As noticias sobre a birra de André Ventura foram manifestamente exageradas

Se Ana Gomes ficar à frente de André Ventura nas Presidenciais, a probabilidade de o líder do Chega fazer aquilo a que se propõe neste tweet não deverá ser muito diferente daquela que se verificou relativamente à promessa eleitoral que fez, antes de chegar à Assembleia da República, quando garantiu aos portugueses que se desvincularia imediatamente de todas as outras funções exercidas, por imperativo de consciência, para se dedicar à actividade parlamentar em regime de exclusividade: 0%

Comments

  1. Rui Naldinho says:

    É natural que André Ventura tenha mais votos do que Ana Gomes se a esquerda se fragmentar em três candidatos às presidenciais, até ao fim da primeira volta. Um do PCP, outro do BE, e a própria Ana Gomes.
    É natural que Ana Gomes tenha no mínimo, o dobro dos votos de André Ventura, se a esquerda abandonar, como é seu timbre, os sectarismos e orgulhos descabidos de que padece.
    É quase certo que André Ventura nunca se demitirá mesmo perdendo por larga margem para Ana Gomes. Primeiro, porque é uma personalidade sem qualquer credibilidade. Segundo, se o fizer, o seu próprio eleitorado constituído maciçamente por um conjunto de frustrados e ressabiados com a própria vida que escolheram, incluindo alguns retornados que nunca recuperaram do trauma colonial, atirando sempre as culpas dos seus insucessos para cima dos outros, jamais lhe perdoarão o afastamento.
    O eleitorado de André Ventura sempre existiu. Não tinham ara um santo padroeiro. Agora já têm.

  2. E o Correio da Merda, órgão oficial da nação chegaminion, em relação à candidatura da Marisa Matias, já publicou a classificação do Bentura/Cabeça de Geleia da candidata, é a candidata Marijuana… Fantástico como o candidato sem ideias e o jornal sem notícias combinam tão bem, parecer ser um casamento feito no mofo e no cheiro a bafio.

  3. Filipe Bastos says:

    É apenas a consequência da partidocracia que temos, não será?

    O Presidente da República é um vaso decorativo, um mero tacho honorífico para reformados do Centrão. Existe para passear, cortar fitas, mandar recadinhos e entreter a carneirada. Nada mais.

    A cada eleição, PCP e Berloque repetem o ritual de sempre: apresentar candidatos com 0,0% de hipóteses, para aparecer e mamar uns subsídios. Nada mais.

    As pessoas estão fartas desta farsa, desta roda de tachos e pulhas. Até o PCP e Berloque, supostos partidos de protesto e voz da ‘classe operária’, são meras putas do regime – perdoem a franqueza.

    Vem o chuleco Ventura e diz umas verdades óbvias sobre ciganos – alguém aqui já viveu ou vive perto de ciganos? – e sobre o esgoto pulhítico. Claro que teve acolhimento.

    E em vez de aprender com isto, que faz a esquerda? Demoniza o chuleco, nega as (poucas) óbvias verdades que ele disse, e culpa, como o Naldinho, os “frustrados e ressabiados com a própria vida que escolheram”. Escolheram mesmo? De certeza?

    Tem piada, Naldinho: isso é o que a direita sempre disse.

    • POIS! says:

      Pois, em conclusão:

      A culpa da existência da direita é da esquerda. Acabe-se com a esquerda e acaba a direita. Brilhante!

      Já aconteceu antes. Hitler disse umas verdades. A esquerda contestou. Foi chato! Se tivessem ficado caladinhos lá nas prisões e nos “campos de trabalho” o gajo tinha caído. assim não, deram-lhe importância…e foi o que foi.

      Hotler que, afinal, não passava de um chuleco. Uns anitos depois, por causa de uns tiritos e de ter excedido a verba do gás, acabou por cair, mas nada de comemorações. Foi substituído por chulecos demo-cristãos, social-democratas e liberais. Tudo na mesma.

      • Filipe Bastos says:

        Não é preciso provar a lei de Godwin todos os dias, POIS.

        Diria que esquerda e direita sempre existiram de alguma forma, pois sempre houve pobres e ricos, servos e senhores.

        A questão é que fazem pouco ou nenhum sentido tal como existem hoje, e isto é duplamente verdade em Portugal: a nossa pulhítica é muito mais uma luta por poleiro e tacho do que um confronto ideológico.

        E negar isto, como aqui fazem, é pateta. O tempo de Hitler já lá vai, POIS. O dos estadistas – e Salazar era um – também. Passámos essa fase. Ainda não reparou?

        • POIS! says:

          Pois não! Não reparei!

          Os chulecos que apanharam poder na Alemanha e o Estado por cá são tão parecidos, tão parecidos, tão parecidos com os chulecos Hitler e Salazar que ainda não notei qualquer diferença.

          • POIS! says:

            Pois não sei conhece!

            É uma nova lei, a lei de Merdwin: à medida que uma discussão política avança aparece logo um gajo a dizer que é tudo uma cambada de chulecos e são todos uma merda.

            A Lei de Godwin ficou, assim, ultrapassada. Segundo consta está à venda e vai ser comprada por um chuleco para passar a marca de fraldas para incontinentes, devido ao seu alto poder absorvente.

    • Paulo Marques says:

      VPV fez escola para que não se lute por nada. Continuemos, portanto.

  4. Henrique Silva says:

    “Histérica, obcecada com os seus inimigos e amiga das minorias que vivem do nosso trabalho” – Liderar um movimento de extrema direita é algo que requer a capacidade intelectual de um caroço de azeitona. Ventura, essa referência política, volta a relembrar aos portugueses quão inútil o ensino superior privado realmente é com estas alarvidades. Tanto estudo para tão caro canudo quando tudo o que Ventura precisa para liderar o Chega se consegue arranjar na feira da ladra do Martim Moniz: 3€ por uma cópia ratada do Mein Kampf e a biografia de Gobbels.
    André Gobbels Ventura tem feito mais jus às teorias do senhor que talvez ele próprio: acusa os teus inimigos daquilo que sabes que és culpado. Mais exímio que Ventura nesta estratégia de hipnotismo de idiotas, i.e., Chegófilos, tem sido Trump e Bolsonaro. Mas vá, estes têm milhões de patetas a escorrer baba no canto da boca aos seus pés enquanto Ventura ainda têm umas quantas gerações traumatizadas pela ditadura entre ele e o desejado tacho governamental.
    Por enquanto Ventura apenas acusa os outros daquilo que o destaca: um parasita parvo aos berros a quem só outros parasitas tão ou mais parvos dão ouvidos. Ventura vai tratar esta promessa como trata os seus seguidores: suporta-a enquanto lhe der jeito, apenas para a abandonar na berma da estrada quando se tornar um empecilho. Cabe depois ao chegófilo arranjar uma desculpa para justificar o comportamento do querido líder, quer perante a oposição, quer perante a sua própria consciência naqueles 10 minutos infernais antes de adormecer.
    Este é apenas o Ventura do momento. Se as coisas melhorarem entretanto, este desaparece como um mau caso de herpes, apenas para regressar noutro formato qualquer mal as coisas voltem a ficar complicadas. Enquanto a sociedade insistir em remover quaisquer consequências para comportamentos imbecis, nunca nos iremos livrar dos Venturas.

Discover more from Aventar

Subscribe now to keep reading and get access to the full archive.

Continue reading