Prémio Cheio de Moral 2017

Vai este ano para a São Caeteno à Lapa, depois da inesquecível performance de Maria Luís Albuquerque, saudosa ministra das Finanças que tantos e tão bons swaps nos deu, para não falar na fantástica na curta-metragem Banif, uma saída limpa debaixo do tapete. Depois do grande sucesso da devolução da sobretaxa, que garantiu o galardão de 2015 ao PSD, Maria Luís regressa com esta memorável acusação e volta a fazer história na edição de 2017.

Sobre o denominador comum da fraude financeira em Portugal, já tive oportunidade de dar os meus cinco tostões. Sobre a seriedade com que o anterior governo lidou com a banca também. Mas se vamos falar de generosidade com a banca, e com os poderosos em geral, não tenhamos memória curta. 2013 não foi assim há tanto tempo.

Imagem via Expresso

O dinheiro que não se evapora

13 mil milhões de euros dariam para 20 hospitais (um por distrito e região autónoma), 4 submarinos, 2 campeonatos do Euro (futebol), 1 ano de RSI e 1 ano de Educação – tudo junto.

 

13 mil milhões desapareceram do bolso dos portugueses ao longo de 9 anos, desde que a moda pegou com o BPN. 7% do PIB. Temos consciência de estarmos perante muito dinheiro. Mas vemos estes números na comunicação social e o que é que eles significam mesmo? É preciso encontrar termos de referência para percebermos.

[Read more…]

Os nossos carrascos e os tipos que levam o país a brincar

Os mercenários da Standard & Poor’s anunciaram ontem a manutenção do rating da República Portuguesa no nível BB+, also known as “lixo”, atribuindo-lhe uma perspectiva “estável“. São más notícias para o país, que continua enfiado no buraco dos terroristas financeiros, piores ainda para os partidos à direita, que continuam a apostar as suas fichas na hecatombe das finanças públicas, muitos deles a rezar sucessivos terços para que o caos se instale e o assalto ao poder se torne mais fácil. Para sua desilusão, o problema não se agravou. Ainda. [Read more…]

Esta é para gente de boa memória

A D. Branca foi presa. A D. Banca, não.

Zangam-se as comadres

descobrem-se as verdades?

Estes governantes são uns pândegos…

Continuo sem perceber a razão porque os sucessivos governos preferem enterrar o que chamam dinheiro público, na verdade é dinheiro esbulhado ao contribuinte, nos Bancos portugueses. Primeiro Sócrates não permitiu a falência do BPN e BPP, mais tarde Passos Coelho fez o mesmo com o BES e por último António Costa com o BANIF. A somar a tudo isto ainda temos os juros pagos à troika, pelo empréstimo destinado a ajudar o sistema financeiro, que supostamente ficaria forte, mas não ficou. [Read more…]

Fernando Ultrarico tem razão.

image
Os contribuintes continuam a pagar os custos da banca.

O despudor, a indignidade e a falta de ética de Pedro Passos Coelho

ot

Já sabemos, mas nunca é demais recordar, que não podemos deixar os partidos de direita sozinhos com os bancos. Quando tal acontece temos BPN’s a explodir em corrupção, Banifs empurrados para o precipício por tacticismo eleitoral e Novos Bancos, recém-nascidos, onde nem os milhares de milhões de euros derretidos permitem camuflar a gestão ruinosa.  [Read more…]

Pacheco Pereira sobre a possibilidade de um novo resgate

Existe um colete de forças que torna o decurso económico independente da mudança de governo, facto que  direita não quer ver. Esta opta pela justificação que lhe serve para o objectivo eleitoral. A esquerda também opta por uma leitura desligada deste percurso ao pretender que a situação está melhor. E até melhorou para as pessoas, mas sobra a dúvida se a melhoria pontual resistirá ao contexto macro. Uma coisa é certa, não é por o país ficar melhor que a situação individual melhora. Isso seria construir uma floresta sem árvores. O país melhora quando os seus cidadãos ficam melhor.

Aliás tudo o que está a acontecer agora não revela qualquer significativa inversão das tendências negativas dos últimos meses da governação PSD -CDS. Acresce que a verdadeira bomba -relógio do sistema bancário, que o governo Passos-Portas-Maria Luís deixou de herança, tinha-lhes rebentado nas mãos e, se compararmos a inépcia e a negligência criminosa do governo PSD-CDS nesta matéria, é provável que os estragos fossem maiores. Aliás, a causa mais provável para haver um novo resgate em Portugal é a situação da banca, e essa responsabilidade vai inteirinha para Passos, Portas e Maria Luís.

