O que eu consigo perceber até agora sobre a Covid-19

  • Os gráficos mostram o número total semanal de mortes combinadas nos países parceiros da EuroMOMO e regiões sub-nacionais, fornecendo dados, todas as idades e por grupos de idade (fonte).
  • Desde a semana 34 de 2016 (28/08/2016)) até à semana 29 de 2021 (25/07/2021).
  • Dados em pontuação Z (Z-Score). Pontuações Z são utilizadas para padronizar e permitir a comparação de séries padrão de mortalidade entre populações diferentes ou entre diferentes períodos de tempo.

 

Antes de olhar para os dados, convém verificar a proveniência e quem os publica: Projecto EuroMOMO, mantido pelo Departamento de Epidemiologia e Prevenção de Doenças Infecciosas, pertencente ao “Statens Serum Institut” (SSI), o qual está sob os auspícios do Ministério da Saúde dinamarquês.

A rede EuroMOMO é composta por 30 parceiros em 27 países ou regiões de países. Os parceiros e seus dados de contacto são públicos e incluem a ECDC a OMS. Os dados de Portugal são fornecidos pelo Departamento de Epidemiologia do Instituto Nacional de Saúde Dr. Ricardo Jorge.

Agora, algumas observações sobre os dados da mortalidade.

  • Entre os 0 e os 14 anos não parece haver alterações com a Covid-19. Há um pico em 2020 mas também houve outros anteriormente.
  • Dos 15 aos 44 anos, o padrão anual também se parece repetir, apesar de um pequeno aumento à volta de 2021.
  • A partir dos 45 anos há um claro aumento em 2020 e 2021, se bem que repetindo padrões dos anos anteriores (mas mais acentuados).

O factor diferenciador mais destacado nos períodos antes e depois de Dezembro de 2019 foi a pandemia de Covid-19.
Parece poder concluir-se que:

  • Crianças e adolescentes não são significativamente afectados pela Covid-19. Com o efeito, o patamar 15 aos 44 anos, onde já inclui adultos, não teve alteração substancial.
     
  • Adultos, especialmente a partir dos 45 anos, apresentam maior risco de morte com a Covid-19.
     

Outros dados conhecidos sobre a doença e sobre as vacinas Covid-19:

 

  • “A meia-vida do anticorpo neutralizante da SARS-CoV-2 é de cerca de 100 dias durante os 250 dias iniciais de observação, tanto após a infecção natural quanto após a vacinação, com provável estabilização subsequente. No entanto, extrapolações e modelagem de acordo com a cinética da resposta imune após outras vacinas foram necessárias para estimar actualmente o nível e a duração da protecção contra os diferentes resultados da infecção por SARS-CoV-2.A meia-vida das células T específicas para SARS-CoV-2 é de cerca de 150 dias após a infecção natural.As respostas das células B e T de memória são provavelmente ainda mais duradouras e as células B de memória se acumulam nos primeiros 6 meses após a infecção
     
    Após a infecção natural
    , os anticorpos neutralizantes decaem para um nível protector de 50% contra reinfecção com sintomas leves a moderados em 8 meses e para 50% de protecção contra reinfecção severa em 16 meses em indivíduos com menos de 65 anos de idade. Em indivíduos> 65 anos, a duração da protecção é provavelmente mais curta: 3-6 meses para 50% de protecção contra infecções leves e 10-12 meses para 50% de protecção contra infecções graves.
     
