Levar a carta a Cavaco

“Desempregado escreve a Cavaco a avisar que não vai pagar impostos”

Passos Coelho, já estará preparado para qualquer inciativa presidencial, com uma lista de nomes de gente que também não paga impostos e que está muito bem de vida, de modo a provar que impostos e fortuna não têm nada a ver.

Humorcrato

170913a

A CNE é burra, ou apenas ignorante?

A coisa é simples: faz sentido proibir o funcionamento das páginas de candidatos no Facebook em véspera e dia das eleições. Proibir um cidadão de no seu perfil emitir uma opinião é de asno, com o meu formal pedido de desculpas a todos os burros que escutem a CNE.

O fato do ano letivo

WS

http://bit.ly/15CJGJv

Ia debruçar-me sobre mais esta prova da grafia hipócrita por aí aplicada – e dedicar umas linhas ao “A Horſe, a Horſe, my Kingdome for a Horſe”–, quando, subitamente, me deparei com uma imagem que reflecte bem o estado da grafia actualmente adoptada no Diário da República: uma salsada com ortografia portuguesa europeia (‘selecção’), ortografia brasileira (‘fato’) e AO90 (‘setembro’ e ‘letivo’). 

DRE 1892013

Sim, está tudo a correr bem e sem problemas de maior”. “État anarchique”? De l’orthographe”? É verdade: até dizem que foi há 110 anos

Post scriptum: Sim, reparei na contracção e indiquei-a (), mas por descargo de consciência, pois nada tem a ver com o AO90 — já agora, voltando ao Shakespeare, convém sempre lembrar que ſ ≠ f.

Troyka e Tresleitura Segurista

Seguro, como sempre, está a ver mal «a enorme relutância da Troyka» em indulgenciar o PS e a sua poção mágica para o défice. Não é que a Troyka tenha sentido uma enorme relutância na flexibilização do défice português. Não. A Troyka, quer dizer, a delegação técnica dela, o que deve ter é necessariamente uma enorme relutância em sentar-se à mesa com o PS, Partido que a convocou em primeiro lugar, Partido que se comporta como se a não tivesse convocado, Partido que já não subscreve [ou diz que não subscreve] o que assinou, o que implicaria pelo menos a boa-vontade de reformar e reformular o assinado, um tal Partido-Farsa só poderia suscitar repugnância, relutância e outras palavras terminadas em ânsia, no plano interno e externo, pois torna estas missões repletas de atrito, risco e incerteza e a incerteza com credores paga-se caro. Nem carne nem peixe, tal como o seu líder, eis um Partido-Sonso de e para Tansos a merecer rejeitância agora e para sempre, amem.

Three Times Troykated

A Troyka mata? Mata. O PS, quando é Governo, também mata, esfola e enterra, coisa que só se sente especialmente quando esse partido é exonerado de funções mediante o plebiscito eleitoral e vai embora, resultado normalmente extraído a ferros, custoso e ranhoso. Depois de terem falido o País, desejam continuar a mandar e-mails. Nós, Portugueses, por alguma razão especial que Mário Soares explicaria, fomos defumados, deFMIados, ‘troykados’ em 1977, 1983 e agora em 2011 pela mão de Governos PS. É uma vergonha? É. Mas natural. Tão natural e mortífera como o próprio PS.

A corja ou os dados viciados

dados
Como era de esperar, o pindérico boicote televisivo à cobertura jornalística da campanha eleitoral autárquica mostra, desde já, os seus fins. Ouvi hoje – custou, mas ouvi – os comentários com que o sr. Santos Silva polui o “éter” semanalmente e nos quais perorou abundante e disparatadamente sobre a situação dos diversos partidos e as suas – dele – expectativas quanto às eleições.

Confesso que estava curioso com os termos em que seria feita a despedida por parte do entrevistador, já que começara, oficialmente, a campanha. Um sorridente e cúmplice “até para a semana” desfez as dúvidas: os comentadores profissionais – inclusiva e principalmente os dirigentes partidários em actividade ou em pousio – continuarão em plena actividade. Poderão os candidatos – só me lembro de António Costa – ser substituídos por artista semelhante, mas nada mudará senão o facto de não haver, sequer, uma sombra de contraditório, já que foi decretado o silêncio jornalístico. [Read more…]

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