Só para recordar, o “resgate” da Troika custou ao país 78 mil milhões de euros. Banca já custou 28% deste valor.
É só fazer as contas e lembrar a conversa sobre viver acima das possibilidades, como disse o homem que nunca se engana e raramente tem dúvidas.
Quem é que a Troika veio mesmo salvar? E quem é que andou a viver acima das possibilidades? Ficam estas questões retóricas para quando o próximo pantomineiro lhe apontar o dedo.







O mistério dos bancos ultrapassa a capacidade de compreensão do proletário:
O patrão foi ao banco buscar o dinheiro para comprar a máquina em que trabalha mais a matéria-prima que aí transforma, vende o produto criado a crédito à loja que o venderá ao cliente que para tal usa o cartão de crédito.
No fim do trabalho vai para a casa que está hipotecada ao banco, que foi construída pelo empreiteiro que se financiou no banco para comprar o terreno e os materiais e mão-de-obra… e não chega a uma conclusão:
Os bancos criam mais moeda que o banco central, para que milhões vivam acima das suas possibilidades!
Não, os bancos criam mais moeda que o banco central, para que uma pequena minoria de accionistas e administradores possam viver acima das possibilidades, enquanto sugam o valor do trabalho daqueles que contraem crédito para fazer face ás suas necessidades legítimas, que os seus salários não conseguem satisfazer. Só falta retirar a conclusão lógica: não se pode dar aos bancos privados o poder legal de criar moeda e de dirigir o crédito. A criação de moeda e o crédito têm de ser governados de acordo com a vontade popular expressa democraticamente, em função das suas necessidades e de uma estratégia de desenvolvimento progressista e inclusiva. Ainda bem que que começa a perceber o falhanço total das políticas que tem defendido até agora. É tempo de a direita perceber que o seu projecto falhou, e parar de tentar forçar a continuação do mesmo através da violência e da guerra. Junte-se à democracia popular, renegue o fascismo.
«a vontade popular expressa democraticamente, em função das suas necessidades e de uma estratégia de desenvolvimento progressista e inclusiva».
Que bonita frase!
‘das suas necessidades’ ideal maior do domínio do necessário sobre o produzido, sobre o possível, base fundamental da treta esquerdalha.
«uma estratégia de desenvolvimento progressista e inclusiva» progredindo na distribuição de menores produções e na inclusão de uma cada vez maior quantidade de parasitas e corruptos.
‘vontade popular expressa democraticamente em função’ de um corretês cada vez mais garantido pela propaganda e vigilância de um cambada cada vez maior de treteiros a cuidar das suas necessidades.
Mas se prefere que sejam os Espirito Santo a decidir, está a queixar-se de quê? Eles usaram aquele poder e trataram da sua vida. Foi como diz, o domínio do possível sobre o necessário. Foi possível aos Espírito Santo acumular milhões e agora, é necessário ao Jgmenos pagar! Mas já vi que o lampejo de senso lhe passou depressa, assim que lhe cheirou a poder popular. No fundo, do que gosta, é de ser mandado e pagar para isso. Viva a República!
As leis o permitiram e permitem.
E continuarão a permitir enquanto a cambada, que de ralé ascendeu ao poder, continuar a ter a necessidade de não ter leis que atrapalhem o saque.
Ah, portanto, o problema é a ralé. Quer dizer, os Espírito Santo, os Ulrich, os Amorim, não são suficientemente distintos para merecerem a honra de mandar em vosselência. Teremos que pedir o regresso dos Bragança! É isso, vamos dar um banco ao Sôr D. Duarte e à Zabelinha! Eheh, o Jgmenos gosta é do pagode!
Sempre que a ‘opinião’ é, não sobre o que eu digo, mas sobre o que ‘eu penso’, sei que estou na presença de um idiota.
O que o JgMenos queria que existisse era uma banca 100% privada, em regime concorrencial, mas que seria dirigida por um d’Oliveira da Cerejeira colocado em cada agência (que, por sinal, costumam aproveitar as esquinas para se instalar. Daí a expressão “um d’Oliveira em cada esquina”).
Sempre que alguém agride ou insulta, sei que estou na presença de um impotente.
Se é a banca que cria dinheiro, de onde vêm as reservas para terem as contas certas ao fim do dia? E porque não se fala na redução dos juros da banca, e da margem dos mesmos, para reduzir a malfadada quantidade do dinheiro, invés do contrário?
Mistérios…
Veio salvar a banca alemã e outra, endividada até ao tutano para lucrar nas benesses da zona euro too big too fail, porque a independência monetária é uma treta que não só não resiste à primeira crise, como a aumenta.
Tu é mais salvar a Tap e os Bmw, também mamas-te?
Pois, será caso para perguntar..
E tu, ó burreiro, também mamas-te? Não tens medo de partir a espinha?
Salvar o que somos obrigados a privatizar para falhar para não ficarmos completamente à mercê do capital alemão colonialista? É o mínimo para salvar alguma soberania política, seja a banca, seja a TAP.
Mas também podemos esperar por mais uma ronda de cortes nos salários e aumento dos lucros a ver se é desta que a acumulação leva a investimento. Qualquer dia…