Vacinas e fascismo social

O CDS acaba de apresentar na Assembleia da República um projecto de resolução que visa impedir o acesso ao Ensino, desde o pré-escolar à Universidade, a todos os cidadãos que não comprovarem “ter a vacinação recomendada pelo Programa Nacional de Vacinação em dia”. Os vinte casos de Sarampo com que se espalhou o medo, esse sim, epidémico, foram as Pancadas de Moliére.

Aguarda-se que a próxima iniciativa legislativa seja a de propor que a DGS faça a recolha de amostras de ADN de toda a população, com carácter obrigatório e compulsório, identificando aqueles que carregam nos seus genes os sinais de doença hereditária, impondo-lhes a esterilização imediata, sob ameaça de castração. Ficará praticamente assegurada a imunidade de grupo a doenças como a Hipertensão Arterial, a Doença de Alzheimer, a Diabetes, vário tipos de Cancro, a Obesidade, a Trissomia 21, a Fibrose Cística, a Hemofilia ou a Hemocromatose, entre outros males. Bem-vindos ao Fascismo Social.

Vacinas: direito à segurança e à informação

A comunicação social, tal como as próprias instituições do Estado, entre as quais o Ministério da Saúde e a DGS, têm prestado um mau serviço ao país e à sua população na polémica questão das Vacinas. Através da manipulação de factos, ocultação da verdade e sonegação de informação vital ao esclarecimento de todos, foram lançados a confusão e o medo na opinião pública, com o propósito de iniciar uma discussão sobre a obrigatoriedade compulsória das vacinas e facilitar a sua implementação. Não é a primeira vez que tal acontece, estando ainda na memória de muitos o gigantesco logro que foi a falsa epidemia de Gripe A, uma campanha inventada que custou milhões de euros ao país, em vacinas que ninguém tomou.

Robert de Niro

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Os três pasteurzinhos

Não subestimemos o valor da lição oferecida por esta rara sincronia e olhemo-la com distância crítica, objectividade céptica e profundidade meditativa: o Estado que, na tão polémica questão das vacinas, clama pela infalibilidade da Ciência Positiva, é o mesmo que fecha escolas e oferece “tolerância de ponto” para que em sossego e comunhão de fé se festeje o Milagre dos Pastorinhos.

Resting case.

Jornal Expresso compara crianças não vacinadas com Rottweilers

Ler para crer.

Prós e Contras das Vacinas

Um dos cientistas participantes do último Prós e Contras da RTP sobre a questão das vacinas, é financiado pela fundação de Bill Gates.

A actual discussão pública em torno da questão das vacinas revelou, mais uma vez, algumas características muito peculiares desta sociedade “democrática”, nascida com o 25 de Abril de 1974. Se durante a Ditadura havia dogmas indiscutíveis, como Deus ou a Pátria, a Democracia trouxe-nos o ar fresco de outros dogmas indiscutíveis. Não falemos da “Crise Permanente”, nem da “Dívida Eterna”. Atentemos, por ora, na absoluta e inviolável segurança científica das vacinas e na infalibilidade da Ciência, coisas da ordem do dia.

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Vacinas e Autismo

Uma sociedade que aspire a ser livre, não pode permitir-se ser tratada com condescendência pelas instituições que representam o poder, antes deve pugnar pelo melhor esclarecimento disponível sobre os assuntos que lhe dizem respeito.

Não é aceitável que os instrumentos de comunicação seja utilizados com o propósito de afirmar um pensamento único e impedir que visões diversas sobre o mundo e os problemas que o afectam sejam partilhadas, discutidas com liberdade e responsabilidade, por todos aqueles a quem esses problemas afectam ou que se dispõem a sobre eles pensar. Sempre com o propósito de afastar, tanto quanto seja possível, o erro, o preconceito e a ignorância.

Com base numa notícia que dá conta da identificação de vinte casos de Sarampo em Portugal, uma intensa, unívoca e dogmática campanha foi posta em marcha por praticamente todos os meios de comunicação. Essa campanha teve três propósitos: estigmatizar os cidadãos que têm legítimas dúvidas sobre o uso das vacinas e recusam dá-las aos seus filhos, instigar o medo entre os que não têm dúvidas e os vacinam e, finalmente, introduzir na discussão pública o tema da obrigatoriedade da vacinação, chegando a haver quem considere que ela deve ser compulsiva. Um quarto propósito manteve-se razoavelmente discreto: atacar as chamadas “medicinas complementares”. Informação sobre o tema, não houve praticamente nenhuma. O que houve foi manipulação de factos, mentiras e ocultação.

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E a gripe A?

Conhece alguem que tenha tido a gripe A? E que se tenha vacinado?

Parece que 85% do pessoal médico e de enfermagem não se vacinou apesar da propaganda em tudo o que era sítio visível. E se alguém aparecia num hospital engripado? Seria a A? Quantos diagnósticos positivos? Mil? Cem? Mais ou menos que nos anos anteriores com a gripe vulgar?

Estas dúvidas assaltavam-me ao ler um artigo que, assim, no meio do verão,alguem se tenha lembrado das milhares de vacinas que jazem num qualquer armazém e que custaram uns milhões de euros. A gripe tinha aparecido no inverno do hemisfério Sul, havia essa experiência, não tinha havido desgraça  nenhuma, então a que se deveu aquela publicidade toda?

Vésperas de eleições, dizia o autor, desviar as atenções, não te importes com a crise  financeira, podes morrer com a gripe, seria a mensagem subliminar!

Eu, francamente, comecei a ter o nariz entupido e uma dorzinha na garganta. Eleições?