A lógica da reversão – caso prático

É público que Costa afirmou que ia fazer reversões.

Aí está a prova: propõe recuperar 2 anos, 4 meses e 9 dias do tempo de serviço que totaliza 9 anos, 4 meses e 2 dias. Mais dia , menos dia, é isto.

Não se podem queixar, palavra dada é palavra honrada.

Comments

  1. Bento Caeiro says:

    Tem razão. O mais lógico seria:

    (9-9) + (4-4) + (2-2) = (2-2) + (4-4) + (9-9) = Y

    Sendo Y, o tempo atribuído.

    Desta forma, fica toda a gente satisfeita: governo, professores e população, e acaba a discussão, ou ainda não?

    • ZE LOPES says:

      Ainda não. Até por questões do foro religioso. Na catequese ensinaram-me que só Deus tem capacidade para atribuir tempo. Aos mortais resta contá-lo.

      Quanto à pseudo-equação, parece-me que V. Exa. está candidato ao Nobel da Matemática, logo que seja criado, nem que seja de propósito O seu brilhante raciocínio constitui um notável desenvolvimento da célebre Teoria do Camartelo, quiçá até a resolução definitiva do igualmente conhecido Problema do Centeno que tem dado a volta à cabeça a numerosos matemáticos, físicos, químicos, engenheiros e até sacerdotes de várias tendências, já para não falar dos trolhas, canalizadores e pedreiros, que agora se terão de render à benta Teoria de Caeiro.

      Permita-me apenas um desabafo: coitadinho do Y! É triste, mesmo para uma incógnita, saber que não vale nada. Resta-lhe disfarçar e permanecer incógnito.

      • Mónica says:

        No fundo esse Y, símbolo da masculinidade ou nulidade é o próprio Bento Caeiro.

        • ZE LOPES says:

          Pois. O problema é como é que uma incógnita pode ser o símbolo da masculinidade…

    • Bento Caeiro says:

      O NOIVO DAS CALDAS

      Por vezes, o gesto é tudo – neste caso o escrito.

      A Mónica, coitada, quiçá do bando feminista das ressabiadas, carente e carenciada, vê logo no Y um falo e toca a imaginar o que com ele poderia fazer. Talvez Freud lhe pudesse explicar as razões do seu pensar. Mas, tal como a raposa da fábula logo diz, pensando o contrário: credo é macho, está verde, não quero!

      O ZE, tal como o Zé Carioca – sempre à procura de cravar uma feijoada ao Zé Povinho – elabora teoria teológica, quiçá impingida pela beata que lhe deu a catequese – que não lhe disse que esse tal de deus é mais limitado que o homem, porquanto dura enquanto este nele pensar.

      Assim acontece com a equação e com a questão dos professores. Não sendo problema algum, é visto e tido como tal por um governo que, frágil, espera contar com os que os levaram a pensar assim e os estão a manobrar.

      Portanto, e dando alguma razão à Mónica, contrariando o ZE Carioca, o Y, não sendo zero, é mesmo aquilo que os professores merecem e daqueles grandes: um Noivo das Caldas.

      (Y = Noivo das Caldas)

      • ZE LOPES says:

        Só uma questão: V. Exa. escreveu tão bela prosa na tasca ou no W.C.? Ou pior, no W.C. da tasca? Ou numa tasca que funciona dentro de um W.C.?

        • Bento Caeiro says:

          Inveja, é uma atitude muito feia.

          • Bento Caeiro says:

            Assim provei e comprovei – pelos dedos dos Neros -, tal como era, em parte, a minha intenção, que os professores são, na sua maioria, uma classe mal formada, mal preparada e, para além disso, invejosa.

          • ZE LOPES says:

            Mais uma vez, parece-me que não respondeu à pergunta. “By the way”, inveja de quê?