Governo prostituto e traidor

“Empresas ligadas a offshores sem restrições nos apoios da covid-19 – Governo defende que impor limitações a empresas controladas a partir de paraísos fiscais ou donas de empresas aí sediadas colocaria “constrangimentos” na resposta à crise.”

Mais uma prova cabal da flexibilidade de encaixe no que toca a falta de ética, em troca de chegar às uvas. PS, PSD, CDS-PP e Iniciativa Liberal juntinhos para nos lixarem e lamberem as botas aos aldrabões.

França, Bélgica, Itália, Áustria e Polónia e Dinamarca tiveram coluna vertebral. Os outros oferecem-se a quem lhes passa umas notas à frente do nariz.

Com que moralidade exige este governo que lhe paguemos impostos???

Problema n.º 3: COVID-19

Resolvidos os problemas n.º 1 e n.º 2, descubra agora, no seguinte parágrafo, as cinco palavras escritas com os pés pela redacção da Rádio Renascença:

“Sempre que uma pessoa é validade como infetada há um trabalho do Serviço Nacional de Saúde (SNS) de procurar os contatos recentes dessa pessoa, por serem potenciais infetados”. Este trabalho de detetive pode ser facilitado com o recurso à aplicação agora desenvolvida pelos investigadores do INESC Tec, e assim poupar-se tempo ao SNS.

SOLUÇÃO: [Read more…]

Afinal, ministro de que pasta?

Questiona, certeiramente, Fernando Soveral:

“À sucapa, no nevoeiro da covid-19, o Ministério do Ambiente e da Acção Climática emitiu um despacho onde determina que o Metro deve continuar a expansão da rede, incluindo o prolongamento das linhas Amarela e Verde. Diz mesmo, num momento de stand-up comedy, que estes investimentos são importantes “perante os efeitos sobre a economia que a pandemia da covid-19 está a provocar em todo o mundo e em Portugal”. Lê-se e não se acredita. A covid-19 até serve de justificação para uma decisão tomada às escondidas, enquanto as atenções estavam direccionadas para temas mais importantes. Ao contrário do que se supunha, o sr. Matos Fernandes não decide por razões ambientais: decide por causa do dinheiro. Justifica-se até com o argumento de que os fundos que vêm da Europa só poderiam ser usados nesta obra. Falso, como já veio dizer a comissária, a sra. Elisa Ferreira. Há uma certeza: continua a obsessão por este plano turístico para Lisboa, que após a covid-19 terá de ser, no entanto, bem repensado.

O sr. Matos Fernandes mostra que há um equívoco no papel timbrado de onde envia os comunicados. Ele não deve ser o ministro do Ambiente. É o das Obras Públicas. Todas as suas decisões (do Metro ao Montijo ou ao lítio) têm que ver com dinheiro e não com o ambiente. Por favor, decidam-se: o sr. Matos Fernandes é, afinal, ministro de que pasta?”

Em todo o caso, já deu mais do que provas de que é um ministro a quem os cifrões entram pelos olhos adentro e não deixam ver mais nada. Muito prático, como ministro do ambiente.

O Orçamento do Estado para 2020 é uma mentira

We keep saying we’ve arrived at psychogenesis, but we actually continue to be working obviously with linguistic models. Here is Lacan telling us the unconscious resembles a language, that it’s structured like a language; Brooks telling us that it’s the verbal structure arising out of the relationship between metaphor and metonymy that constitutes the narrative text. We keep sitting around twiddling our thumbs, waiting for somebody to say something about the psychogenesis of the text.
Paul Fry

Mentira!
Joacine Katar Moreira

Purpose of sampling distribution You’d like to estimate the proportion of all students in your school who are fluent in more than one language. You poll a random sample of 50 students and get a sample proportion of 0.12. Explain why the standard deviation of the sampling distribution of the sample proportion gives you useful information to help gauge how close this sample proportion is to the unknown population proportion.
Agresti, Franklin & Klingenberg

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Já sabíamos que o Orçamento do Estado para 2020 era uma vergonha merecedora de chumbo. A farsa ortográfica promovida pelo poder político teve hoje um episódio simbólico: depois de ter confirmado a promulgação do OE2020, Mário Centeno anunciou que esta vergonha ortográfica entraria em vigor no dia 1 de Abril. Exactamente: 1 de Abril. Excelente escolha. Ovação de pé.

Aliás, a mentira ortográfica continua de vento em popa no sítio do costume.

Saúde para todos e, embora haja le printemps qui chante, por favor, restez à la maison.

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A bexiga *iperativa

In particular, in the case of aviation disasters that are caused by linguistic problems, it would be important to distinguish different ways of pronouncing and representing the same numeral: In English there are different ways of saying the numerals of the accident flight USAir 427: either four hundred twenty-seven or four two seven (in the style of a telephone number), where in the latter case, it would be most interesting to determine whether the cipher 4 (phonology /fo/) had the phonetic realisation [fo:], [for], [faʊə], [faʊ’ər], or the like.
Claudia Sassen

nobody, not even the rain, has such small hands.
e. e. cummings

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*Hiperativa? Efectivamente, o ‘m’ de imperativa indica [ĩ] em vez de [i]. De facto, o ‘c’ de hiperactiva indica [a] em vez de [ɐ]. Com efeito, o ‘h’ inicial de hiperactiva é inorgânico. De simplificação em simplificação, obter-se-á *iperativa.

Há poucas semanas, comprei um slide igual a este do Jeff Beck, na Macari’s (que saiu da Denmark Street e foi para a Charing Cross Road, quase em frente à Foyles, que fica ao lado deste templo). Se reparardes bem, entre 1:33 e 1:39, o Jeff Beck pega nesse slide com o mesmo à-vontade com que eu pego nos meus lápis e na minha esferográfica Faber-Castell, ou seja, sem o desleixo de quem aniquila letras com valor grafémico.

Exactamente.

Nótula: Apesar de as minhas canções predilectas do Rui Veloso serem o saiu para a rua e o não me mintas (embora haja aquele desnecessário verso com o Jardel…) e apesar de preferir mil e uma vezes o nova gente ou o made in oporto dos GNR ao porto sentido como hino pop da minha cidade (o Jardel ainda é como o outro, mas para o “lampiões tristes e sós”, francamente, não há pachorra), não podemos nem devemos ignorar a voz das varandas. Viva o Porto! Os meus agradecimentos à Alexandra Martins.

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