações” desse tal de Turismo de Portugal (TP): o Turismo do Porto e Norte de Portugal, o Turismo do Centro, o Turismo de Lisboa e Vale do Tejo (este não se entende muito bem pois já tinha o Turismo de Portugal por sua conta), o Turismo do Alentejo e o Turismo do Algarve. Sem esquecer o da Madeira e o dos Açores tutelados pelos respectivos governos regionais. Só não criaram o Turismo das Selvagens (olha o Aventar a dar ideias).

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Há mais Marias na Terra…

“Se a informação partiu do Turismo de Portugal, é lamentável que surja com a indicação de uma só associação de consumidores, como se fosse a única, a do regime, a União Nacional que ao poder convém, na composição da tal comissão arbitral.
A ACOP existe, contra o desejo de alguns, para desespero de outros.
Lamenta-se, por um lado, que o snr. presidente do Turismo na rádio fale na Deco, como se fora a única associação de consumidores, ele que já esteve ligado como director-executivo à tal empresa multinacional, quando deveria mostrar imparcialidade, independência, equidistância, nos termos, aliás, do que exige a sua carta funcional.
É feio que se seja parcial. Mais feio ainda quando esta gente exerce funções de responsabilidade no seio da administração pública. Com o favorecimento das empresas do regime, como no caso.
A ACOP existe, é associação de âmbito nacional e exerce, com os meios de que dispõe, as suas actividades de forma modelar. Outros pudessem dizer o mesmo.
Sabe-se que isso não agrada à situação, mas [Read more…]

Faltam 424 dias para o Fim do Mundo:

Hoje na revista Fugas (Público) Pedro Garcias escreve um comentário que merece o devido destaque (é pena não o encontrar no site do Público):” Montréal en Lumiére e a cegueira de quem decide apoios em Portugal”. Resumidamente: a 11º edição do Festival Montréal en Lumiére – um dos mais importantes eventos internacionais de gastronomia e cultura – teve Portugal como país convidado. Um evento com mais de 750 mil visitantes e uma montra mediática fantástica. O Turismo de Portugal não apoiou e não fosse o empresário Carlos Ferreira, dono de um dos mais conceituados restaurantes de Montréal, e os nossos empresários dos Vinhos, a coisa teria sido uma vergonha monumental. Incompetência pura, uma vez mais, do Turismo de Portugal!

Entretanto, Pacheco Pereira lembrou a necessidade de se saber quem financia as campanhas dos candidatos e Manuel Godinho jura que nunca pagou a ninguém para obter favores. Pode não parecer à primeira vista mas as duas notícias relacionam-se. Pelo caminho, é leitura obrigatória esta posta de José Manuel Fernandes no Blasfémias, sobre o PGR.

Finalmente, o fim do mundo não seria o mesmo sem este vídeo de estudantes nus a apresentar notícias terminando a coisa a pedalar rumo a casa e daí a importância de pedir à mãe para o namorado dormir em casa. Eu que tenho uma filha já preparo o pedido de licença e porte de arma…

Prioridades…

Se o Turismo de Portugal não pode apoiar Álvaro Parente, então não se tinha comprometido.

Se se tinha comprometido, então teria de ir até ao fim com a palavra dada. Já sei que me vão dizer que Portugal está em crise e o Turismo de Portugal não pode entrar em loucuras. Pois não, mas nos aviões em Lisboa, já pode. A Fórmula 1 são 8 a 9 meses de exposição mediática. Os Aviões são 8 a 9 dias. É uma questão de prioridades e de boa gestão.

Se calhar, eu sei lá, preferem apoiar o Eros em Gondomar, os aviões em Lisboa e as viagens do….cala-te boca!

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