Em princípio, também me oponho ao Orçamento do Estado para 2014

look_at_the_budget_clipart

http://bit.ly/1axSJiR

Segundo a Lusa, o Bloco de Esquerda deverá votar contra o Orçamento do Estado para 2014 (OE2014), pois prevê que este irá seguir a mesma linha dos anteriores (OE2012 e OE2013). Sendo esse o caso, apoio a iniciativa do Bloco de Esquerda: não me parece que “o terceiro OE de Pedro Passos Coelho vá ser diferente dos anteriores” e, lembro-me bem, até cheguei a recomendar o chumbo quer do OE2012, quer do OE2013.

Por seu turno, Marco António Costa lamenta que o secretário-geral do Partido Socialista ameace votar “contra um orçamento que ainda nem sequer conhece”, apelando “a que, em sede parlamentar, e depois de conhecido o texto concreto do OE [2014], o PS possa definir a sua posição”.

Aceito o desafio, em forma de apelo, lançado por Costa e garanto que, se o OE2014 respeitar o estipulado na lei, ou seja, o preceituado quer no Decreto n.º 35 228, de 8 de Dezembro de 1945, quer no Decreto-Lei n.º 32/73, de 6 de Fevereiro, com o concomitante abandono da vergonhosa anarquia causada pela inacção de quem manda (para juntar ao rol, no Diário da República de ontem, lá vinham “documentos comprovativos dos fatos indicados no currículo” e duas ocorrências de “contato telefónico”, no de hoje, de novo, os “fatos indicados no currículo”), aí, sim, já terei condições para reflectir acerca de uma revisão da minha posição.

Gaia – Debate no Porto Canal (hoje)

Estas eleições autárquicas têm sido singulares no que ao tratamento televisivo diz respeito  e as últimas notícias confirmam, a três, essa ideia – as televisões não vão cobrir a campanha eleitoral pelo menos da forma tradicional (seja lá o que isso for). Percebo o argumento das televisões, mas tenho alguma dificuldade em os aceitar. Se por um lado admito que uma empresa privada tenha a capacidade de decidir o que faz com os seus recursos, penso que será também importante deixar claro que para o seu funcionamento é necessária uma autorização, certo? Para o exercício de uma função pública, não? Sim, é isso – estamos a falar de um instrumento que procura regular o mercado.

Por outro lado, não fica claro para mim quem sai a ganhar com esta medida – será que poderemos ter uma campanha mais verdadeira, mais pedagógica? Ou, pela falta de visibilidade, a qualidade das propostas e das mensagens vai ficar pior?

Faria algum sentido, até pelo primeiro argumento apresentado, que a SIC e a TVI (privadas) tivessem “coragem” para enfrentar a decisão agora conhecida, avançando com uma cobertura das eleições em função dos seus critérios editoriais.matosinhos

No entanto e antes que o post termine importa aplaudir uma dimensão positiva da decisão – não teremos que ver mais nenhuma argolada da 4ª escolha para Gaia. Infelizmente teremos que continuar a ver o candidato do PSD a discutir futebol, mas isso não é necessariamente mau, em função da cegueira que o caracteriza.

Ou se calhar até podemos – hoje, às 22h, no Porto Canal temos o debate entre os candidatos a Gaia.

Professores Contratados

Esperam e desesperam com o dedo no F5!

Peregrinação

carlos abreu amorim

Eram mais de 800 eleitores “idosos” que viajavam até Fátima em peregrinação subsidiada pela Junta de Freguesia (do PSD) de Grijó. É natural que, sendo a maioria dos viajantes crentes, tivessem, no fundo dos seus corações, a esperança de uma epifania, qualquer coisa pendurada numa azinheira, qualquer aparição ou manifestação do alto. E compreende-se, que diabo (ops!…), de Gaia a Fátima ainda é um bom esticão e quem faz o esforço merece uma recompensa.

É verdade que, geralmente, nada acontece. Mas desta vez deu-se! Quando os peregrinos se juntaram para o merecido repasto, eis que se dá a aparição! E que aparição! Pelo menos 130 quilos dela.

No seu estilo de anjo barroco sobrenutrido e furibundo, Carlos Abreu Amorim, candidato do PSD à Câmara de Gaia, irrompeu pela sala disposto a almoçar (claro) e levar a palavra aos peregrinos (claro!). Não era, porém, uma manifestação do divino, já que tinha sido convidado pelo organizador da viagem, o qual, por sua vez, é candidato do PSD à Junta de Freguesia de Grijó.

Nesse ínterim, um candidato de uma lista opositora, protestou e quis dizer o que pensava da situação e do Carlos Abreu Amorim. Queria, mas não pôde. Os seguranças das personalidades presentes logo ali o espancaram e puseram na rua. Estava instalada a confusão e os confrontos, diz-se, não foram meigos. Espero que esta história edificante traga luz – aos que ainda estão às escuras – sobre o carácter destes campeões da santidade democrática, nomeadamente aqueles que, durante anos, pagos a peso de ouro, oravam na televisão sobre as virtudes de uma democracia pura e, pelos vistos, abençoada. Assim seja.

1262923_1408996979316966_35923605_o

Lembrete: ‘selecção’ ≠ ‘seleção’

Daqui a doze horas, a Selecção vai defrontar a Seleção.

Ron

Doug Pensinger/Getty Images (http://bit.ly/14GWFWR)

Adoro a Minha Fucking Bike

Vítor Sousa Censura-se a Si Próprio no Facebook

Depois de há semanas ter censurado algumas perguntas publicadas (também) por mim na página de campanha do candidato Vítor Sousa, – e depois de me ter ali bloqueado, – Vítor Sousa comete o impossível e censura-se a si próprio, removendo uma nova (aparentemente) página de campanha “Eu sou Vítor Sousa”.
Entre alguns bracarenses, frequentadores do ‘Forum Cidadania Braga‘, ficou a impressão de que nova página terá sido removida por conter erros ortográficos. É uma explicação possível.

Definitivamente, a queda de um regime é sempre agonizante.

vitorsousa1 vitorsousa2