Heil

Li por aí que poderia até ser bom para dar termo à farsa: quando a comunidade for composta exclusivamente por pessoas que se sujeitaram à injecção experimental e estas continuarem a transmitir a doença e a falecer com a mesma, rapidamente a população se iria aperceber de que a segregação de um segmento da população – se razões precisavam para a rejeitar para lá das humanas, cívicas e morais – é epidemiologicamente injustificada.

Não partilho desse optimismo. Vivemos numa era em que a matemática dos números oficiais é esta: 100% da população portuguesa acima dos 65 anos está vacinada; a esmagadora maioria das mortes está neste sector populacional; mas o problema são os 0% que não estão vacinados. Vivemos uma era prodigiosa na arte do engodo massivo, em que tentam convencer simultaneamente os não-vacinados de que têm de se injetar, sob pena de perderem tudo o que têm na vida, porque a extrema eficácia da mistela é imprescindível no combate à doença; e os vacinados de que têm de tomar mais doses, porque as que tomaram não tiveram grande eficácia. Isto enquanto o Parlamento Europeu se prepara para conceder indeminizações às inúmeras cobaias que tiveram o azar de, eivados de medo ou em busca da liberdade que lhes foi ilegitimamente roubada, sofrerem os efeitos físicos severos de uma terapia sem segurança.

Há uns tempos, eu previ que mais cedo ou mais tarde iriamos estar a falar de certificados segregadores sem sequer referir a doença que os originou. Isso deixou de ser um cenário hipotético. Na Áustria, um teste negativo – o suposto comprovativo de que o indivíduo não carrega a vírus, pelo menos é esse o motivo pelo qual me obrigam a recorrer à zaragatoa – não permite a livre circulação. Só mesmo a sujeição ao tratamento experimental leva a que nos seja concedida a carta de alforria, mesmo sendo um axioma da narrativa de que vacinados transmitem e apanham o vírus. Este axioma – necessário para a perpetuação do sistema vigente, mas que acarreta explícitas contradições – é frequentemente acomodado com um subjectivo “mas muito menos!”, sem que se vislumbre a menor sustentação factual para tal adenda.

Às massas hipnotizadas – tão lestas a pregar empatia comunitária aos negacionistas – são irrelevantes os factos, é perigosa a divergência e é indiferente o sofrimento humano, se este se limitar às minorias dissidentes. Primeiro vieram buscar os comunistas e eu não disse nada, pois não era comunista….vocês conhecem o poema.  Pobres incautos: voluntariamente escravizados, julgam ser verosímil viajar de obediência em obediência até à liberdade final.

Comments

  1. Tuga says:

    “Às massas hipnotizadas – tão lestas a pregar empatia comunitária aos negacionistas ”

    Negacionista eu ?

    Os liberocas no seu melhor

  2. Rui Naldinho says:

    Não dou para esse peditório.
    Nunca ninguém com base científica disse ou escreveu que as vacinas iriam irradiar a Covid19 em definitivo. Pelo menos estas , desenvolvidas em tão curto espaço de tempo.
    Nem nunca ninguém escreveu que os mais velhos, vacinados com que doses fossem, duas, três ou mais, deixariam de morrer por causa dos efeitos que uma infeção deste género causa nas suas múltiplas comorbilidades.
    Já o meu avô me dizia há mais de vinte anos, que as gripes e o Inverno era tramado para os velhos.
    O que se diz é que vacinados ficam mais protegidos. Até onde, ninguém pode dizer em concreto.
    Aliás já existe uma vacina contra a pneumonia, dada aos maiores de 75 anos, presumo, de cinco em cinco anos, que começou a ser ministrada muito antes desta pandemia. Mas nem por isso deixou de morrer gente com pneumonias respiratórias, alguns deles vacinados. Passaram foi a morrer menos, por esse facto.
    Eu até posso admitir que algumas das vacinas sejam como o velho “Melhoral”. Nem fazem bem nem fazem mal. Uma espécie de placebo. Nomeadamente algumas vacinas produzidas nos chamados BRICS. Países com cerca de metade da população mundial, mas ainda assim governados por ditaduras ou proto ditaduras, as quais os governos têm de dar uma resposta em massa aos seus “escravos”, não vá uma revolução acontecer, mesmo dentro da própria estrutura política.
    No final deste Inverno que se avizinha, este ano o frio veio mais cedo, mas lá para os finais de Março de 2022, logo se verá em face do número de mortos, acima de tudo estes, se as vacinas valem o preço que custam, mas principalmente, se valem as polémicas que geraram.
    Agora vamos continuar a morrer, mesmo “cheios de saúde”.
    Eu também já sei que se a coisa até nem correr mal, para não darem o braço a torcer, virão os mesmos do costume dizer que foi a “imunidade de grupo” provocada pelas centenas de milhar de contágios detectados e não detectados em testes ao longo de dois anos de pandemia, a minimizar os danos, e que a “puta das vacinas” são “banha da cobra”. Também já conheço esse refrão.
    As vacinas são uma coisa eficaz. Quanto mais não seja, já podemos dizer que continuamos a ter dois milhões de pobres, mas vacinados.
    Não é bem a mesma coisa!