    Após a vacinação de mRNA, indivíduos abaixo de 65 anos de idade provavelmente [repare-se na nota de incerteza usada pelos autores do artigo] mantêm> 50% de protecção contra infecção leve por 16 meses ou mais e> 80% de protecção contra infecção grave por mais de três anos, enquanto indivíduos acima de 70-75 anos de idade provavelmente mantêm> 50% de protecção contra infecção leve por 7-10 meses e> 70% de protecção contra infecção grave por 15-24 meses.Em caso de circulação de variantes de escape imune com títulos de anticorpos ≥5 vezes maiores necessários para neutralização, a imunidade protectora pode ser reduzida e encurtada substancialmente com 50% de protecção contra reinfecção com sintomas leves a moderados e transmissão após 200 dias, e 70% protecção contra infecção grave alcançada já dentro de 10-18 meses após a vacinação, também em pessoas com menos de 65 anos de idade.A avaliação da cinética de decaimento desses anticorpos é baseada principalmente em dados de vacinados jovens e saudáveis ​​e extrapolados no tempo e além da idade coberta e grupos de risco. Dados sólidos de pessoas> 70-75 anos de idade e de outros grupos de risco são muito limitados. Portanto, os cálculos fornecidos aqui são estimativas muito aproximadas da duração mínima da protecção, baseando-se em várias suposições com incertezas inerentes e substanciais. Durante os meses seguintes, é crucial gerar e recolher dados sobre a manutenção da imunidade após a infecção e vacinação em diferentes grupos de risco por monitorização imunológica detalhada. Alguns desses grupos de risco provavelmente começam com um nível de protecção reduzido após a vacinação ou convalescença 10 e, portanto, provavelmente estarão em risco de (re) infecção mais cedo. Além disso, os dados de todos os indivíduos com falha vacinal comprovada ou reinfecção devem ser recolhidos sistematicamente na Suíça. Além da caracterização completa das variantes do vírus infectante, esses indivíduos precisam ser avaliados clinicamente quanto à gravidade da doença e imunologicamente quanto à magnitude e amplitude da imunidade humoral e celular.Espera-se que dados adicionais relacionados à imunogenicidade e eficácia protectora das vacinas de mRNA em muitos grupos de risco diversos se tornem disponíveis internacionalmente. Juntamente com os dados de nossas próprias análises, isso permitirá avaliar com mais precisão quais populações lucrarão com as imunizações de reforço em quais intervalos. Serão necessárias actualizações regulares deste relatório.No entanto, por enquanto e com o objectivo principal de prevenir imunizações de reforço graves de COVID-19 para pessoas> 70-75 anos de idade e para outros indivíduos com risco aumentado de COVID-19 grave podem ser necessárias dentro de um ano da imunização primária e antes da aceleração epidemiológica durante a estação fria. Se considerado indicado, tais doses de reforço COVID-19 podem ser sincronizadas pragmaticamente com a campanha de vacinação contra a gripe no outono de 2021, uma vez que as populações-alvo se sobrepõem amplamente. Se a estratégia de vacinação visa níveis muito mais elevados de imunidade da população, capazes de limitar a circulação geral do vírus, tais imunizações de reforço precisam ser consideradas em geral para a população adulta para limitar a transmissão na próxima temporada de inverno para partes da população que não são elegíveis para vacinação, como crianças menores de 12 anos.Com relação aos certificados COVID, os dados actuais sobre o nível e a duração da imunidade protectora sugerem que, para convalescentes, um certificado com duração de 6 meses parece apropriado. Para pessoas totalmente vacinadas com vacinas de mRNA (duas doses ou uma dose em convalescentes), uma extensão da duração do certificado para 12 meses parece cientificamente justificável.”Fonte: Protection duration after vaccination or infection, Swiss National COVID-19 Science Task Force, 2021/06/25 (tradução automática)
     
