A anedota do Key for Schools

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As inteligências do IAVE resolveram abrir um inquérito de opinião ao exame da Cambridge, com a particularidade de qualquer pessoa poder responder, uma ou quantas vezes quiser, tenha ou não alguma relação com o exame. Será que já circulam mails em certos circuitos a apelar a simpáticas contribuições? : -) Quem quiser participar pode ir aqui.

No meio desta incapacidade organizativa, o ministério não faz ideia quando estarão disponíveis os resultados mas, pelo caminho lá lançou umas farpas, como tão bem – isto sim, sabe fazer.

Como é público, o projecto de aplicação do teste Key for Schools contou, numa fase inicial, com cerca de 1200 professores que se disponibilizaram [mentira, muitos foram obrigados] para realizar as tarefas de classificação, tendo para o efeito participado na formação promovida pela Universidade de Cambridge e pelo IAVE. No entanto, apenas pouco mais de 800 professores têm estado efectivamente envolvidos no processo [portanto, 800 professores estão a preparar a entrada de instituição privada no mercado do ensino, às custas do seu tempo pessoal e dos recursos do Estado; acresce que é uma verdadeira sacanice  passar culpas da má organização para os professores que optaram por não aceitar trabalhar para aquecer].

Assim, para limitar o esforço e tempo despendido nas deslocações efectuadas pelos professores [que se vêm obrigados a saltar de escola em escola pela grande fortuna de 38 cêntimos por quilómetro, trabalhando de borla para o privado em vez de estarem a fazer o trabalho para o qual o Estado lhes paga] que têm assegurado as tarefas de avaliação e classificação do teste, e de forma a minimizar o impacto nas actividades lectivas e não lectivas nas escolas onde os professores avaliadores exercem a sua actividade, foi alargado o período para a realização das sessões de Speaking.

Não obstante os constrangimentos atrás referidos, vale a pena realçar que este teste, que permite realizar provas orais em avaliação externa para mais de 120 mil alunos, em mais de 4 mil sessões, constitui uma enorme mais-valia para o nosso sistema educativo, entre outros aspectos, pelo impulso que irá dar à componente de produção oral no ensino e na aprendizagem do Inglês [bla bla bla, dito de outra forma, o que vem de fora é que é bom e nós cá não temos valor nenhum], dimensão essencial nas disciplinas de língua estrangeira.

O comunicado de imprensa, peça maravilhosa sem nome, pode ser lido aqui: Divulgação de resultados do teste Key for Schools

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