Águeda e os museus (urbanos)

Quando Gil Nadais e a sua pandilha se candidataram pela primeira vez, ao abrigo do Partido Socialista à Câmara Municipal de Águeda em 2005, trataram de utilizar uma das mais célebres pedras de arremesso político em relação à danosa gestão praticada na altura pelo PSD, em particular, pelo presidente da Câmara à altura, Manuel Castro e Azevedo (não cumpriu na totalidade o seu último mandato na câmara em virtude do facto de ter sido acusado formalmente pelo Ministério Público dos crimes de peculato e falsificação de documentos; crimes pelos quais haveria de responder e dos quais seria absolvido anos depois). Afirmavam e ironizavam os socialistas na altura “as colas que não colavam” (O Ministério Público (MP) tinha pedido a prisão efectiva dos arguidos, a quem acusava de terem lesado o município em mais de 250 mil euros, nos finais da década de noventa, através de fornecimentos fictícios de materiais, designadamente tubos (pela ARSOL) e tintas e colas (pela UNICOLA, de Cruz Silva), cujas facturas o presidente da Câmara, Castro Azevedo, mandava pagar), a “colossal dívida herdada num concelho sem obra feita” e a existência na edilidade de um autêntico lobby laranja. [Read more…]

O acórdão

acordao

O verdadeiro artista à solta num museu de Águeda

Lembram-se de Miguel Vieira Duque, o génio que andou a pintar esculturas do séc. XIX e lhe chamou restauro? Voltou a atacar, desta vez descobrindo no depósito do museu onde é conservador 200 cópias oitocentistas de gravuras de Rembrandt (já objecto de um artigo científico publicado em 2007 mas investigar dá trabalho e é preciso saber fazê-lo), que proclamou ser a maior colecção de originais do mundo, coisa pouca.

Estamos entre o charlatão puro e duro a roçar o caso de polícia e o indigente mental (capaz de escrever proezas como “Para mim, creio no Belo, na Cultura, no que criamos, porque no fundo a nossa Pedra Filosofal existe em cada um de nós.”), e por aqui me fico para não me servir do que se sabe aqui na minha aldeia, onde viveu, e é mais do foro privado.

Ter disto acontece nas melhores profissões, mas que diabo, se me explicarem como é que alguém sem habilitações chega a, e permanece, conservador do Museu da Fundação Dionísio Pinheiro, em Águeda, agradeço. Depois dizem que os privados é que sabem, fazem melhor do que o estado, etc. etc.

Sexta é 13 e com lua cheia

Haverá praxes no Meco?

Jarra decorativa

jarro de flores

Não pressionável e de elevado valor decorativo. Isto é para calar as vozes que falam de inutilidade em Belém.