  • De acordo com um estudo publicado na revista Nature as “células [B] que retêm uma memória do vírus persistem na medula óssea e podem produzir anticorpos sempre que necessário“. O artigo completo pode ser consultado online. Transcrevo uma tradução automática do respectivo sumário:”Os plasmócitos de longa vida da medula óssea (BMPCs) são uma fonte persistente e essencial de anticorpos protectores. Os indivíduos que se recuperaram do COVID-19 têm um risco substancialmente menor de reinfecção com SARS-CoV-2. No entanto, foi relatado que os níveis de anticorpos séricos anti-SARS-CoV-2 diminuem rapidamente nos primeiros meses após a infecção, levantando preocupações de que BMPCs de longa duração podem não ser gerados e a imunidade humoral contra SARS-CoV-2 pode ser de curta duração. Aqui, mostramos que em indivíduos convalescentes que experimentaram infecções leves por SARS-CoV-2 (n = 77), os níveis de anticorpos anti-SARS-CoV-2 proteína spike (S) diminuíram rapidamente nos primeiros 4 meses após a infecção e, em seguida, mais gradualmente ao longo dos 7 meses seguintes, permanecendo detectável pelo menos 11 meses após a infecção. Os títulos de anticorpos anti-S correlacionaram-se com a frequência de células plasmáticas específicas de S em aspirados de medula óssea de 18 indivíduos que se recuperaram de COVID-19 7 a 8 meses após a infecção. BMPCs específicos de S não foram detectados em aspirados de 11 indivíduos saudáveis ​​sem histórico de infecção por SARS-CoV-2. Mostramos que os BMPCs de ligação a S são quiescentes, o que sugere que eles fazem parte de um compartimento estável. De forma consistente, células B de memória em repouso circulantes direccionadas contra SARS-CoV-2 S foram detectadas em indivíduos convalescentes. No geral, nossos resultados indicam que a infecção leve com SARS-CoV-2 induz uma robusta memória imunológica humoral de vida longa, específica para o antígeno, em humanos.”Fonte: Sumário do artigo “SARS-CoV-2 infection induces long-lived bone marrow plasma cells in humans”, Nature, 2021/05/24 (tradução automática)
     
  • “As vacinas COVID-19 actualmente autorizadas nos Estados Unidos demonstraram ser eficazes contra infecções por SARS-CoV-2, incluindo infecção assintomática e sintomática, doença grave e morte. Esses achados, juntamente com as evidências iniciais de carga viral reduzida em pessoas vacinadas que desenvolvem COVID-19, sugerem que qualquer risco de transmissão associado provavelmente será substancialmente reduzido em pessoas vacinadas. Embora a eficácia da vacina contra variantes emergentes do SARS-CoV-2 permaneça sob investigação, as evidências disponíveis sugerem que as vacinas COVID-19 atualmente autorizadas nos Estados Unidos oferecem proteção contra variantes emergentes conhecidas, incluindo a variante Delta, particularmente contra hospitalização e morte. Os dados sugerem menor eficácia da vacina contra doenças confirmadas e doenças sintomáticas causadas pelas variantes Beta, Gama e Delta em comparação com a cepa ancestral e a variante Alfa.As evidências sugerem que o programa de vacinação COVID-19 dos EUA tem o potencial de reduzir substancialmente o fardo da doença nos Estados Unidos, evitando doenças graves em pessoas totalmente vacinadas e interrompendo as cadeias de transmissão. Os riscos de infecção por SARS-CoV-2 em pessoas totalmente vacinadas não podem ser completamente eliminados onde a transmissão do vírus pela comunidade é generalizada. As pessoas vacinadas ainda podem ser infectadas e espalhar o vírus para outras pessoas. Os esforços atuais para maximizar a proporção da população dos EUA que está totalmente vacinada contra COVID-19 permanecem críticos para acabar com a pandemia de COVID-19.* Observação: a orientação do CDC para pessoas totalmente vacinadas também pode ser aplicada às vacinas COVID-19 que foram listadas para uso de emergência pela Organização Mundial de Saúde (por exemplo, AstraZeneca / Oxford). Este resumo resume as evidências relacionadas às vacinas autorizadas para uso de emergência nos Estados Unidos.”Fonte: Sumário do artigo “Science Brief: COVID-19 Vaccines and Vaccination”, CDC, 2021/07/27 (tradução automática)
     

Parece poder afirmar-se que:

  • Indivíduos com mais de 65 beneficiam muito em serem vacinados;
  • Os indivíduos que recuperaram da infecção, mesmo sem estarem vacinados, apresentam um grau de protecção natural que não é de todo de ignorar;
  • As crianças, adolescentes e jovens não parecem beneficiar com a vacina.