O impasse da política portuguesa é apenas este e este “apenas” é gigantesco: se quem manda hoje na Europa, a aliança da Alemanha com alguns países do Centro e Norte da Europa, continuar a impor as mesmas políticas de “ajustamento”, que hoje são criticadas até pelo FMI…, não aceitar proceder a uma mudança que passe pela restruturação das dívidas, pela baixa dos juros, pela maior flexibilidade na gestão dos défices, por políticas de investimento, e pela solidariedade activa dos países mais ricos com os mais pobres, na tradição dos fundadores da União, nem Portugal, nem a Europa sairão dos impasses actuais. [Pacheco Pereira, Visão, 19/08/2016]

BES, Banif e a inutilidade do Banco de Portugal

Banksters

A banca portuguesa é sempre sólida e generosa com os seus administradores e accionistas até ao dia em que a bolha rebenta e os comuns mortais são chamados para a resgatar dela própria, sem que nunca se encontrem culpados ou se confisque o resultado da pilhagem da mafia bancária. Eles comem tudo, não deixam nada e ainda ficamos nós sem nada que comer. [Read more…]

Banca, negócios e esquemas

A edição de hoje do Público traz um exemplo do que poderia ser o jornalismo com mais frequência. Uma investigação sobre negócios envolvendo a banca, prejuízo para o Estado e olhos fechados da CMVM e BdP.

2016-03-20 publico.pt infografia OPA Montepio

O Ministério Público abriu em Fevereiro um inquérito a um negócio imobiliário de 32,4 milhões de euros, firmado entre ex-banqueiros, gestores e empresários ligados ao Finibanco e que foi fechado em 2013, no Montepio. Apesar de decorrer em paralelo à OPA, Banco de Portugal e CMVM não o detectaram. [Público, 20/03/2016, Cristina Ferreira]

É a história de um esquema continuado ao longo do tempo, perante a conivência de instituições de fachada, com os resultados que temos vindo a conhecer. Por vezes ouvimos falar dos empresários e das virtudes das suas iniciativas. Depois vemos os grandes negócios sustentados pela fraude e, sendo tantos os exemplos e tal a extensão do ataque ao Estado, pergunto-me se será disto que estarão a falar.

A arquitectura do poder laranja

Redes de Poder

Imprensa e alta finança: as linhas com que se cose a rede de poder da direita nacional. Mais um excelente trabalho d’ Os truques da imprensa nacional. Já não há desculpas: o esquema não podia ser mais descarado.

Ao menos saber o que está na conta a pagar!

Horta Osório Banif

António Horta Osório, presidente do gigante britânico Lloyds Banking Group, sobre o Banif (22.12.2015):

“Acho que é um assunto chocante e que tem que ser devidamente explicado (…). Eu acho que tendo o Banco recorrido a cerca de (…) menos de mil milhões de euros há dois anos atrás e agora ser injectado mais do dobro do valor, este valor é demasiado grande para não ter um apuramento (…) claríssimo das responsabilidades. E das duas uma, ou o valor que foi injectado há dois anos era um valor que não estava correcto – e não há nenhuma razão para pressupor que não estava –, ou então tem que se perceber o que é que nestes poucos anos aconteceu e eu acho que deve ser feita uma auditoria independente que mostre aos contribuintes portugueses exactamente que negócios é que foram feitos que originaram esta injecção de capital no Banco, que créditos é que foram concedidos que não foram pagos, porque dado que o mal está feito, acho que os contribuintes portugueses pelo menos merecem saber com transparência e com rectidão exactamente o que é que aconteceu, que dinheiro é que foi utilizado e acho que isso deve ser feito o mais rapidamente possível.”

Tout court: Auditoria independente vai para a frente!!!

Será necessária uma petição??

O dinheiro não se evaporou

13 mil milhões estourados na banca não se hão-de ter sumido no nada. Onde estão? Ou melhor perguntando, o que está o MP a fazer para os encontrar?

Salvar bancos

Antigamente, salvação era sinónimo de salvar a alma. Agora se quiser ser salvo, terá que se transformar num banco. E desses de jardim não serve.
salvar bancos

Os donos disto tudo

donos-disto-tudoMiguel Szymanski

Em 2001 Ricardo Espírito Santo Salgado queixava-se à administração do grupo editorial, onde eu trabalhava como redactor, que os meus artigos o retratavam “como se fosse um gatuno”. Deixou a ameaça de retirar a publicidade de todas as publicações do grupo. A administração optou por fechar a revista Fortunas & Negócios, que publicava os artigos, e salvar os contratos de publicidade no diário e no semanário. Em 2011 recebi uma carta manuscrita e um telefonema com ameaças veladas de Jardim Gonçalves, porque o teria retratado “como um vigarista”. Isto, para não falar em entrevistas e conversas sinistras com outros presidentes de bancos – um deles hoje CEO dum banco internacional em Londres. Ou de aldrabões da cepa BPN ou BPP. Durante um ano e meio trabalhei na CMVM, “under cover” para entender melhor o jogo, e vi como os “polícias da bolsa” se curvavam diariamente perante os banqueiros e outros grandes do jogo da bolsa de valores. Convém não esquecer que no tabuleiro internacional dos “too big to fail” os Oliveira e Costa, Jardim Gonçalves ou Espírito Santo são peões.
De vez em quando são sacrificados, sobretudo quando o país em que operam se afunda por responsabilidade directa de banqueiros demasiado gananciosos e de vistas demasiado curtas.
Entretanto a imprensa em Portugal é cada vez mais uma ficção. Os jornalistas ousam cada vez menos. E os donos disto tudo, agora concentrados em Frankfurt, cada vez menos temem e cada vez mais podem.

