Hoje o dia de Filipinho Scolari começou assim

Vitor Baia
Tarde ou cedo, a mediocridade de um treinador vem ao cimo. E a hipocrisia de quem o defendeu apenas para atacar o FC Porto acompanha-a. As bandeiras podem regressar aos mastros, que é para isso que servem.

Sim, sim…

Scolari lembra que Portugal no Euro 2004 começou a perder e chegou à final

Sim, sim, eu lembro-me .

Aliás, começou a perder e acabou a perder, e com os mesmos.

Lá nisso, honra lhe seja feita…

Não há pachorra para tanto ópio do povo.

André Almeida e Cédric vão jogar na selecção brasileira

seleção

Segundo estes títulos do jornal A Bola, André Almeida e Cédric terão sido convocados para a ‘seleção’. Assim sendo, Felipão está de parabéns: trata-se de dois jovens muito promissores e que, obviamente, não podendo jogar na selecção, merecem uma oportunidade alhures. 

Desconhece-se o que terá levado A Bola a abandonar a excelente prática de pôr entre aspas palavras criadas pelo AO90.

dececionado

Aliás, para quem andar distraído, talvez valha a pena indicar que ‘dececionado’ não existe em português do Brasil.

dececionado1

Bem-vindos ao fabuloso mundo da “unidade essencial da língua portuguesa“.

Desejo-vos um óptimo fim-de-semana.

Começa bem, o palhaço

Scolari estreia-se com derrota

A explicação do frango

Frango

Helton em luta por um lugar na selecção de Scolari.

 

Brasil desiste de ganhar a copa em casa

Com o Scolari talvez passem a fase de grupos.

Selecção Nacional: O mito de Scolari acabou


Onde se torna óbvio que ser derrotado nos penalties de umas meias-finais contra a Espanha Bicampeã da Europa e Campeã do Mundo tem muito mais valor do que perder uma Final em casa contra a pobre Selecção da Grécia.
Onde se compara a pobreza franciscana da Selecção de 2012, o que só engrandece o trabalho de Paulo Bento, com o luxo da Selecção de 2004 que Scolari desperdiçou.
A ler no Bitri.

Bandex – Grande Bonito (coisa ruim)

Toma lá Scolari.

Cristiano Ronaldo & Pepe

Não sou o fã número um da seleção. Mas já fui.

Estive nos cafés, no tempo da Escola Secundária, a ver Portugal ser campeão na Arábia Saudita. Andei também pelos estádios a ver Portugal ser Campeão do Mundo em 1991, no arranque da mais fabulosa geração de futebolistas que o nosso país teve.

Cresci com eles e maravilhei-me com os feitos deles nas grande competições, até … Mudar tudo.

Para mim a seleção não é um clube. Nunca sofri pela seleção como pelo BENFICA, nem pouco mais ou menos. É um defeito meu, eu sei. Quem não os tem?

Mas com o Scolari foi a ruptura porque nunca me identifiquei com a bandalheira que aquele tipo gerou à volta da equipa,  ainda que, do ponto de vista dos resultados, tenha estado bem. [Read more…]

Acordo ortográfico – a opinião de Scolari

De acordo com a base IV do Acordo Ortográfico, em Portugal e no Brasil passará a escrever-se “ótimo”, tendo em conta que o p de “óptimo” é mudo. Temos, efectivamente, aqui, um exemplo de unificação ortográfica. Pormenores como este são usados por alguns que defendem que o Acordo contribuirá para uma unificação da língua – como se a língua se reduzisse à ortografia –, com consequências positivas, como o aumento da circulação de livros portugueses no Brasil. Para além desta brilhante argumentação de Desidério Murcho, será interessante recordar um vídeo em que Luiz Felipe Scolari demonstra que continuará a haver muitas diferenças entre o Português falado na Europa e na América do Sul, por muito que se mexa na ortografia.