    • Paulo Marques says:

      E não é que somos todos mortais? A medicina é mesmo uma treta.

      • Rui Naldinho says:

        Pois, Paulo.
        Bom mesmo era uma vacina para não morrermos. De preferência uma que não surtisse o efeito desejado nos bétinhos.
        Só produzia imunidade na ralé. Assim ficavam os indigentes a salvo, morriam os bétinhos, e uma nova classe de novos empreendedores se ergueria.
        A seguir era ver os novos donos disto tudo a cuspir no prato onde tinham comido antes.

    • Filipe Bastos says:

      Eu também já sei que se a coisa até nem correr mal, para não darem o braço a torcer, virão os mesmos do costume dizer que foi a “imunidade de grupo”…

      Isso funciona para os dois lados, Naldinho: se não correr mal lá virão os Paulos Marques do costume dizer que foi apenas graças à vacina, que sem ela teriam morrido trezentos mil, pelo menos, e que sorte termos a Pfizer, o Sr. Almirante e o sábio António Bosta.

      Os ‘negacionistas’ podem ser muita coisa, mas o poder e o dinheiro parecem estar todos do outro lado. Por isso questionar seja o que for da versão oficial é logo ‘negacionismo’.

      É saudável questionar a versão oficial. É saudável pô-la em causa. As dúvidas do Hoffbauer sobre o conformismo são legítimas.

      • Paulo Marques says:

        Não é, nem nunca poderia ser, graças só à vacina, há os mamões do SNS, as horríveis máscaras, há os cuidados, maiores ou mais pequenos, das pessoas individuais, há novos medicamentos e novos protocolos, etc etc.
        O que não funciona é a responsabilidade individual. E não se preocupe, isso será evidente dado que, tendo mais ou menos protecção, já ninguém quer restrição ou obrigação nenhuma, e pouco haverá (quanto mais cumprida).
        Quanto ao dinheiro estar de um lado… homem, quando dinheiro da Rússia é que financia os megafones desta gente, do Breitbart ao Observador, passando pelos partidos? Quantas Amazon e Fritolay mexeram os cordelinhos para que o pessoal continue a bulir sem condições de trabalho adequada? Se não o fazem tão publicamente para fazer virtue signaling, se calhar sabem algo que o Filipe não aceita.

      • Tuga says:

        Filipe Bostas

        “É saudável questionar a versão oficial. É saudável pô-la em causa. As dúvidas do Hoffbauer sobre o conformismo são legítimas.”

        Confere. Passaste-te directamente para os “liberocas” ou ainda estás no clube do Menos ?

      • Filipe Bastos says:

        há os mamões do SNS…
        O que não funciona é a responsabilidade individual.
        Quantas Amazon e Fritolay mexeram os cordelinhos para que o pessoal continue a bulir sem condições de trabalho…

        O SNS não tem mamões; quando muito enche mamões – que são privados. Regra geral o privado tem mamões, o público tem chulos. Anote aí no seu caderninho.

        E regra geral, a ‘responsabilidade individual’ é o argumento nº 1 da direita para justificar a partidocracia e a desigualdade. As massas são estúpidas, preguiçosas, inconfiáveis, etc.

