Bolsonaro, o presidente dos criminosos armados

A cara da criança usada em campanha é sujeita ao processo de doutrinação em curso diz tudo.

Há poucos dias, um político próximo de Bolsonaro disparou sobre a Polícia Federal. Ontem, um apoiante do presidente assassinou um autarca do PT, o partido de Lula da Silva, com três tiros.

Durante a presidência de Bolsonaro, que facilitou o acesso às armas como nunca, as vendas dispararam 600%. E os incidentes envolvendo apoiantes e militantes do actual partido de Bolsonaro, acumulam-se a cada dia. É inclusive expectável que, caso perca as eleições, a extrema-direita brasileira siga o roteiro Trump e tente o golpe de Estado.

Há quem não perceba a diferença entre Lula e Bolsonaro. E quem, como eu, viu o deprimente debate de ontem, sabe a vergonha alheia em que a política brasileira se transformou. Mas é fácil, muito fácil, escolher entre um miliciano instigador do ódio, que doutrina crianças na violência, e qualquer outra alternativa, incluindo uma paralelo à deriva numa estrada. Bolsonaro é uma erva daninha, armada até aos dentes. É preciso arrancar pela raiz.

Comments

  1. JgMenos says:

    Vou mais em que seja um calhau; daninho mesmo é o esquerdalho ladrão.

    • José Ferragudo says:

      Falou burgesso mor do reino. Na realidade há cromossomas que são dão anormais.

    • POIS! says:

      Pois, pelo Menos, desculpas…

      Pelo entusiasmo de há quatro anos.

      E o Venturoso Pastorinho também reluzia, mas já começou, pelo Menos, a debotar.

      É muito triste! Aliás, não há nada mais triste que a direitrolha desilusão!

  2. JgMenos says:

    Sempre há elites, burguesia, povo e ralé.
    Burguesia e povo decidirão a situação no Brasil e haverá progresso.
    Por cá teremos a ralé no poder por mais tempo, e o marasmo manter-se-á.

    • Paulo Marques says:

      Tens que nos explicar, a ralé são os subhumanos que devem ser alimentados a pão e água se tratarem bem o senhor?

      • JgMenos says:

        Ralé é gente da tua igualha, que olham para o mundo cuidando do quando podem obter, e não do quanto podem fazer.

        • Paulo Marques says:

          Eu, pá? Já te disse que herdei e parquiei em fundos, como filho de boas famílias. Tava muito bem nesse teu mundo mítico, se não fosse a empatia. E não funcionar.

        • POIS! says:

          Pois tá bem! O lema é comovente (*).

          Pode desenvolver e tentar evangelizar a malta dos acionistas lá das EDPs, GALPs, Continentes, Auchans, Bancos, etc, cujos interesses Vosselência se apressa a defender quando aqui alguém os põe em causa.

          Pode ser que eles o oiçam. Amen.

          (*) Embora para o Menos seja mais é cú-movente!

  3. jose valeriano says:

    O Brasil neste momento encontra-se entre a espada e a parede.
    Dizem que Bolsonaro é um direitista ditador e que por ventura o Lula é o salvador da Pátria.
    Neste tipo de guerra á que escolher o que menos pode prejudicar os Povos.
    Vejamos: Bolsonaro nos seus discursos na ONU sempre têm dito que a soberania do Brasil estava acima de tudo.
    Têm razão porque quando um País perde a sua soberania perde a dignidade.
    Um Povo sem dignidade é simplesmente um povo que se vende a interesses de outros.
    Lula se ganhar é um desses que entrega a soberania aos interesses Internacionais pois é o que ele têm em mente pelo seu discurso.
    Quanto as armas os EUA nunca conseguiram acabar com o acesso às mesmas e nem assim a democracia está em causa.
    Vejam aqui na Europa que já não temos soberania alguma respondemos a pessoas que não foram eleitas pelos Povos e esses sim decidem o que podemos fazer e não fazer,
    Porque será?
    Simples a pouco e pouco não iremos ter qualquer liberdade de escolher o nosso modo de vida.
    Aqui na Europa o que eles têm feito mesmo aos caçadores para que estes entregam as armas de caça.
    Porque será?
    A resposta é simples quanto menos armas houver mais simples é de encurralar os Povos.
    Nada tenho assim a ver com as eleições no Brasil mas por sua vez até tenha porque se o Grande Brasil neste momento cair nas mãos erradas o mundo vai sentir por este ser um grande exportador.
    Com o Lula as coisas vão ficar preocupantes com muitos negócios que ele vai fazer cair aos interesses de terceiros com prejuízo até para a Humanidade.
    O Brasil poderá ser a próxima Venezuela ou a Argentina.

    • Paulo Marques says:

      Soberania para quem e com que fim? Armas para quem e com que fim?
      Por exemplo, ser um exportador de bens de baixo custo e baixo rendimento numa moeda estrangeira permite que soberania, e sem olhar ao que resta na terra e nos rios, é para quem? Serve muito bem para manter o país na hierarquia global que sempre foi o objectivo para a América do Sul, também sempre à força das armas para os extractores.
      Que haja uns intermédios com maior riqueza na colónia não o faz muito diferente da globalização colonial, é só mais moderno e ocidental. Haver técnicos e burocratas para os processos modernos não faz disso progresso.
      Ninguém se queixa mais do capitalismo real do que os defensores dos piores capitalistas.

  4. jose valeriano says:

    Não pá se Lula incomoda muita gente possivelmente ainda na cabeça desta gente veremos cá de novo o vosso amigo e deles o SOCRATES aquele a que muitos veneram.
    O globalismo em meu ver não interessa aos povos mais pobres pois estes ficam na mão de meia dúzia de piratas e depois logo se vê.
    Ainda há muita gente que gosta de ser governado e humilhado por pessoas que não foram eleitas e dizem-se democratas.
    Democratas uma ova.

    • Paulo Marques says:

      O 44 incomodou (de relevante, porque nós não contamos nada) os novos ricos da província e pouco mais, não tem nada de comparável com redistribuir os recursos de uma grande economia dentro do próprio país – isso aumenta os custos da comida e petróleo barato, e não pode ser. Aqui, nem o dízimo à Alemanha alguma vez há-de estar em discussão.

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