
A demissão da Marta Temido, planeada há meses ou decidida esta semana, mais não é do que o sacrifício de um cordeiro no altar da política, de uma personagem que foi sempre secundária nas decisões estruturais que agora ditam o seu afastamento.
Marta Temido, como qualquer ministra fora do círculo dos pesos pesados do PS, tinha o poder e a capacidade de decisão que António Costa lhe permitiu ter. Independentemente da competência que lhe possamos ou não atribuir, não era Temido quem tinha a última palavra quanto à contratação de mais profissionais de saúde, ao aumento do investimento no sector ou às necessárias reformas para combater a degradação galopante do SNS. Era Costa e, quanto muito, Mário Centeno e Fernando Medina. A própria direcção nacional do PS tinha mais peso nas decisões do que a ministra. E achar que a substituição de Temido por Lacerda Sales, ou por outro qualquer, mudará o que quer que seja nesta equação é pura ingenuidade. Só existe um responsável pelos problemas actuais no SNS. O seu nome é António Costa. O afastamento da ministra não muda rigorosamente nada. Mas satisfaz momentaneamente a ira justificada da turba. Paz à alma do bode expiatório.






Os Manipuladores são também caluniadores; que raio de conversa é essa e mentira de “degradação”? Eu sempre fui tratado da melhor maneira, no Serviço Nacional de Saúde, desde 2 cancros até diversas cirurgias (incluindo uma cardiaca). Com pouca demora na marcação, mas serviço excepcional e confiante, desde médicos a óptimas enfermeiras/os. Higiene e limpeza muito boa!!!. São criminosos os que caluniam, tenho 82 anos e deveriam ter vivido no Fascismo,que é o que eles são….
Degradação por falta de investimento material e humano, levando à queda de moral e abandono para outras paragens.
Marta Temido caiu como cairá qualquer novo ministro da saúde que tome posse. Não há omeletes sem ovos. Até Paulo Macedo se teve de empinar a certa altura, no governo da PàF, com os cortes que o SNS teve sucessivamente durante os anos da Troika.
O problema nesta gestão desastrada do SNS é que os sucessivos Ministros das Finanças acham que os problemas se resolvem com o tempo, utilizando como remendo, os tarefeiros, nomeadamente os médicos, que, ficando mais caros ao orçamento durante um determinado período de tempo, acabariam mais tarde por deixar de ser despesa com o fim da pandemia ou a pretensa normalização das listas de espera. Ora não é isso que está a acontecer. O provisório está a tornar-se definitivo.
O(a)ministro(a) da saúde tem de lidar com uma casta de poderosos com sindicatos e ordens profissionais á mistura e, por mais competente que seja todos procuram o momento para o(a) derrubar. É falacioso dizer -se que o SNS não funciona por falta de investimento ou falta de recursos humanos, os que existem são mais do que suficientes, o que lhes falta é lideranças competentes e fortes para porem os serviços a funcionar mas, antes de mais, é preciso ter coragem para correrem com os sindicatos e ordens profissionais para que não se emiscuem no funcionamento dos serviços.
Claro que não, o material com anos após o tempo esperado de vida/suporte e incompatível com sistemas modernos está bem e recomenda-se. Bem como o pessoal, algum sem carreira há 22 anos num modelo que é bom a despachar receitas de aspirina em 5 minutos.
Isso não chega para a plebe?
Há uns anos caiu uma ponte (por desleixo, falta de manutenção, o que seja), o Ministro demitiu-se. Assumiu responsabilidade. Política, que a outra fica para as calendas. Todos bateram palmas, dignidade, fez o que tinha a fazer, etc…
Pergunto, a ponte caiu por sua causa? Deve ser directamente responsabilizado pelo acidente, ou como superior da tutela a opção certa era a de ficar, descobrir os porquês de tal ter acontecido, e corrigir, até porque se foi nomeado é porque tem competência para isso?
Fica a ideia, certamente errada, de que os nomes vão e vêm, mas o resto fica igual.
Tinha acabado de aprender uma lição que não se aprende em escola nenhuma do mundo, claro que era importante deitar a experiência fora!
Bem, na verdade, está tão distante da operação que a única influência é se financia ou não o que deve ser financiado, coisa que, de qualquer maneira, em nome da responsabilidade continua como está. Mas faz de conta.