Hospital Garcia de Orta, um retrato da maioria PS-PSD-CDS

São muitos anos de esvaziamento de serviços públicos, entre falta de planeamento e submissão à troika, favores a amigos privados e ataques ao Estado por parte de quem tem governado, críticas à gestão pública e ofertas de dinheiro a bancos privados, sempre com os mesmos a pagar.

A situação no Hospital Garcia de Orta não é única, é só mais um retrato de um Portugal engravatado, muito contentinho com a situação de bom aluno de Bruxelas mas que, em chegando a casa, se dedica à violência doméstica. Relembre-se que o problema do referido hospital se refere à urgência pediátrica e está a dois passos de Lisboa. Imagine-se o resto do país, ou seja, a paisagem.

Comments

  1. Rui Naldinho says:

    Diz António Costa para Centeno:
    – Mário, o país está a arder?

    Responde Mário Centeno a António Costa:
    – Caguei!! Nem mais um cêntimo para o MAI!

    Diz o PM para o Ministro das Finanças:
    – Senhor Ministro, o SNS está sem médicos e enfermeiros?

    Responde o Ministro das Finanças a António Costa:
    – Caguei, Senhor PMinistro! Nem mais um euro para o SNS!

    António Costa arregala os olhos para Mário Centeno, com ar de quem o vai recriminar, mas antes que o Primeiro Ministro falasse, diz o Presidente do Eurogrupo:

    Senhor PM, os Portugueses só gostam de bebida e de mulheres, em vez de trabalharem mais horas!

  2. antonio says:

    …e de mulheres nem todos…

  3. JgMenos says:

    As 35 horas são de outra maioria, Ó Treteiro!

    • António Fernando Nabais says:

      As 35 horas são uma questão de justiça, ó Idiota! Defender horários de trabalho de 40 ou mais horas é próprio de gentalha que sonha com o regresso ao século XIX, ó Idiota!

      • JgMenos says:

        É para todos menos os mamas da função pública, Ó Justiceiro da Treta!

        • António Fernando Nabais says:

          Deveria ser para todos, mas os privados estão cada vez mais desprotegidos, graças aos direitolas como tu, que adoram a desregulação do mercado de trabalho para melhor explorar quem trabalha, ó Idiota!

          • JgMenos says:

            Tu é que sabes, Ó Treteiro, o que pode ou não ser feito nos mercados?
            Saberás quando muito do que podem os teus pastores decretar enquanto houver rebanho que lhes encham os bolsos.
            Comprar votos e dar emprego à família, nem é um palpite, é uma certeza.

          • António Fernando Nabais says:

            Ó Idiota, ninguém sabe completamente o que pode ser feito com os mercados, mas qualquer pessoa com um mínimo de empatia sabe que não podem ser deixados à solta, sob pena, ó minha besta!, de continuar a haver, no Paquistão, por exemplo, crianças a trabalhar por tostões para marcas de calçado desportivo.
            Pastores terão os teus parentes ruminantes! Emprego à família dão os corruptos que tu serves, que transformaram o Estado num fornecedor de empregos a inúteis como tu, sempre sequiosos do sangue das vítimas do Mercado, o teu Deus.
            Eu, ó Triste, sou funcionário público, tenho um emprego porque concorri e não porque tenha cartão partidário ou porque ande a lamber as botas embevecido aos gestores que só sabem sugar o sangue fresco da manada, não desfazendo.

          • abaixoapadralhada says:

            Caro Nabais

            Responder ao repugnante nazi, não leva a lado nenhum.
            Ele limita-se a rezar uma ladainha estafada e não diz nada de jeito. São cassetes gravadas há mais de 60 anos.
            Deixar o Sr JgMenos vomitar à vontade, porque nem o nome de “Idiota” merece

          • JgMenos says:

            «Eu, ó Triste, sou funcionário público, …»

            Não precisavas de o dizer, Ó Treteiro!
            A tua doutrina tresanda à soberba dos que têm uns milhões de cidadãos entregues aos mercados para te trazerem um tranquilo, seguro e certo assento na vida.
            O teu reino é o da ‘justiça’, o do ‘dever ser’, o dos ‘direitos e garantias’ que os alimentadores do orçamento dos teus pastores asseguram vivendo num outro reino, o do ‘poder ser’, o do ‘ter que ser’.