 

Neste contexto de ainda não ser possível conhecer os efeitos das vacinas, parece-me importante questionar alguns dogmas:

  • Para quê vacinar crianças, adolescentes e jovens? A prudência apontaria para não o fazer, especialmente se se vacinarem as pessoas com mais de 65 anos, atendendo ao baixo risco para crianças, adolescentes e jovens e considerando os riscos que qualquer medicamento acarreta (sendo que nestes, os riscos não são completamente conhecidos).
     
  • As actuais vacinas têm um curto prazo onde proporcionam uma protecção eficaz. É mais um argumento para questionar a universalidade da vacinação que se está a impôr (há muitas formas de imposição e não têm que passar sempre pela força da lei).
     
  • Estar vacinado não pára a transmissão da doença, apesar de parecer que reduz a retransmissão.
     
  •  Não é de desconsiderar a imunidade natural como forma de protecção. Faz sentido verificar se não será, até, mais eficaz do que a vacina (cf. artigo supra citado da Nature). Não estou a afirmar que se apanhe a doença como forma de imunização, note-se. Mas deveria estudar com maior cuidado a imunidade natural, para não se expor este grupo a riscos desnecessários.
     

 

As vacinas apresentam riscos que não são de desconsiderar. Poderão ter uma probabilidade baixa mas quando o risco se torna realidade para alguém, já não estamos a falar probabilidades nas casas das décimas, centésimas ou milésimas. Para essa pessoa foi 100%.

 

No que me respeita, dado ter tido Covid-19 há um ano, vou manter-me sem ser vacinado por agora. A informação que pude recolher, e que aqui partilho, não me permite concluir que tenha vantagem pessoal em fazer a vacina nem que, ao não me vacinar, estarei a ser um risco adicional para os restantes.

Não é o que a DGS recomenda, eu sei. Porém, as recomendações da DGS têm sido erráticas ao longo do tempo e com uma agenda política associada. Se tiver pachorra, será tema para outro artigo.

Acresce que a indústria farmacêutica não é entidade isenta no negócio das vacinas e que os sinais de lobbying são conhecidos e fortíssimos – repare-se no sucessivo recuo do Estado como financiador da investigação científica e no correspondente aumento de peso do financiamento proveniente da indústria. Novamente, é assunto para outros artigos, se a paciência para tal chegar.

 

Apêndice:

Números absolutos referentes ao gráfico supra com as pontuações Z:

 

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Comments

  1. João Paz says:

    Excelente artigo Manuel Cordeiro. FINALMENTE os publicadores do Aventar chegam-se à frente e atacam os dogmas dominantes. É com satisfação que o vejo. Parabéns.

  2. Ana Amado says:

    Adorei! Sim senhor!

    Tudo convergiu para o que tenho pensado desde o inicio. Nunca percebi como é que uma doença, com mortalidade similar à da gripe, parou o mundo inteiro.

    Falta acrescentar, que a mortalidade no pais também aumentou pelas pessoas que não foram atendidas atempadamente: tanto pela dificuldade de aceder ao hospital como pelo medo que os que faleceram tiveram de recorrer à Urgência, pela possível contaminação (AVCs, enfartes, etc, etc). Já para não falar dos cuidados de saúde primários, que mantiveram restringidissimo o acesso por bastantes meses.

    Pois, o poder das farmacêuticas…


    • Mortalidade similar á da gripe?
      A gripe comum mata cerca de 600 mil pessoas anualmente em todo o mundo. É um numero bastante aquém dos quase 4.5 milhões de mortes que a covid reclamou em ano e meio.