 

Luiz Felipe Scolari foi despedido pela Federação Portuguesa de Futebol


O seleccionador nacional, Luiz Felipe Scolari, foi hoje despedido pela Federação Portuguesa de Futebol. O Presidente Gilberto Madaíl, responsável pela sua contratação, leu o comunicado.
Este despedimento vem na sequência de uma agressão bárbara protagozinada em directo pelo treinador brasileiro no final do jogo Portugal – Sérvia. Milhões de pessoas, em todo o mundo, testemunharam um soco tão certeiro quão inesperado ao atleta sérvio Dragutinovic. Na altura dos acontecimentos, Scolari começou por negar tudo, vindo depois a assumir a agressão com a desculpa de que estava a defender «o minino».
A UEFA começou por castigar de imediato Scolari por 4 jogos (dois meses e meio), mas a Federação recorreu do castigo. No entanto, acabou por voltar atrás e optou pelo despedimento do seleccionador brasileiro. Uma atitude tão mais coerente quando se sabe que estamos em plena fase de qualificação para a fase final do Europeu de Futebol e que este despedimento vem pôr em causa a qualificação da nossa selecção.
Alguns estão habituados a prevaricar e são sempre desculpados. Se fosse um treinador português, decerto que se passaria de imediato uma esponja sobre o assunto. Felizmente, não foi o caso com Luiz Felipe Scolari, que teve o castigo que merecia pela forma como envergonhou os portugueses perante todo o mundo.
Gilberto Madaíl está de Parabéns pela atitude tomada, bem como o Secretário de Estado, Laurentino Dias, que foi o primeiro a exigir a demissão do seleccionador brasileiro. Bem esteve ainda aquele que realmente manda na Selecção Nacional, Cristiano Ronaldo, que nos jornais da manhã dava a sua aprovação à escolha do novo seleccionador, o carismático Paulo Bento. «Forever Paulo Bento» terá então dito o inteligente capitão da «Selecção de todos nós», que ressalvou, ainda assim, não saber o significado de forever.
Tudo está bem quando acaba bem.

Obrigado, rapazes… e agora que ganhe a Espanha

       

Na verdade, só estão de Parabéns os das fotografias. Foram os únicos que lutaram do princípio ao fim e que, pelo menos, dignificaram a camisola da Selecção.

No fim de contas, podia ter sido pior. Com um treinador sofrível, um conjunto de jogadores banalíssimo e um dito melhor do mundo completamente inexistente (como sempre na Selecção), cumprimos os mínimos. Somos maus em tudo, por que razão havíamos de ser os maiores no futebol, ainda por cima contra o Campeão Europeu?

Os crentes em S. Scolari bem podem andar todos contentinhos, mas a verdade é que neste Mundial fizemos exactamente o mesmo que no Europeu de 2008. Nem mais nem menos. Qualificação na fase de grupos (onde há dois anos se incluiu uma humilhante derrota contra a miserável Suíça por 2-0) e eliminação logo no primeiro jogo a doer.

Haverá sempre o Mundial de 2006 para comparar, claro. Um excelente quarto lugar, é verdade, mesmo tentando esquecer a copiosa derrota contra a Alemanha, as estrondosas vitórias contra esses potentados que dão pelo nome de Angola, Irão e México e o heróico festival de cacetada nos holandeses que nos permitiu chegar às meias-finais. Quanto aos jogadores, basta comparar e juntar-lhes mais quatro anos nas pernas.

 

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Aos ainda devotos do religioso Scolari

Sim, o burro é ele.

E nem falemos da forma como destruiu o trabalho com os jovens jogadores portugueses.

Mundial da África do Sul – Queiroz “O Grande”

Queiroz, segundo Nicolau Santos do ‘Expresso’, é o sexto treinador de selecção mais bem pago do mundo. Ronaldo é quase o melhor do mundo. Outros jogadores, portugueses ou brasileiros, são vedetas em clubes de grande projecção: Chelsea, Real e Atlético de Madrid, Benfica – o tal dos 6 milhões rigorosamente escrutinados – F.C.Porto e Sporting.

O seleccionado luso jogou com a selecção da Costa do Marfim; designação irónica porque, na verdade, deveria chamar-se Costa do Carvão. Não em função do colorido epidérmico dos africanos, mas porque, no final do jogo, nos fez a vida negra. Terminámos, de facto, o jogo nas trevas do sofrimento.