            Falar de mercados selvagens quem não sabe o que seja um mercado, que não o confinado ao território da governação pública, sem bancos nem fianças, com clientes que sempre pagam ainda que insatisfeitos.

            Tu, ó Beneficiado, envergonha-te de pensares o mundo como sob o controlo dos teus pastores.

          • António Fernando Nabais says:

            Vai para dentro e dá beijinhos nos mercados, tristinho!

          • Paulo Marques says:

            Tens boa solução, deixa de entregar o dinheiro aos mercados em troca de mais notas de pagamento.
            De nada.

    • Rui Naldinho says:

      “ No acordo assinado a 7 de Dezembro de 1987, onde figura a assinatura do secretário de Estado do Orçamento, Rui Carp, o Governo prometia dar aumentos de 6,5% aos funcionários públicos e propor legislação para rever o regime remuneratório da função pública, actualizar o estatuto do pessoal dirigente, fixar um regime de férias, faltas e licenças e fixar o horário e a duração do trabalho no Estado.

      Na sequência desse acordo, as 35 horas seriam fixadas no decreto-lei 187/88, mas não para todos. No diploma prevê-se que a semana de trabalho é de 35 horas para os técnicos superiores, técnico-profissionais, administrativos e telefonistas; e de 40 e 45 horas para os auxiliares e operários. Ao mesmo tempo abria-se a possibilidade de haver uma redução progressiva do horário com vista à sua uniformização.”

      https://www.publico.pt/2016/06/01/economia/noticia/as-35-horas-nasceram-num-governo-de-cavaco-e-so-com-guterres-chegaram-a-todos-1733652


      • Lol, quem diria que afinal foi o liberal Cavaco quem deu a tal “mama” das 35 horas aos funcionários públicos.

        • JgMenos says:

          Qual a admirção?
          Algum dia o Cavaco ganhou algum no mercado que não fosse a mama que lhe prepararam o coirões do BPN?

          Deu horário por não querer dar salário.
          Agora têm salário e horário e carreira e um raio que parte tanta mama pública.

          • Paulo Marques says:

            lol. Os concursos estão abertos, candidata-te ao Elísio, pá.


  4. O drama, a tragédia ….
    Encerrou durante a noite uma urgência pediátrica por falta de médicos ( parece que se “piraram” para o privado) ao qual acorreram nesse período crianças em estado considerado não grave mas que, mesmo assim, o HGH transferiu para a Estefânia e Santa Maria.
    Sou de uma aldeia no Alentejo, onde há vários anos, temos um médico cubano e onde tudo decorre sem problemas.
    Com a expulsão dos médicos cubanos do Brasil de Bolsonaro, porque não vai o governo português buscar lá os pediatras, obstetras, etc. de que o país precisa e não tem porque, formados à nossa custa, fogem a seguir para os privados?
    Provávelmente, a guerra a seguir seria a de que havia médicos a mais.

  5. Julio Rolo Santos says:

    A falta de médicos no SNS é da responsabilidade das respectivas ordens que sempre se opuseram ao aumento do númerus clausus na entrada de estudantes nas faculdades de Medicina, para não criarem excedentes de concorrentes no sistema. Contrariamente ao que nos fazem crer a direita, não há subfinanciamento no sistema nem falta de pessoal mas sim, incompetência dos seus dirigentes que se limitam a criar regras e regulamentos avulsos sem acompanharem a sua execução, desconhecendo o que se passa fora dos seus gabinetes onde se mantém acantonados. Para se ser gestor hospitalar não basta o canudo é preciso conhecer o sistema por dentro e acompanhar permanentemente o seu funcionamento. Se estes pressupostos não forem devidamente validados em cada momento, a falência do sistema é inevitável. É o que está a acontecer.

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