Camilo Lourenço, que se excita com qualquer tirada marialva, não consegue conter um grito de prazer, diante das palavras de Silva Lopes, esse defensor dos pobres e dos desempregados.
Curiosamente, trata-se do mesmo Camilo que, nos últimos dois anos, tem andado a perorar sobre a inevitabilidade dos sacrifícios e que isto custa a todos e que andámos a viver acima das possibilidades e que agora há que aguentar. Desta vez, estranhamente, acede a preservar os pobres e os desempregados, o que parece um indício de rara humanidade.
Na qualidade de parolo do excel, característica que partilha com Silva Lopes e outros simplórios da comunicação, é natural que deixe escapar o habitual reflexo de que ninguém pode protestar enquanto houver quem esteja pior, asserção que não corresponde a um raciocínio mas a uma reacção semelhante à do cão de Pavlov: Camilo Lourenço ouve falar em professores ou em sindicatos e baba-se.








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