Síndrome do Franganote

À medida que a informação é recolhida e se repetem nas TV as declarações martirizadas e autovitimizantes de Nuno Lobo, além do cansaço e do tédio que suscitam, percebe-se melhor e até se reforça o problema de afirmação que ali medra em gérmen. Nuno é um franganote. E não tem culpa nenhuma disso. É da sua natureza ser franganote e reagir como um franganote. Eu simplesmente sugeriria que da próxima vez que cerrar os punhos na cara do Caldeira e do Pinto da Costa a propósito de um ou dois golos irregulares de uma equipa de Lisboa, o faça devidamente ladeado por guarda-costas com papel meramente dissuasor. O que não vale é provocar insolentemente o adversário, ter resposta à altura, e depois vir choramingar para as TV e chamar em sua derradeira assistência, em modo brutamontes-capanga, a nossa já tão assoberbada Justiça. Isso é o síndrome do franganote: num primeiro momento, atrevido; num segundo, com medo e em fuga aflita. Assim se comportam as crias de muitos mamíferos. Por isso, onde se lê Lobo, dever-se-ia ler chihuahua. O chihuahua da AF Lisboa quer, mas a medo, a hegemonia da AF Lisboa no Futebol Nacional e levanta cabelo, mostrando existir lá, onde ainda não tínhamos dado por ele. O défice de afirmação física, fisiológica, vocal, e até moral de Nuno Lobo tornou-se um espectáculo deprimente a que nos deveria ter poupado. Somado ao de Jesus, barafustando a torto e a direito contra a acção legítima da polícia, em Guimarães, apenas para cair nas boas graças da Tribo Aquilina, a deprimência nessa trincheira sulista passou à categoria de lenda piolhosa e treta famigerada. Parabéns.

Comments

  1. augusto rodrigues says:

    Desde que não seja síndrome da “fruta”, tudo bem.
    Ao baixo nível que algumas pessoas descem…

    • Joaquim Carlos Santos says:

      Não percebi.

    • Oxxur says:

      Tu deves ter algum problema em distinguir o baixo nivel, porque realmente se achas este texto de baixo nivel, este texto é simplesmente a resposta para a tua afirmação ou questão, ele exemplifica muitissimo bem duas coisas de baixissimo nivel criadas por duas pessoas do mesmo clube. Agora vai desinchar o teu melão para outro lado… :p

  2. nightwishpt says:

    Lisboa tem muito disto.


  3. Vénia para o autor deste magnifico texto. Bem haja


  4. Este texto só se explica por atraso nas consultas de oftalmologia.

  5. AANunes says:

    Olhei para a cara deste franganote e pareceu-me que lhe falta a barba para ser homem…Porque será que neste país esta “putaria” não aprende as boas maneiras|!????…

  6. Knome says:

    Ai de alguém que ponha em causa ou cause transtorno ao galo de contumíl, padre das antas e outros cognomes dignos de um padrinho, senhor de bons princípios e incapaz de fazer mal a uma mosca, só a juízes, jornalistas, árbitros, dirigentes, jogadores, etc., etc….

    • Joaquim Carlos Santos says:

      Num camarote, há uma ética, uma contenção, um princípio de não provocação. Todos sabem isto. Nuno Lobo arriscou a esperteza da insolência, levou.

      • Knome says:

        Mais um bom exemplo que fica bem aos outros mas é desculpável no padrinho, que o digam o Bruno de Carvalho e anteriores presidentes do Sporting o Vieira, e tantos outros, no camarote do Dragão e noutras tribunas. Estamos habituados a estas manobras de diversão para esconder o verdadeiro mal que conspurca o n/ futebol e não só.


  7. Eu … só quero esperar para ver em que é que resulta a sanção disciplinar ou justiça para estes comportamentos… faz-se luz ou a confirmação de que este país no desporto como na política é uma bananeira do Estoril e nem sequer ligar à selecção … ou o Mister da seleção aplaude quem ?

  8. Knome says:

    Estes comportamentos, comparados com “apitos dourados”, agressões a jornalistas, BPN, Melancias, mais um rol infindável de outros, nem é assunto. Se o for, é mais uma prova de que a corrupção e a influência sobre quem decide é uma prática de alguns, sempre os mesmos, que dominam este triste País.

  9. Patolas says:

    Woody Allen indicou a menese Francis Ford Coppola para a realizar um filme sobre o porto…

  10. Piorquemao says:

    Deprimente é viver num país que permite trinta anos de vida da maior organização mafiosa, existente, desde o berço da Nação.
    Deprimente é ver a “cultura” criada além Mondego onde se vive do crime como se do normal quotidiano se trate.
    Deprimente é ver geografias onde se elevam bandidos mafiosos a heróis.
    Deprimente é ver uma justiça que não condena mesmo com todas as provas.
    Deprimente é saber que juízes não actuam por medo, por gula e ou pelas famosas viagens pela europa do futebol.
    Seria deprimente, não fora de uma inocência atroz, haver quem pense que somos todos parvos,… inocentes,…coniventes e, ou, máfia fãs,…
    Deprimente é ver criminosos em liberdade a gozar com o pagode, mas nem o cancro do desporto nacional, aka, futebol corrupto do porto, nem il georgio di bufa e seus esbirros, serão eternos,… um dia o esterco criminoso terá de acabar,…

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