A Wikipédia, os professores e Aristides Sousa Mendes

aristides e cesar

Escreve hoje no Público a professora Maria do Carmo Vieira:

Se um professor pedir aos seus alunos que pesquisem na Wikipédia informação sobre Aristides de Sousa Mendes (ASM), sem antes ele próprio ter contado a história do cônsul de Bordéus e ter levado os alunos a ler e a analisar as cartas que escreveu, apropósito do inqualificável castigo de que foi alvo, os alunos deparar-se-ão com o exemplo flagrante da desinformação e do aproveitamento político da extrema-direita racista, em ascensão. O que foi um exemplo e um acto de grande nobreza é considerado um “crime”, por desobediência.

Dois comentários. O primeiro quanto à Wikipédia. Os professores portugueses têm com a Wikipédia o relacionamento tradicional que se tem perante o desconhecido. O facto de ser uma bojarda de todo o tamanho criticar um artigo quando o que temos a fazer é editá-lo, escapa-se-lhes: é malta que ainda não saiu da idade do papel, pensa que aquilo é escrito por alguém pago para o efeito como nas defuntas enciclopédias que se alimentavam de florestas de árvores assassinadas, e assim permaneciam, sem actualização, praticamente sem escrutínio, dignas do tempo em que o saber era unívoco e monopólio das cátedras. [Read more…]

Sim, sim…

Scolari lembra que Portugal no Euro 2004 começou a perder e chegou à final

Sim, sim, eu lembro-me .

Aliás, começou a perder e acabou a perder, e com os mesmos.

Lá nisso, honra lhe seja feita…

Não há pachorra para tanto ópio do povo.

Trabalho de equipa

TeamWork

O João Branco já fez ontem uma boa análise do jogo Portugal – Alemanha. Acrescento que, seja no futebol, na política ou nos negócios, não triunfaremos enquanto acreditarmos colectivamente que um herói chega. É o trabalho coordenado em equipa, planeado e executado conforme, que faz a diferença. Na política, o eleitorado tem premiado as apostas messiânicas (vejam-se os exemplos anteriores e a expectativa que agora se vai construindo à volta de António Costa) mas no final sobra sempre o mesmo: um craque, mesmo quando o é, não consegue realizar o desígnio que dele se esperou. Ontem, na bola, não se defrontaram duas equipas. Os jogadores portugueses perderam contra a equipa alemã.

Goldfinger à moda da casa

Lembram-se daquela cena de Golfinger em que o arqui-vilão, depois de promover uma luta de morte entre dois peixitos combatentes, dá o vencido a comer ao seu gato que aguardou sabida e pacientemente ao colo do dono? Ocorreu-me isto ao constatar que os donos da direita têm uma nova tarefa para os seus servidores: aproveitar a luta pela direcção do PS e, promovendo combates televisivos vários, alimentar-se dos despojos.

Ainda ontem, duas figuras de segunda linha – Brilhante e Perestrelo – se degladiaram ferozmente perante um Paulo Magalhães que, normalmente provocador e reacionarote, se deleitou deixando falar livremente os intervenientes, na certeza de que quanto menos interrompesse mais eles se enterravam. Como aconteceu. E não se espere ouvir nestas discussões uma ideia, um projecto, uma proposta concreta. Tudo o que se obtém é má língua, indiscrição, deslealdade. Só uma proposta concreta se ouviu: a redução do número de deputados, alteração das leis eleitorais e bipolarização forçada. E foi isto que me motivou esta nota. Esgatanhem-se, devorem-se, mas deixem-nos em paz.

A culpa da crise?

É dos políticos. Cuida-te Passos, ele vem atrás de ti…

Senhor Presidente, o povo manifesta-se nas ruas!

Cavaco

Alguém arranje um Rennie ao senhor Aníbal. Têm sido muitas indisposições…

Excentricidades de uma profissional do tanque

tanque

Depois do sucesso da dispendiosa festa de comemoração de 10 anos de casamento, Isabel dos Santos, cliente da lavandaria cá do sítio, fez novamente uso dos kwanzas extorquidos aos seus conterrâneos e levou 600 “amigos” para o Brasil, de maneira que estes “pobres” homens de negócios e outros tantos fúteis do social pudessem assistir, sem custos (pelo menos para eles), ao espectáculo do futebol, curiosamente contestado pelos milhões de Reais que custou a um país que, apesar do petróleo, continua a ter “excedente” de pobres que exigem nas ruas mais e melhor saúde e educação. Uns marxistas radicais, gente perigosa, daquele tipo que gasta demais e provoca crises financeiras.

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