Escreve hoje no Público a professora Maria do Carmo Vieira:
Se um professor pedir aos seus alunos que pesquisem na Wikipédia informação sobre Aristides de Sousa Mendes (ASM), sem antes ele próprio ter contado a história do cônsul de Bordéus e ter levado os alunos a ler e a analisar as cartas que escreveu, apropósito do inqualificável castigo de que foi alvo, os alunos deparar-se-ão com o exemplo flagrante da desinformação e do aproveitamento político da extrema-direita racista, em ascensão. O que foi um exemplo e um acto de grande nobreza é considerado um “crime”, por desobediência.
Dois comentários. O primeiro quanto à Wikipédia. Os professores portugueses têm com a Wikipédia o relacionamento tradicional que se tem perante o desconhecido. O facto de ser uma bojarda de todo o tamanho criticar um artigo quando o que temos a fazer é editá-lo, escapa-se-lhes: é malta que ainda não saiu da idade do papel, pensa que aquilo é escrito por alguém pago para o efeito como nas defuntas enciclopédias que se alimentavam de florestas de árvores assassinadas, e assim permaneciam, sem actualização, praticamente sem escrutínio, dignas do tempo em que o saber era unívoco e monopólio das cátedras. [Read more…]










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