    • Paulo Marques says:

      Se calhar não são atendidas por falta de capacidade hospitalar devido a uma pandemia, capacidade que se manteve acima das maiores necessidades ao contrário de onde não se fez suficiente.
      Se calhar, só.

  3. Júlio Rolo Santos says:

    Há dúvidas sobre como enfrentar este vírus que nos apareceu inesperadamente? Obviamente que sim mas, perante a previsão de uma catástrofe humanitária eminente a decisão acertada a meu ver, foi a de não esperar por outras decisões, igualmente incertas, e partir com os meios possiveis postos já à nossa disposição. Se podermos fazer um historial do que foram as outras catástrofes com outras pandemias, como é o caso da febre tifoide, peste negra, da tuberculose e outras e que ainda hoje continuam em permanente avaliação e objeto de novos ensaios clínicos, não é dispiciente dizer -se que foi o caminho possível de seguir. O ataque à covid19 não acaba aqui porque outras variantes, ainda mais agressivas, vao ainda continuar a aparecer para nos infernizar a vid e para gáudio dos negacionistas.

  4. Filipe Bastos says:

    Aleluia.

    Mas não temamos: após o timorato Júlio lá virá o Paulo Marques, Guardião Oficial da Verdade Covideira, nas suas tiradas esfíngicas de quem paga pelo número de palavras, como nos telegramas de outrora, explicar(?) como tudo isto foi mui justificado.

    Devemos estar, isso sim, gratos ao nosso sábio governo sucateiro, sem o qual – apesar de alguns ligeiros erros, todos perfeitamente compreensíveis, claro – teríamos já quatrocentos mil mortos covidados, os hospitais cheios até ao tecto e sabe-se lá que mais.

    O terramoto de 1755? Um dia chato. A peste negra? Uma gripe exagerada. O asteróide que matou os dinossauros? Um calhau sobrevalorizado. O covid, caros, é que era o fim do mundo.


    • Os dinossauros deixaram de aparecer. Se calhar ainda estão amuados com o calhau.

      Já a peste negra foi porreira. Com a falta de mão de obra os salários subiram de forma pornográfica.
      Quem precisa de sindicatos quando se pode contar com uma peste amigalhaça?

    • Paulo Marques says:

      E se nada se tivesse feito, estaria a culpar o governo pela falta de oxigénio e de camas, como passam muitos por esse mundo fora. A queixar-se, estaria sempre.

      • Paulo Marques says:

        E nem uma citaçãozinha do Guardian a explicar o sucesso da imunidade de grupo britânica? Tou desiludido.

  5. Miguel says:

    Entrámos na era do “confusionismo”. Um fulano faz umas contas de merceeiro para tentar entender o que se passa, o que é natural. É um primeiro passo. O problema é quando deslumbrado pela própria perspicácia, corre logo a publicá-las nem que seja no jornal de parede. O resultado é que para os incautos o ruído se tornou mais forte que o sinal.

    • luis barreiro says:

      Dados factuais do euromomo adjectivados como dados de merceiro, tantos comem gelados com a testa. venha o fim do mundo, avé

      • Miguel says:

        Para os dados bastava deixar o “link”.

      • POIS! says:

        Pois, pelo menos…

        V. Exa, felizmente, não corre riscos de engordar. A testa deve ser tão baixa que nem um mini-corneto lá cabe…

      • Miguel says:

        A vossa deve ser tão grande que nem deixa espaço para conseguirem ler meia-dúzia de frases sem se baralharem: escrever « contas de merceeiro » não é o mesmo que escrever « dados » de merceeiro, que foi o que o Sr. Luis entendeu vá-se lá saber por que razão. Já agora, e para informação), contas de merceeiro ou contas na margem do envelope não são, no jargão dos cientistas de testa alta e sobrancelha levantada, expressões de menosprezo.

