
(pormenor - adao cruz)
Um amigo
Ambos somos a maior cidade, o seio cálido e palpitante, o êxtase da geração, a excitação amolecida desta idade de volúpia e de efusão.
Moderado, claro!
Estando sempre à mão, sendo um abraço supremo, não deve curvar a gente a qualquer tipo de sensação.
Há os que vêem nele um grama a mais que na gordura. Não bebam, ele não é dieta, é ternura, afeição criada no destino humano para musicar a vida e fazer dela uma canção.
A medida é o espírito de cada um e não o balão.
Se é trágica a sua acção, pena de morte! Proscrito seja a quem da vida não tem questão, a quem o fluido calor da crença enche de momentos incolores que mais não fazem do que criar cataras na razão. Ele é sagrado, poético, linguagem de horizontes que não pode ser bebida aos copos, mas em gotas de emoção. O abuso é uma metáfora da natureza criadora e tem de ser internado. [Read more…]






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