O Plástico

Comments

  1. Bento Caeiro says:

    PLÁSTICOS E FOGOS

    A história dos plásticos, da sua proliferação e atitude das entidades responsáveis, faz-me lembrar os eucaliptais, a sua proliferação, os fogos e, também a atitude das entidades responsáveis.
    Sou ainda do tempo em que não havia sacos de plástico nem eucaliptais como os de agora. Incrementaram, na ânsia do lucro o uso do saco e vasilhame em plástico, também o fizeram com os eucaliptais. Rodeando e envolvendo as povoações com matas de eucaliptos e as cidades com todo o tipo de plástico – a bem das grandes empresas e dos seus fartos lucros.
    Surgindo e colocado o problema ambiental, originado pelos plásticos e eucaliptais no que se reporta aos fogos, qual a atitude das autoridades governamentais? Como se as pessoas fossem as culpadas com o que se passa com os plásticos e com os eucaliptais, são estas que estão a ser tratadas como se tivessem culpa do consumismo a que foram levadas, e dos fogos que assolam as suas vidas e as suas povoações.
    Não fazendo praticamente nada, no que se refere às matas e aos eucaliptais e o mesmo em relação à indústria do plástico, as autoridades voltam a sua sanha contra as populações, fazendo que estas derrubem árvores nos seus quintais e a mesma atitude em relação à utilização de plásticos; preparando-se – em ambos os casos – para aplicar medidas penalizadoras somente às pessoas; esquecendo, em tudo isto, o papel das celulósicas, das empresas proprietárias dos eucaliptais e dos fabricantes e distribuidoras dos plásticos.
    Desta forma e maneira, as povoações e as pessoas de vítimas passam a agressores e a assumir as culpas de outros: na proliferação dos plásticos e dos fogos.
    Talvez porque, em toda esta história, as pessoas sejam a parte mais fraca e os governos se colocam ao serviço dos mais fortes – as grandes empresas e todos os que beneficiam com tudo isto?

Trackbacks


  1. […] vários, como o do plástico barato e descartável. Para não falar em ironias como esta. Felizmente, e porque nem toda a humanidade dispensou os serviços dos seus neurónios por tempo […]

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