  6. POIS! says:

    Pois li os gráficos e…

    Fiquei deveras preocupado. O gajo está quase a ter um enfarte!

    Alguém lhe diga que deve ir para o hospital o mais depressa possível!

    Pelo sim pelo não, o melhor é engolir já uma Aspirina!

    • luis barreiro says:

      Com o afinco que ladras todos os dias aqui se te dedicasses à agricultura ao menos a tua família podia usar uns tomates ou algo nos churrascos. faladras e não dizes nada de jeito.

      • POIS! says:

        Pois olha quem zurra!

        E o que zurra também é válido para o afinco de V. Exa?

        Sim, a famelga já comeu os tomates de V. Exa? E churrascou a barreira salsicha?

        Tá tudo esclarecido!

  7. Elvimonte says:

    Antes de mais, tenho que reconhecer que é a primeira vez que vejo neste blogue alguém discorrer sobre a epidemia fundamentando-se em gráficos, números e publicações científicas. Um tratamento intelectualmente honesto, meritório, cientificamente defensável e sem politiquices envolvidas. Os meus parabéns.

    Fundamentar aquilo que se afirma é algo que é raro em Portugal e não apenas neste blogue. Talvez por termos sido os criadores das cantigas de escárnio e mal-dizer, o que é comum em Portugal é verem-se peças que apenas pretendem vilipendiar, denegrir e achincalhar, sem que se retire da argumentação outro propósito, fundamento ou coisa útil. Alguns dos comentadores residentes deste blogue são exímios na produção desse tipo de peças.

    Para além de outros, há um aspecto importantíssimo que tem sido sistematicamente omitido relativamente às vacinas e que o seu post não refere. Trata-se da chamada redução de risco absoluta, também conhecida por diferença de risco, neste caso a diferença de risco de se contrair a doença entre vacinados e não-vacinados.

    No artigo científico “Outcome Reporting Bias in COVID-19 mRNA Vaccine Clinical Trials”, feitas as contas com os números dos ensaios clínicos, escreve-se:
    “Unreported absolute risk reduction measures of 0.7% and 1.1% for the Pfzier/BioNTech and Moderna vaccines, respectively …”

    E isto significa que, para as vacinas referidas, o risco dos vacinados contrairem a doença é apenas cerca de 1% menor que o risco dos não vacinados.

    PS – “75 years ago Herman Goering testified at the Nuremberg Trials and he was asked: how did you make the german people go along with all this? He replied it’s an easy thing. The only thing a government needs to make people into slaves is fear. You can do this in a nazi regime, you can do it in a socialist regime, in a communist regime, in a monarchy and in a democracy. “

    • Paulo Marques says:

      Por infecção, ó ovelhinha. O que faz toda a diferença na capacidade hospitalar e recursos disponíveis.
      Deitadinho no chão de um hospital da Flórida é que estavas bem.

      • Carlos Almeida says:

        “Deitadinho no chão de um hospital da Flórida é que estavas bem.”

        Note que o Excelentíssimo Sr Dr Copy&Past alias Elvimente, não gosta que o tratem por tu.

        Mas vá lá, neste post apenas emitiu 30% de copy&past

        Mas dar-lhe corda é perda de tempo e paciência

        • Elvimonte says:

          “Os cães ladram e a caravana passa.” (provérbio popular)


          • Quando alguém cita esse provérbio imagino sempre um grupo de burros e camelos seguindo imperturbáveis o seu caminho.

          • POIS! says:

            Pois não me diga!

            Está aí a passar uma caravana, é? Não se canse que esta malta das caravanas não se assusta mesmo!

          • Carlos Almeida says:

            “Os cães ladram e a caravana passa.” (provérbio popular)

            Se é popular, porque é que sua Excª Sr D. Copy&Past a cita. O povo não se importa que o tratem por tu, mas V.Exª Leitor de K7, não admite.