Difícil de acreditar, mas os portugueses até podem vir a fazer um resto de campeonato arrebatador. Para muitos, o que entretanto vai prevalecendo, em função da partida de hoje e das anteriores de preparação, é a imagem de uma equipa que joga pouco, muito, muito pouco.

Visto o jogo, ainda extraímos outra conclusão: nem no futebol escapamos da crise, a qual, pelos vistos, é amplamente sistémica e estrutural. Nada fica de fora.

Duvido, pois, da capacidade da selecção de Queiroz de atingir o sucesso. Mais a mais, temos nele um treinador balofo e arrogante, de incompetência demonstrada e certificada. É claramente o técnico do sistema nacional-futebolístico. Beneficia de apoios em diversos azimutes, ou seja, de Norte a Sul do País – de Famalicão a Boliqueime, por exemplo. É um ídolo sem resultados, como tantos outros que por aí circulam. É Queiroz “O Grande”, da nossa Macedónia.

Por precaução, contra reacções adversas a este texto, já preparei a resposta. É plagiada de uma afirmação de Scolari: “E o burro sou eu?”.

Scolari no FCP: Será?

Hoje um amigo disse-me que o Scolari é o próximo treinador do F.C. Porto. A ser verdade só me resta o silêncio…é que as GRANDES dores são mudas!

Sá Pinto faz escola!


Carlos Queirós e jornalista Jorge Baptista à batatada no avião.
E agora, o que é que se faz? Não se faz nada. Jorge Baptista não é muito recomendável em termos de objectividade e isenção, mas o seleccionador não pode responder ao sopapo. Quem ele pensa que é? O Scolari?

Os militares portugueses vao à bola

Hoje de manhã, ouvi na TSF uma alta patente do Exército português, destacado na Bósnia, a dizer que gostava muito que Portugal jogasse contra a Bósnia no «play-off» de acesso ao Mundial da África do Sul e que fazia questão de receber os jogadores no seu quartel-general.

Nem de propósito, a Bósnia vai ser mesmo o adversário de Portugal. Presumivelmente, porque nestas coisas nunca se sabe, era o melhor adversário que a nossa Selecção podia encontrar, juntamente com a Eslovénia.

Estamos a uma distância muito curta de chegar ao Mundial. Acredito que vamos estar lá, por mais que Scolari peça à Senhora do Caravaggio para que tal não aconteça.

Sérgio Conceição, Scolari, a Nike e o azeite

Numa entrevista telefónica ao jornal i, Sérgio Conceição agita o frasco e o azeite começa a vir ao de cima:

Estive nove meses, mas a primeira reunião dos capitães – eu, Couto, Figo e Rui Costa – foi suficiente para o entender. Chamou-nos à parte e disse-nos que estava ali para treinar a selecção e dar o salto para um grande europeu.

Mas estamos a brincar ou quê? Mas que é isto? Um homem na selecção, que deve ser um privilégio, o maior privilégio, e ele só pensava em sair para um grande da Europa.

Mas brincamos ou quê? Falava em seriedade e disciplina. Aliás, afastou carismáticos, como Baía e João Pinto, com base na disciplina.

Isso é tudo muito bonito, mas ele não aplicava a regra. Nos almoços da selecção, a mesa dos jogadores é sempre maior que a dos treinadores, porque há mais jogadores que treinadores. Com o Scolari, não! A nossa tinha 18/20 pessoas.

A dele era maior. Mas estamos a brincar? Mas estamos onde? Ele levava os amigos brasileiros, os amiguinhos da Nike. Sim, porque ele é patrocinado pela Nike e entre um jogador da Nike e um da Adidas, escolhia sempre o da Nike.

Mas depois, lá vinha com a lengalenga da disciplina.

Então mas eu, que nasci em Coimbra, em Portugal, deixo-me ficar? Numa situação destas, deixo de agir? Mas estamos onde, pá? Que é isto? Ele ganhou o quê? Foi a uma final em casa e perdeu-a [Euro-04]. Mas há mais.

Há mais há,  a ler na íntegra.