Pavões II

Para os “fofinhos” que andam por aí a verberarem contra quem tenta fomentar guerras norte/sul ou bairrismos desajustados, ficam estas notícias. Sempre podem dizer que são “fake news”.

De qualquer maneira e passando por cima da já conhecida incompetência da DGS que nesta pandemia tem atingido níveis muito perto de gerar responsabilidade criminal (num País decente era o que acontecia) e que, seguramente, não desconhece a data das festas de Santo António, fica este PR.

Um Presidente que, manifesta e despudoradamente, assume a defesa dos habitantes de uma região utilizando um argumento que além de falso (isso não é novidade) porque em todas as regiões se trabalhou durante a pandemia, é profunda e gravemente insultuoso para todos os outros Portugueses.

O vestir da camisola lisboeta é tão ostensivo e ofensivo quanto o grotesco plano de recuperação da TAP. Quer um quer a outra perderam a sua razão de ser enquanto instituições nacionais. Quer a TAP assumiu que é a TAL (Transportes Aéreos de Lisboa) como o PR optou por ser o PRL (Presidente da República de Lisboa).

E sempre para os fofinhos que apesar de continuamente sodomizados pelo centralismo petulante, ignorante, provinciano e despótico do poder lisboeta, continuam a achar que isto não passa de condenável exacerbar de bairrismos, deixem que lhes diga que não há qualquer guerra norte-sul. E porquê? Porque, primeiro não há uma dicotomia norte-sul. Há uma divisão Lisboa-resto do País.

Segundo, isto não é uma guerra. Isto são ataques contínuos e unilaterais perpetrados pelo poder central. Quem me dera que o resto do País tivesse o poder suficiente para poder responder e, aí sim, transformar esta desigual relação de forças numa guerra. Até porque estou absolutamente convencido que se o resto do País tivesse algum poder, isto não acontecia. A verdadeira razão para este imbecil despotismo não está em qualquer mirífica intelectualidade do poder central, mas tão só no cobarde aproveitamento da incapacidade de resposta do resto do País. Ah, e também na indolência e na mansidão que os fofinhos tanto veneram e fomentam.

Terceiro, esta desigualdade que se verifica há anos e anos, foi exponencialmente agravada pela pandemia. Enquanto uns acreditaram ingenuamente na união dos Portugueses, os pavões do Maghreb, insolente e cobardemente, não se inibiram de desqualificar e caluniar o resto do País. As nossas reacções são legítimas respostas às provocações que todos os dias sofremos e que, nos últimos tempos, ultrapassaram muito, mas mesmo muito, a linha do tolerável.

Quarto, pessoalmente, estaria a marimbar-me para as banais, imbecis e despropositadas manifestações de parolismo que o lisboeta tanto precisa de demonstrar. Basta para tal a resposta que um nortenho, um alentejano, um transmontano, etc., têm capacidade para dar. Até porque assenta numa alma e numa firmeza que o lisboeta não compreende, não alcança, mas teme. O problema é que este desplante está umbilicalmente ligado ao poder político. Este provincianismo alimenta e configura a administração central que por sua vez o remunera, protegendo-o.

E infelizmente o poder central ainda consegue determinar grande parte da minha vida

Comments

  1. Luís Lavoura says:

    a TAP assumiu que é a TAL (Transportes Aéreos de Lisboa)

    A TAP é uma empresa que, tal como as outras, tem a sua estratégia. Tal como a Bosch aposta em Aveiro e Braga em vez de apostar em Campo Maior ou em Faro, a TAP decide apostar em Lisboa em vez de apostar no Porto. Todas as empresas que empregam grande número de portugueses e contribuem fortemente para as exportações de Portugal são importantes, quer produzam em Braga, em Palmela, em Lousado ou em Lisboa. A TAP produz predominantemente em Lisboa e é importante, tal como a Continental produz sobretudo em Lousado e também é importante.

    Isto parece-me uma birrinha de nortenhos que não conseguem perceber que Lisboa é uma parte de Portugal, tal como o Porto é, e que não conseguem abandonar a postura salazarista de grandes empresas nacionais.

  2. ide-vos fo... says:

    Este Lavoura é um grande facho mas diz coisas acertadas.
    O gajo do Porto é um parolo, com a mania que é um português de gema e não passa de um galego… labrego.


  3. Tudo em Lisboa sempre…. mas a indústria está no Norte, e sem ela os tachos dos boys não existem.

    • Dragartomaspouco says:

      Tens razão

      Está no Norte, não na fossa para onde vai toda a merda do Norte.
      Não confundas, tripas !

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