            Passe bem Sr Dr Elvimente

            A Bem da Nação

      • Elvimonte says:

        Ovelhinha é a sua querida – de toda a manada – maezinha que o pariu.

        • Carlos Almeida says:

          Assim está bem, está a ficar mais humano, Oh maquina leitora de cassetes

          A Bem da Nação

        • POIS! says:

          Pois aqui temos mais uma!

          Se necessário fosse, manifestação da esmerada educação desta Alta Personalidade da nossa mais fina aristocracia que dá pelo cognome de Elvimonte.

          Ou não fosse a mesma produto do convívio com os mais altos vultos da Nação nos nossos mais prestigiados salões, todos eles mobilados e com WC privativo.

          Saliente-se que o Elvimonte é descendente da nobre casta dos Elvimonts D’Ordure, possuidor dos títulos de “Baron de Les Poubelles” e “Seigneur du Fumier”.

          Não admira pois que a sua sagacidade, a fina ironia, a sua abertura e tolerância para com as opiniões alheias a todos nos envolva.

          Receio bem que o verdadeiro valor de Elvimonte só se venha a reconhecer quando for posto a leilão. Esperemos que esse dia não tarde.

        • POIS! says:

          Pois aproveito…

          Para lhe dizer mais uma coisinha, Herr Elvimonte: a citação do Goering é FALSA.

          Não disse nada disso, nem a pergunta lhe foi feita, no Julgamento de Nuremberga.

          Pode ver aqui:

          https://www.reuters.com/article/factcheck-goering-falsequote-idUSL1N2LM23W

          Não é a primeira vez que V. Exa. cita patranhas. Isto fora as que não há pachorra para verificar.

    • POIS! says:

      Pois é Herr Elvimonte!

      V. Exa. de mim, não se livra!

      Citando V. Exa:

      “E isto significa que, para as vacinas referidas, o risco dos vacinados contrairem a doença é apenas cerca de 1% menor que o risco dos não vacinados”.

      Já que V. Exa repete a falácia, repito a resposta que já lhe dei noutro local, na parte que interessa:

      É acerca do o uso do tal conceito de “risco atribuível”, neste caso.

      Sabe o que significa? Significa isto: deixem lá morrer uns quantos, que a diferença, no global é apenas de menos de 1% da população. Não é relevante!

      O que representa um ótimo consolo para os defuntos e respetivas famílias.

      Mas acresce outra falácia, que V. Exa. omite: é o facto de os que contraem a doença a transmitirem a outros.

      Sim porque, em primeiro lugar, o resultado de um estudo clínico, como foi o caso, é apenas uma espécie de “instantâneo”. Durante aquele tempo, naquelas coortes (de igual dimensão, note-se) existiram 162 infetados não inoculados e 8 inoculados.

      Mas não se sabe o que se veio a passar depois.

      Então vamos a um exemplozinho:

      Admitamos que os dois grupos de 20 mil indivíduos viviam em duas ilhas diferentes, a A e a B.

      Na ilha A, ninguém levou vacina. Adoeceram, no período um, 162 pessoas.

      Na ilha B, todos foram vacinados e adoeceram apenas 8.

      Admitamos ainda que o Rt era de um, ou seja, que cada positivo contaminava, em média, uma pessoa.

      Ao fim do segundo período, na ilha A existiam 324 casos acumulados. Na B 16.

      Ao fim do terceiro: 486 na A e 24 na B.

      E assim sucessivamente.

      Quando se atingissem os 10 mil infetados na ilha A, quantos existiriam na B? Apenas 494, já com arredondamento!

      Admitindo que o Herr Elvimonte aceite que o COVID mata uns quantos (pois, se considerar que o vírus é bonzinho e até dá beijinhos não vale a pena a discussão…), alguém pode achar que, afinal, não há uma redução de risco considerável???

      Vá, Herr Elvimonte. Continue a torturar os números. Eles ainda não confessaram tudo!

