Acordo Ortográfico – a opinião de Durão Barroso

Para além do que sugere o vizinho Fernando Nabais, o acordo ortográfico trará mais que a unificação da escrita; ele trará – como aqui exemplifica um ex-ministro dos Negócios Estrangeiros, ex-primeiro ministro de Portugal e actual presidente da Comissão Europeia – uma unificação fonética e semântica. “Taça do Mundo” não mais será taça do mundo, será copa do mundo. Resta saber de que tamanho.

Acordo ortográfico – a opinião de Scolari

De acordo com a base IV do Acordo Ortográfico, em Portugal e no Brasil passará a escrever-se “ótimo”, tendo em conta que o p de “óptimo” é mudo. Temos, efectivamente, aqui, um exemplo de unificação ortográfica. Pormenores como este são usados por alguns que defendem que o Acordo contribuirá para uma unificação da língua – como se a língua se reduzisse à ortografia –, com consequências positivas, como o aumento da circulação de livros portugueses no Brasil. Para além desta brilhante argumentação de Desidério Murcho, será interessante recordar um vídeo em que Luiz Felipe Scolari demonstra que continuará a haver muitas diferenças entre o Português falado na Europa e na América do Sul, por muito que se mexa na ortografia.