9 anos, 4 meses e 2 dias

Comments


  1. Desculpe, como professora que sou tenho de roubar.

  2. Luís Lavoura says:

    O governo não roubou tempo de trabalho nenhum aos professores: todo o tempo de tratablho prestado foi pago, pelo salário mensal que os professores receberam.
    Roubar tempo de trabalho seria não o pagar. Não foi o caso.

    • ZE LOPES says:

      Com certeza! É pena que o seu patrão não veja este post. Podia perfeitamente passar a pagar-lhe metade do que ganha. Seria na mesma um salário mensal, pelo que não lhe estaria a roubar nenhum tempo de trabalho.

      Até porque tempo de trabalho até os escravos têm. Não têm é o resto, mas não se pode considerar um roubo. Até porque não lhe podem roubar salário. Não se pode subtrair zero a zero. Mas já não tenho a certeza, depois de me ter informado sobre a célebre Teoria de Caeiro.

    • António Fernando Nabais says:

      Brilhante, Luís Lavoura! A progressão na carreira dos professores depende também (também), concorde-se ou não, do tempo de serviço. O governo diz que uma parte desse tempo de serviço prestado não vai contar para a progressão. Logo, o governo não está a roubar tempo. Brilhante!

      • Luís Lavoura says:

        Pois eu (que também sou funcionário público) trabalho na minha carreira há 25 anos e ainda nunca progredi nela, a não ser uma única vez em que houve um concurso que me permitiu subir. E não tenho grandes esperanças de voltar a subir na minha carreira até me reformar, porque não haverá mais concursos para esse efeito. Por isso acho uma vergonha essa coisa de os professores quererem subir na carreira só por estarem tempo nela. Quanto mais cedo o governo acabar, de jure ou de facto, com essa prática, melhor.

        • ZE LOPES says:

          Um conselho: lute pelos seus direitos e não seja invejoso. É feio!

        • Bento Caeiro says:

          Lavoura por mais que tente penetrar nesses terrenos, não vale a pena: não há charrua que ali penetre – é só calhaus.
          Como essa do ZE Carioca a contrapor ao seu argumento de que o trabalho dos professores é pago pelo ordenado mensal que recebem, que o seu patrão lhe deveria retirar metade do seu ordenado.
          Ficamos assim a saber que o tempo de serviço deles é equivalente a metade do ordenado do Lavoura.

          Sendo este ZE Carioca professor de matemática, e a gente fica a perceber os resultados na matéria.

          Estamos bem, estamos!!!

          • ZE LOPES says:

            Pois é! V. Exa. passa a vida a ler os Almanaques do Tio Patinhas e depois já nem sabe ler um texto em português!

        • António Fernando Nabais says:

          Aquilo que acontece ao Luís e a muitos outros é uma injustiça que não se resolve generalizando a injustiça (não lhe parece infantil considerar que os outros não devem ter aquilo que eu não posso ter? – por exemplo, concordo que os juízes tenham subsídio de alojamento, mesmo sabendo que isso não acontece com os professores que são obrigados a alugar quartos longe de casa). Vergonha é o Luís não saber ou não querer saber que os professores não sobem na carreira “só por estarem tempo nela”. De qualquer modo, os professores não detêm o poder legislativo: escreva aos deputados que o representam, faça alguma coisa.

          • António Fernando Nabais says:

            É outra coisa, Luís: os governos, mesmo que não “de jure”, têm tudo controlado para que a maior parte dos professores (bons ou maus, não interessa) não chegue sequer perto do topo da carreira, graças a congelamento e quotas. Espero que assim fique mais satisfeito por saber que muitos estão nas mesmas circunstâncias que o Luís. Não há nada melhor do que vermos os outros tão mal como nós, não é?

  3. Afonso Tiger says:

    Quem percebe da luta dos professores é o prof. Mário Nogueira.
    Há quanto tempo não dá aulas?
    Há 9A+4M e2D ou há mais?
    (há muito mais, talvez)

    • António Fernando Nabais says:

      Não tinha percebido que o “cartoon” era sobre o Mário Nogueira. Obrigado, caro felino.

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