    • POIS! says:

      Eu já sei que o Elvimonte não me responde diretamente. Está amuado.

      Por uma razão muito simples. não estava á espera que voltasse lá do Inferno (assim mesmo, com maiúscula) para onde me mandou, para lhe torturar o juízo. Mas aconteceu.

      Note-se que usei números do estudo da Pfizer dados por ele mesmo.

      Mas as contas que apresenta e o tal “risco atribuível” são propositadamente utilizadas para minimizar diferenças significativas que não convêm à narrativa que pretendem, ele e os apaniguados, difundir.

      Tomemos um novo exemplo: suponhamos que dividimos Portugal em duas regiões a Norte e a Sul, ambas com a mesma população, no caso, 5 milhões de habitantes. No país grassa uma epidemia do vírus “VENTURID21”, na variante “ELVIMONDELTA”.

      Na região Norte todos tomaram a “Tugavacina” e, ao fim de um mês morreram 500 (quinhentas) pessoas.

      Na região Sul, por venturosa coincidência, ninguém quis tomar a “Tugavacina” e morreram 50 mil pessoas.

      Sabem qual é a diferença em termos do tal “risco atribuível”? Menos de 1%!

      É só fazer as contas: 500 a dividir por 5 milhões, vezes 100 = 0,01%.

      E 50000 a dividir por 5 milhões, vezes 100 = 1 % (um por cento).

      E não haverá diferença nenhuma entre 500 e 50 mil pessoas? Ou será assim tão desprezível?

      A utilização do tal “risco atribuível” nas tomadas de decisão pode ser útil em casos como riscos de desvalorização de ativos financeiros ou de investimento em mercados menos seguros.

      Aí estão em causa euros ou dólares, não vidas humanas.

      Para o Herr Elvimonte é tudo igual ao litro.

      PS. Sempre que V. Exa, Herr Elvimonte, voltar a citar o tal “risco atribuível” aplicado à pandemia, leva com a mesma resposta.

      • Carlos Almeida says:

        Pois

        “Eu já sei que o Elvimonte não me responde diretamente. Está amuado.”

        O Sr Dr Elvimente, não responde, lê cassetes, gravadas há 50 anos.
        A musica é que é outra, mas as letras são as mesmas

        A Bem da Nação

  8. Paulo Marques says:

    Algumas notas:
    – O número de mortes também foi alterado por muitos outros factores, como a ausência de transmissão de outras doenças respiratórias;
    – Como pré-anunciado e esperado, a FDA acabou de aprovar a vacina da Pfizer.
    – É natural que o nível de anticorpos diminua, se continuasse seria para todas as infecções e o sangue seria muito mais espesso; por isso termos mais defesas. Ao contrário da especulação inicial, o evento de Provincetown (ou outros) mostra quer mais protecção, quer menos transmissibilidade. Mas ainda não é prova da eficácia, como antes não era prova de ineficácia. (já que querem números, https://www.medrxiv.org/content/10.1101/2021.08.20.21262158v1 )
    – Quanto à eficácia, está-se a ser conservador, pois tudo é novo e feito de forma acelerada, com dados que não são fáceis de recolher

    É uma escolha que tem, que não é irracional. Com um ano de recobro, com os indícios que há, não era a minha.

    Quanto às crianças e jovens, é complicado, porque há riscos. Como uma doença que não vai desaparecer, é da nossa responsabilidade reduzir a circulação, reduzir as mutações e por aí fora, bem como o impacto no absentismo e etcs, tal como é de ter o planeta a arder menos. Ou então a intergeracionalidade pode ser só para tirar da cartola para defender pobreza e que nada mude, quando os próprios têm mostrado que querem contribuir dentro das suas possibilidades.

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  1. […] continuo a achar a escolha que fiz a mais sensata. Tendo recuperado há um ano da Covid-19, não vejo benefício pessoal ou colectivo […]

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