Onde para o socialismo? Para onde vai o PS?

juan carlos

© Pedro Armestre/AFP (http://bit.ly/1hR4b82)

Hoje, antes da notícia do dia, li o artigo Onde pára o socialismo, e para onde vai o PS?, de Elísio Estanque.

Elísio Estanque escreve “exceção” (sim, com aspas). Elísio Estanque escreve atual. Elísio Estanque escreve atualização. Elísio Estanque escreve projeto. Elísio Estanque escreve espetáculo. Elísio Estanque escreve direção. Elísio Estanque escreve ruturas. Elísio Estanque escreve efetiva. Elísio Estanque escreve pára. Elísio Estanque escreve pára? Sim, Elísio Estanque escreve pára. Elísio Estanque adopta o Acordo Ortográfico de 1990? Elísio Estanque escreve pára. Elísio Estanque escreve “onde para o Socialismo”? Não. Elísio Estanque escreve “onde para a ousadia”? Também não. Elísio Estanque escreve “onde para a social-democracia”? Ver respostas anteriores.

Elísio Estanque, onde pára o Acordo Ortográfico?

Post scriptum: Juan Carlos não abdicou. Juan Carlos anunciou que pretendia abdicar.

Quadrinhas da época ao jeito popular

santos populares

Aqui estou pelos santinhos
A versejar a preceito
As musas dão-me beijinhos
P’ra que faça obra de jeito

Estão murchos, os manjericos
Que os ares andam pesados
Andam contentes os ricos
E os pobres andam lixados

Mas até os Santos notam
Que se há muitos que dão luta
Há muitos outros que votam
Naqueles filhos da p****

Este governo é um colosso!
Está- se a cagar p’ro povinho
O Paulo a cagar fininho
O Pedro cagando grosso
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Cavaco recebeu a selecção e respectiva comitiva

Forneceu almoço e tudo. Os jogadores resistiram e parecem estar bem.

Juan Carlos não abdica daquilo para que não foi eleito

franco juan carlos

Não há regime mais abjecto que o monárquico. Defender a entrega da chefia do estado a alguém apenas porque é filho de outro alguém, que por sua vez ali estaria por vontade divina, é em tudo contrário aos mais elementares princípios de uma civilização moderna.

Claro que umas monarquias, como a norte-coreana, são ainda mais repugnantes que outras, e é verdade que sob a tutela de um rei pode existir alguma liberdade e democracia, mas estarão sempre incompletas, falta-lhes o elementar princípio de que todos os homens nascem livres e iguais, em direitos e deveres.

O que se passa hoje na nossa vizinhança, onde um nacionalismo doentio tem como símbolo máximo da sua unidade um rei que jurou fidelidade a um assassino, Juan Carlos, o Bourbon herdeiro de um regime fundado por golpistas criminosos que derrubaram uma República referendada, “abdica” em favor de quem não vai a votos, mas é seu filho. Uma monarquia esbanjadora nos gastos, baseada numa montagem mediática chamada 23F, tenta a sua continuação. Há que referendá-la, por muito que isso custe aos vendedores de revistas cor-de-rosa.

Sim, Carolina

Na semana passada a Sílvia Caneco trouxe no i esta arrepiante história daquilo em que nos estamos a tornar, enquanto sociedade. Primeiro revoltei-me, depois angustiei-me, e depois fui tentanto digerir aquilo, enquanto olhava para o meu filho, da idade da Carolina. Só um pouco mais  novo que os rapazes que lhe fizeram aquilo. Apanhei-o à porta da escola e olhei para lá. Vi as raparigas todas a saírem para a rua, tão cheias de graça e de vida. Foi nesse dia que recebi uma mensagem Mãe que Capotou, a perguntar o que poderíamos fazer. Foi também quando a Sónia Morais Santos partilhou a ideia que nascera em modo quadripolar. E foi o que me fez voltar ao Aventar, para vos dizer que é preciso devolver a vida à Carolina e aos pais dela. Depois soube que está tudo a encaminhar-se. Indignem-se, por favor, mas reajam. O mínimo que podemos fazer por nós e pelas nossas Carolinas é isso. Não permitir que voltem a pintar-lhe lagartos na saia.Dúvidas e dádivas podem ir bater ao e-mail quadripolaridades@hotmail.com

Ou de como a blogosfera continua a ser uma âncora, no meio desta tempestade.

 

Retrato de um mundo de desigualdade extrema

Raoul Vaneigem

«Como pudemos chegar a esta fúria económica que remete o planeta para a avidez financeira, não tolerando rasto de vida que não mereça ser sacrificado no altar do lucro, pilhando os recursos humanos, animais, vegetais e minerais, com uma raiva lucrativa que é a própria essência do niilismo e do terrorismo?

O poder do dinheiro e o dinheiro do poder sempre foram inseparáveis. A loucura do dinheiro e do poder desenfreado caminham lado a lado, fustigados pela avidez ascética e pelos prazeres reduzidos aos dejectos da carência afectiva. No seu rasto, o dinheiro sempre atraiu o sangue, a corrupção, a violência. Os privilégios exorbitantes que lhes são doravante consentidos, acrescentam o ridículo ao odioso.

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O Dr. Coelho resolve

coelho amputa

O governo que viola sistematicamente a lei e que continua impune afirma: “O Tribunal Constitucional (TC), com a sua decisão, insiste em querer arrastar o país para o passado e eu julgo que os portugueses estão interessados em ver o país progredir e andar para a frente”. Quando é que o Estado de direito terminou sem que tivéssemos dado conta?