O Alexandre Guerreiro é….

….uma jóia de rapaz. Este seu entusiasmo com os drones faz lembrar o da mãezinha dele, nos idos de 40, com a leveza do gás usado pelos alemães. É um bom rapaz de família. Louvado seja….

Comments

  1. estevesayres says:

    Não comento!!!
    Não é porque o gosto do Putin (revisionista e social-fascista), mas tb, não gosto do Zelenskyy, com tique neonazista!

  2. POIS! says:

    Pois parece-me…

    Que, haja ou não entusiasmo do escriba Guerreiro, provavelmente tem razão.

    E entusiasmos há muitos. Logo pelo início da guerra, vi e ouvi o então ministro da defesa ucraniano a pedir apoio para o esforço de guerra já que, segundo dizia com inusitado entusiasmo, estaríamos em presença da primeira grande guerra de tanques desde a segunda guerra mundial, com uma frente inimaginável até ao momento.

    Desconfiei. Desde que guerra do Yon Kippur que se tinha constatado a fragilidade dos tanques, face às armas anticarro já então desenvolvidas, e que se vinham aperfeiçoando: armas extremamente leves, facilmente transportáveis por tropas apeadas e protegidas, “limpam” um tanque num instante, e a uns bons quilómetros de distância. E, além destas, outras disparadas a partir de outros veículos, drones, helicópteros, etc.

    Devo dizer que, na nossa “tropa macaca” tirei, há uns bons anos (no serviço militar obrigatório), a especialidade de armas anti-carro de Infantaria. As que utilizávamos na época já não são usadas, mas o efeito é o mesmo: eram cargas de efeito dirigido, que furavam a blindagem dos tanques e rebentavam lá dentro, num “espetacular” “efeito de forno”.

    Não me admira, portanto, que a guerra, agora decorra de outra forma. Há um par de meses, falou-se de elevadas baixas dos dois lados, e em poucos dias.

    Passou-se então à artilharia, aos mísseis e, agora, aos “drones”. Não que não existissem antes, mas como armas preferenciais. Os drones iranianos parecem três “boas” caraterísticas: são baratos, podem ser guiados “à vista” e dificilmente podem ser todos abatidos, porque voam em enxames e a muito baixas altitudes.

    E podem fazer uma guerra “limpinha”, destruindo infraestruturas mas mantendo outras intactas, e poucas baixas civis. No seu tempo, a célebre bomba de neutrões tinha, precisamente, esse perigo: matava as pessoas dentro de um certo raio, mas poupava os edifícios. E a radiação desaparecia ao fim de poucos dias. Os vencedores podiam “entrar na cidade” e fazer o saque.

    O problema dos “drones” low cost não vai ficar por esta guerra. Estas armas poderão em breve estar ao alcance de grupos terroristas, ou até de qualquer doido que se queira vingar dos vizinhos. E uma boa parte desta guerra está a ser combatida por grupos privados, de um lado e de outro. Terminada, uma boa parte do armamento sofisticado vai ficar nas suas mãos.

    Esperem e verão. A “adolescência tecnológica” está a subir de nível. E dificilmente voltará atrás.

    • Abstencionista says:

      Sim senhor, belo texto com o qual concordo na íntegra!

      P. S. Acho que li no “Lua do Alabama” um comentário parecido com este.

      • POIS! says:

        Pois deve ter lido.

        Foi quando Vosselência estava a recuperar da operação à obstrução da cloaca.

        Pelos vistos correu bem. Parabéns ao cirurgião.

        Nessa altura Vosselência lia coisas que nunca ninguém viu. Mal Vosselência lá acedia, o “sistema” apagava tudo.

  3. Luís Lavoura says:

    Hmmm. Este Guerreiro diz que os drones russos estão a ser em geral eficazes, mas os ucranianos dizem que se têm fartado de abater esses drones. Alguém deve estar a mentir.

    • Rui Naldinho says:

      Estão ambos a falar verdade. A verdade na guerra é como todos sabemos uma coisa enviesada, para não dizer distorcida.
      Como parece ser dos livros, numa guerra, para conseguires atingir os objectivos a que te propões tens de gastar milhares de munições, e pior ainda, sacrificar milhares de vidas humanas, a maioria nem chega ao alvo, mas uma boa parte, ao atingi-los, causa baixas no inimigo, no equipamento e nas infra-estruturas.
      Se os Ucranianos têm várias centrais ou subestações de distribuição de electricidade inoperacionais, presume-se que alguns alvos foram atingidos. Até que ponto isso será dramático, pela extensão dos danos causados, não sabemos. Só o inverno exporá as fraquezas do sistema eléctrico.
      A questão que se coloca é durante quanto tempo os russos conseguirão alcançar estes objectivos com eficácia, usando esses drones, uma vez que para acertarem num alvo, gastam meia dúzia ou mais, que são destruídos pela defesa antiaérea ou caem ao lado. Isso custa dinheiro aos russos. E não é pago em petróleo ou gaz, que os iranianos disso têm fartura. Tem de ser em dinheiro. E não é em rublos.
      Por outro lado, os Iranianos não devem ter nenhuma fábrica a produzi-los em grande escala, penso eu. Logo, há limitações. Isto se os israelitas não se lembrarem de lá ir e dar cabo dessa unidade de produção militar.
      Depois se a Ucrânia tiver um sistema mais eficaz de defesa aérea, fornecido por quem quer que seja, os drones passarão a ser uma arma ineficaz.
      Esta guerra vai durar muito mais tempo do que muita boa gente imagina.
      No final só haverá dois perdedores. A Europa da União e a Ucrânia completamente destruída.

  4. Emílio Antunes Rodrigues says:

    Na guerra a primeira vítima é a verdade, como a propaganda e a censura escondem a verdade, só quando a guerra terminar se saberão outros pormenores e ainda assim a verdade que se vier a conhecer será a dos vencedores, ninguém se devia regozijar com a morte de gente seja de que lado for até porque os que alimentam a guerra não enfrentam as armas inimigas, não são os povos que se odeiam mas aqueles que põem os povos a matarem-se e este século vinte e um tem sido permanentemente preenchido com guerras em várias partes do mundo menos onde elas são alimentadas.

    • Paulo Marques says:

      Ó pá, não pode ser; os bifes garantem a pés junto que é deste que eles estão a falar a sério sobre as regras, os valores, e as vidas. Claro que boa parte é gente que disse o mesmo sobre o Iraque e Afeganistão e ainda lá está, mas o chefe era do outro clube, não conta apesar de andarem sempre aos pares.
      Mas numa coisa o Emílio engana-se; se não se odiavam, agora odeiam-se, sem esquecer odiarem-se à outra metade de si próprio. E que jeito que isso dá! Enquanto houver pão e circo…

  5. Paulo Marques says:

    Malvado, relatar factos. Mais uma razão para concordar com o Zé sobre bombardear Moscovo.

  6. Anonimo says:

    Onde está o entusiasmo?
    Ou mente, pois não são eficazes, ou limita-se a relatar um facto.

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