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o mendigo basilius

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António Costa: um acto de coragem

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© Luís Barra (bit.ly/RTvDek)

Através do Expresso, ficámos a saber que José Sócrates considera um acto (exactamente: um acto) de coragem a disponibilidade manifestada por António Costa. Acordo Ortográfico da Língua Portuguesa de 1990? Não, nem pensar. Há esperança? Claro que há. Enquanto houver acto, há esperança.

Sons do Aventar – Arcade Fire no RiR

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O António de Almeida, aqui no Aventar, escreveu que nunca foi ao Rock in Rio por não apreciar o conceito. Compreendo-o. Ontem, por causa dos Arcade Fire, fui pela primeira vez ao RiR. Andei anos a resistir. Até gosto do conceito “festivais” (Paredes de Coura e o Primavera são muito bons) e apenas não conhecia o RiR. Aquilo é uma espécie de “Disneyland Paris”.

Francamente, o RiR é totalmente diferente. Ontem fiquei na dúvida: ou o RiR não é para os Arcade Fire ou será que os Arcade Fire não são para o RiR? Independentemente da velha “guerra de números” destas coisas (a organização diz que eram mais de 47 mil almas a assistir, valor que só se for com IVA e já na taxa esperada para os próximos tempos pós TC, 25%), a verdade é que foram bem menos que nos outros dias, a acreditar nos tais números. Sinceramente, os Arcade Fire são uma banda para um “Primavera Sounds” ou “Paredes de Coura” e não para um festival como este. São públicos muito distintos e tirando os “ferrinhos” da banda, o resto da malta não é apreciadora do estilo nem tão pouco da forma.

O concerto foi bom. Não tanto, na minha opinião, como afirma Vítor Belanciano. Foi bom, ponto. Não foi excepcional. E o som não estava grande espingarda, sobretudo mais atrás (o vento não ajudou). Depois de umas horas passadas sobre o espectáculo, sou levado a concluir que os Arcade Fire não são para o RiR. No fundo, pelo que me apercebi, uma parte importante também não vai ao RiR pela música e não o escrevo como uma crítica negativa. Faz parte da filosofia da coisa. Não é por eu gostar mais do “Parque Warner” que vou afirmar que o “Disneyland Paris” é mau. São diferentes.

Por isso, contas feitas, soube a pouco para quem gosta destes fantásticos canadianos.

Estratégia de sobrevivência política

Não se percebe bem, se é que existe, a estratégia de António José Seguro. Por um lado pede eleições antecipadas, várias vezes tem desafiado o primeiro ministro a demitir-se para ouvir os portugueses, na passada sexta-feira votou uma moção de censura na A.R. que se aprovada implicaria a queda do executivo. Por outro, desafiado, recusa ouvir os militantes do próprio partido, refugiando-se numa legitimidade estatutária, que embora exista, não é menos legítima que a do governo continuar em funções até às próximas legislativas. Como referi aqui, a vitória escassa do PS não fazia prever a tempestade que se levantou, mas o líder da oposição revelou-se completamente incapaz de gerir a crise interna, num primeiro momento entrincheirando-se no aparelho do partido, depois disparando em todas as direcções. Por princípio sou favorável à proposta para redução para 180 deputados e introdução de círculos uninominais. Mas como isso se aplica? Será para eleger à primeira volta ou será necessária uma segunda? Serão permitidas candidaturas independentes nos círculos uninominais? [Read more…]

Para quem não assistiu

Nunca fui ao Rock in Rio. Não aprecio o conceito. Mas se estivesse em Lisboa hoje, muito provavelmente teria aberto uma excepção, para assistir a uma das minhas bandas preferidas, Arcade Fire. Fica aqui um vídeo com uma pequena amostra das capacidades desta fabulosa banda canadiana.