        Os mamões queriam realmente a malta a bulir. Mas não só os mamões: toda a classe média ‘aspiracional’ e bem instalada, a que ficou a trabalhar por Zoom ou de papo pró ar, desatou a encher as Amazons e Ubers. Os outros que andem por aí a apanhar covid, sem contrato, para entregar-lhes as compras e o jantar. Quanta esquerda caviar os usa?

        E isso não afecta o desequilíbrio de que falamos. De um lado tem os mamões farmacêuticos a empurrar as vacinas; e do outro? O Putin e a Amazon estão contra as vacinas?

        • Paulo Marques says:

          Portanto, se sabe que é o argumento nº 1, anda a defender que não deve haver confinamentos e regras, invés de apoios às famílias e empresas, no país que menos fez estes, para quê?
          Enganou-se a escrever centristas responsáveis onde escreveu esquerda caviar? Percebe-se, é parecido.
          O sr Russo, novamente, é a favor do caos, para que ninguém mexa muito nos negócios, seja a propriedade na Europa, seja no fornecimento de gás; se semear a dúvida impede que haja união contra as lavandarias da eurolândia e livrarmo-nos dos fósseis, é só pagar. Seja através de partidos, dos média, ou do Fakebook, são peanuts.
          O problema das vacinas não é a regulação não funcionar; isso, felizmente, foi feito com força suficiente há décadas para ainda não ter caído, e não é por falta de pressão de “impedir a inovação” (e, mais uma vez, deixar à responsabilidade individual); é ter-se pago várias vezes, à porta fechada, enquanto fomos vendidos que seria muito mais equilitário no acesso, e de lucro reduzido. A resposta não pode ser deitar tudo fora e ficarmos à sorte, era retirar-lhes a propriedade, já bem paga, e deixar que o resto do mundo se salve. E, provavelmente, a nós também, porque ninguém está protegido até estarmos todos protegidos.

  3. Nascimento says:

    Eu dou para este peditório. Artigo certeiro. E o que alguém
    ( O Herói!) disse é que tínhamos vencido o vírus. Foi há três meses. E o que se disse e pior insinuou é que ora toma lá esta vacina só uma vez , ora se for desta é duas vezes, etc. e tal TUDO BEM…! Agora já vamos pra terceira e virá a quarta, quinta e como afirmou um CEO ” isto vai ser do tipo mudar de smartphone” !
    Ou não leram? Distraídos? Eu já tomei mas pergunto já que de há muito tempo ando desconfiado com esta treta toda : agora para sair de casa ira ser como naquele país da treta( liberdade, fraternidade e outra merda ,blá,blá) chamada França onde terei de tomar a terceira vacina e rapidinho senão não há ” passe “? 6 em 6 meses toma lá mais uma? Agora levas duas :uma pá gripe e outra pó bicho!?? Vais sair? onde? ai sim? prá li? levas 3! eheheheh….olha, lá se foi a imunidade naturel! 95%…eheheheh
    Mas, será que ninguém vê o caminho que isto está a tomar? Os franciús cientistas até já falam em PASSE VACINAL! Ou seja os testes deixam de servir! Ups, já me esquecia: para Trabalhar nada disto conta…. é tudo a fingir! E se for Trabalhar na Limpeza na merda dos bancos, escritórios, seguradoras , armazéns etc. pela noite dentro???…ui, qual PASSE? SIGA…. KÉ PRETO E AGUENTA! Dass.

  4. Paulo Marques says:

    Gostam muito de se preocupar com os comunistas, mas, mais uma vez, e como sempre, é à extrema-direita que vêm passar vassalagem, desta vez através de uma proposta sem pés nem cabeça de uma qualquer desconhecida que caiu de pára-quedas em Bruxelas.
    E, de tão preocupados, ainda nem uma única palavra sobre punir tão reles empresas e retirá-las o direito a lucrar com o imaginado genocídio. Tão generosos.
    Sociedade? Q’essa merda?

  5. J. M. Freitas says:

    “e estas continuarem a transmitir a doença e a falecer com a mesma, rapidamente a população se iria aperceber de que a segregação de um segmento da população…”
    Põe esta hipótese mas não pôs a contrária. Ou sabe que a contrária é de certeza falsa?

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