A voz do dono

Cavaco ouve banqueiros.

D. Banca

A banca portuguesa não aprende. Depois de todos os desvarios e crimes cuja conta fica a ser paga pelos contribuintes, os bancos restantes mostram as mesmas arrogância e pesporrência com que sempre nos fustigaram o juízo, a paciência e os parcos recursos. E eis que Faria de Oliveira ousa anunciar, num alarde de humor chunga, que um governo de esquerda pode transformar Portugal em Cuba, enquanto o presidente daquele bando de parasitas do erário público que se chama BCP ousa ameaçar-nos com as mais funestas consequências se ousarmos tal solução política. Quer dizer: esta corte de carraças dos recursos públicos – sem os quais já há muito teriam falido – em vez de se recolher em discreto e silencioso recato, como seria razoável, levantam a crista e cacarejam ameaças. Estão a pedi-las. Oxalá um dia lhas dêem.

Por cada 7€ de equipamento adquirido, 1€ era para a Banca

Paulo Pereira

Major-General Luís Augusto Sequeira no debate promovido pelos dois primeiros subscritores da “Carta Aberta sobre o arquivamento do Processo dos Submarinos“:
A ler também a audição do mesmo na Comissão Parlamentar de Inquérito aos Programas relativos à Aquisição de Equipamentos Militares.

Capitão sub-títulos traduz Maria Luís Albuquerque

captain subtext

Pedimos desculpa pela tradução incompleta. O Capitão Sub-títulos crashou ao tentar traduzir “mais confortável“.

Quantos bancos há em Portugal?

Já estamos a pagar três. Não há carteira que aguente.

Banca escocesa

Como é que se diz nos filmes? Não é uma ameaça, é um aviso.

A crise, a banca e a emissão de moeda

É o banco, em função da sua avaliação do risco, que ao conceder um crédito cria depósitos, quer dizer, dinheiro efectivo a partir do nada. [Rui Hebron no DO]

Rostos de quem passa fome para que a banca lucre

banca

Em Dezembro passado, a revista Visão trouxe a reportagem “Os rostos reais da fome em Portugal“. Oito testemunhos, que poderia ser nossos, do país onde se salvam os bancos primeiro e se olha para as pessoas depois – mas apenas para ver que cortes adicionais se podem fazer.

Os mercados estão a reagir bem

O único momento do dia em que ouço notícias sobre mercados, taxas de juro e bolsas é quando estou a tentar encontrar o sabonete com os olhos cheios da espuma do champô e não consigo mudar de estação de rádio. Mas tem sido suficiente para dar-me conta de que o jargão jornalístico para explicar as coisas inexplicáveis que se passam nesse campo passa pela sua humanização. Há dias em que “os mercados estão a reagir bem”, e se eu estiver ainda ensonada quase que me alegro, como se fosse um doente a quem sigo com apreensão. Outras vezes informam-me que “na Europa, o sentimento é misto”. Ora isto, sendo vago, transmite uma certa angústia e convoca a solidariedade, ou não fosse tão humano isso de alimentar sentimentos mistos em relação a uma mesma coisa.

Às vezes preocupam-me desnecessariamente porque me dizem que “os indicadores económicos alimentam receios”, mas não me dizem de quem nem porquê. Tão vagos que outras vezes se ficam por um “lá fora [onde?], “as notícias são desanimadoras e aumentam a cautela”. E eu, que ainda nem saí lá fora, só por causa disto já olho para onde ponho os pés molhados ao sair do duche, que a vida de repente parece-me uma coisa perigosa. [Read more…]

Queres que te faça um desenho? Então, toma

sacrifícios

Estudo calcula que bancos europeus têm necessidades de capital de 767 mil milhões de euros

E esta, hein?

“Tudo o que temíamos acerca do comunismo – que perderíamos as nossas casas e poupanças e nos obrigariam a trabalhar eternamente por escassos salários e sem ter voz no sistema – converteu-se em realidade sob o capitalismo” – Jeff Sparrow

Privatiza, filho, privatiza!

Talvez a malta de direita

possa explicar melhor

À Beira do Abismo

Quando um egolátrico teve quase TUDO no bolso, menos os portugueses.

Vai despedir 2 administradores?

BCP tem de reduzir despesas com pessoal em 25 por cento.

Remodelação do Governo (7)

Percebe-se a nomeação de Pires de Lima. A Banca e as grandes empresas estão radiantes. Por que será?